JBS (Friboi) tenta explicar ligação com esquema de doleiros da Lava Jato

Deu na Folha

O grupo JBS negou “de forma veemente”, em comunicado ao mercado, ligação com empresas do esquema de doleiros investigados na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Conforme revelou o jornal “Valor Econômico”, o JBS depositou, em 2012, R$ 800 mil em duas contas bancárias ligadas a uma microempresa, a Gilson Mar Ferreira ME, que tem como sede uma casa abandonada na periferia de São José dos Pinhais (PR).

Essa empresa, segundo a Polícia Federal, recebeu pelo menos três depósitos por ordem do doleiro de Brasília Carlos Chater, que ao mesmo tempo mantinha negócios com Alberto Youssef, preso desde março pela PF.

De acordo com relatório da polícia, as contas da Gilson receberam um total de R$ 29 milhões de diversas empresas e pessoas físicas. Ela foi alvo de um mandado de busca e apreensão no início da primeira fase da Lava Jato, em 17 de março passado.

EXPLICAÇÃO

Na nota, o JBS afirma que as contas em que depositou o dinheiro foram indicadas pela empresa Rodo GS Transportes e os valores correspondiam a parcelas de uma aquisição, pelo JBS, de uma unidade industrial em Ponta Porã (MS) e centros de distribuição em São José dos Pinhais (PR) e Itajaí (SC), em 2012, pertencentes à Rodo e a outras empresas e pessoas.

A reportagem não conseguiu localizar os proprietários da Rodo até a publicação desta reportagem. No Conselho Administrativo de Defesa Econômica há o registro da operação descrita pelo JBS, indicando a Rodo como vendedora dos bens no MS, PR e SC.

“A JBS reitera que os pagamentos foram feitos de acordo com o contrato assinado pelas partes, bem como em conformidade com a legislação vigente e que a companhia possui toda a documentação comprobatória que prova a veracidade dos fatos supracitados”.

One thought on “JBS (Friboi) tenta explicar ligação com esquema de doleiros da Lava Jato

  1. A JBS enche as revistas semanais de propaganda. E coincidentemente as mesmas ficam em silêncio sobre o modo, no mínimo suspeito, de agir da dona da marca Friboi. Até a VEJA, a sujíssima, que muitos consideram a última baluarte da ética na imprensa brasileira. Lembra o caso da bolha imobiliária, também escondido pela grande imprensa e revelado aqui na Tribuna

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