Jereissati diz ‘não ver clima’ para ser aprovada a reforma da Previdência

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É assunto para o próximo governo, diz Jereissati 

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

O clima no Congresso Nacional não é favorável à aprovação de uma reforma da Previdência mais ampla, o que deve ficar a cargo do próximo governo, avaliou nesta terça-feira (10) o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e também presidente interino do partido.  No auge da crise política, Jereissati foi uma das principais vozes da ala do PSDB que queria o desembarque da legenda da base do governo Michel Temer, embora parlamentares tucanos ressaltassem ser favoráveis à agenda de reformas.

“Ainda tem possibilidade de passar uma ‘coisa mínima’, mas não vejo clima. Reforma mesmo fica para o próximo governo”, disse Jereissati após audiência pública na Comissão para ouvir o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

IMPOSSIBILIDADE – Durante a audiência, dois senadores, um deles da base aliada do governo, advertiram Ilan Goldfajn sobre a impossibilidade de levar a reforma da Previdência adiante, uma vez que o calendário eleitoral está próximo. O adiamento das mudanças estruturais é um ponto dentro do “balanço de riscos” avaliado pelo BC para decidir o rumo dos juros no País.

Como mostrou na segunda-feira o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), deputados governistas preparam uma nova ofensiva para tentar aprovar uma “versão enxuta” da reforma da Previdência ainda neste governo.

As votações seriam retomadas logo após a apreciação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.

CETICISMO – Mas até mesmo alguns economistas têm se mostrado céticos em relação a esse poder de articulação do governo Temer.

Segundo Jereissati, ainda é possível que o governo consiga emplacar no Congresso a aprovação de uma idade mínima para aposentadoria no Brasil, porém o mais provável é que as mudanças mais profundas fiquem a cargo do próximo presidente da República.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Sem aprovar a reforma da Previdência, o governo ficará sempre com a desculpa de que a economia não reage devido ao déficit previdenciário. Quanto ao que realmente interessa, que é a galopante dívida pública, nenhuma palavra dos governantes, que continuam fechados em copas, num sistema dominado pelos banqueiros (leia-se Henrique Meirelles. (C.N.)

11 thoughts on “Jereissati diz ‘não ver clima’ para ser aprovada a reforma da Previdência

  1. Sinto-me recompensado por todos os comentários que escrevo nesta Tribuna quando vejo Carlos Newton reconhecer que o principal problema do Brasil é a dívida pública federal e os encargos dela decorrentes, sobre a qual existe um absoluto silêncio do governo e da mídia corporativa.

  2. A Associação dos Juízes Federais como ela é

    Circula nas redes sociais um vídeo vídeo da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) punitivista, piegas e antidemocrático assim como as manifestações da associação nos últimos anos.

    A associação já defendeu e continua a defender – em manifesta violação a Constituição da República – a prisão de condenados em primeiro grau, ou seja, antes do transito em julgado da sentença penal condenatória.

    https://goo.gl/DRwFPH

    • Qualquer país sério prende em primeira instância. Postergar para além da 2ª instância só interessa a criminosos, de olho em prescrição.

      Se o magistrado é classificado como “punitivista”, sua postura é “banditivista”.

  3. Não vai ter tempo.

    Demência total !!!!!

    Será que existe algum Alexandre o grande de algum planeta desta ou de outra galáxia prestes a conquistar a terra ainda este ano??

    Estrelas estranhas minúsculas estão a brilhar pelo céu.

  4. “Ainda e possível que o governo…
    Nenhuma palavra dos governantes…
    Num sistema dominado pelos banqueiros (leia-se Henrique Meirelles)…”

    Uau! Se não é o bastante para escancarar na fuça de todo mundo que ainda não vê :

    Tá Tudo Dominado!
    Não há Governo!
    As Instituições não estão funcionando!
    Lula e sua quadrilha na cadeia já !
    O Brasil vai esfacelar-se com esse não-governo.

    O perigo maior são meia dúzia de homens controlando a ansiedade do povo no caixa de um supermercado.
    Os que ja enfrentaram essa meia dúzia estão calcinados, taxados de black blocks, vândalos, fichados, vigiados, desmoralizados pela midia, enquanto os donos do Brasil regogizam e mandam consertar algumas portas de vidro quebradas….

    Ferrou. As eleições irão acontecer e eleger um novo palhaço marionete dos banqueiros

  5. Deficit na previdência, não há, o que existe é falta de vergonha na cara dos politiqueiros, ao misturar, previdência social (tem que ser bancada pelo Tesouro, e não a “Previdência do trabalhador, que paga o SEGURO, para ter uma velhice digna, ao juntar os 2 “Esses”, é canalhice e desrespeito ao Cidadão trabalhador, As quadrilhas hediondas de Brasilia, estão como vampiros a sugar o sangue da Cidadania-trabalhadora.

  6. Eu, queria votar num candidato que prometesse, fazer uma auditoria na dívida interna, que obrigasse os banqueiros abrir os bancos às 8 horas e fechasse às 17 horas, gerando emprego para mais uma turma de funcionários e dando um atendimento melhor aos clientes e que acabasse com as taxas absurdas que cobram dos clientes, como era antigamente até a década de 60.
    Banco, não produz nada, ainda cobra para receber sua matéria prima, o nosso dinheiro

  7. Jacob,

    Bem que poderíamos exigir neste blog aos candidatos à presidência da República, que uma das razões para nele votarmos é o compromisso que fará publicamente de abrir duas sindicâncias:

    Previdência Social, se tem ou não déficit;
    Dívida Interna do Brasil, onde começou, quem a alimentou e os porquês de continuar por anos a fio cobrando juros estratosféricos!

    Muito boa esta tua ideia.

    Um abraço.
    Saúde e paz.

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