Joãozinho, Maria e seus “gêneros”

Percival Puggina

Nota oficial do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul, braço freudiano do PT, informa que se a ideologia de gênero não for incluída nos planos decenais de educação, Joãozinho e Maria estarão sob forte possibilidade de se tornarem agentes ou vítimas de “discriminações, exclusões e iniquidades decorrentes das relações de gênero e sexualidade”. Estou à espera de que alguém me indique o motivo pelo qual, numa sala de aula onde o bullying faz sofrer o aluno mais gordo, o mais baixo, o gago, o de óculos, o que tem maiores dificuldades de aprendizagem, a única forma de discriminação que causa rebuliço nos legislativos e suas galerias é a discriminação por motivo de conduta sexual.

Leia a íntegra do texto do Conselho aqui: www.crprs.org.br/noticias_internas.php?idNoticia=2971.

Pergunto: o respeito não é devido a todos, sempre? Por que eleger o sexo como essência do convívio respeitoso, num espaço onde há tanto desrespeito, inclusive ao professor? E note-se: o preconceito e muitos outros males se instalaram nas escolas precisamente quando elas se assumiram como lugares de “construção da cidadania” ou de revolução social.

DISCRIMINAÇÃO

A partir do momento em que o Congresso Nacional suprimiu do Plano Nacional de Educação as referências a gênero, adotando preceito corretíssimo “(…) erradicação de toda forma de discriminação”, certas organizações foram à loucura. Através do Ministério de Educação, manietaram a lei e criaram um hospício legislativo, obrigando estados e municípios a deliberar novamente sobre o assunto.

O que não dizem, e só é conhecido por quem acompanha os debates nacionais e internacionais sobre as ditas questões de gênero, é que essa ideologia pretende ensinar crianças e adolescentes que não existe aquilo que existe – a homossexualidade masculina e feminina, e o sexo com o qual se nasce. Não satisfeitos, afirmam, lisamente, que o gênero é uma construção e que convencer as crianças disso faz parte indispensável da “desnaturalização dos papeis de gênero e sexualidade” (leia a nota, está tudo lá).

DISPARATE

Ora, incutir tal disparate na cabeça das crianças da mais tenra idade, mediante imposição legislativa, usando a sala de aula e a autoridade do professor, é uma fraude à biologia e à experiência humana. Introduzir esse conteúdo em cartilhas e figurinhas com o intuito de formatar mentes infantis, afronta sua inocência e invade os direitos educativos dos pais. É perversa manipulação e agressão ao ECA. Combata-se o bullying, ensine-se a igual dignidade de todas as pessoas independentemente de suas diferenças naturais, mas não se obrigue crianças e adolescentes, como parte da atividade escolar, a aprender errado sobre sua própria natureza.

Diferentemente do que pretende o Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul, retirar esses conteúdos dos planos estaduais e municipais de Educação não é “excluir o respeito à diversidade sexual”. Ao contrário, colocar foco exclusivamente é discriminar o universo dos desrespeitados. Quem merece respeito é a pessoa humana, sempre. A escola deve ensinar a não discriminação em quaisquer circunstâncias. E ponto. O resto é, deliberadamente, criar grave desorientação e ensinar errado, por ideologia ou perversa intenção.

6 thoughts on “Joãozinho, Maria e seus “gêneros”

  1. As teses esquerdistas dominam o RS há pelo menos 50 anos. Tanto na ideologia quanto no empreguismo.
    Hoje dominado pelo PT, leia-se Tarso Genro, Maria do Rosário, Raul Pont, Miguel Rossetto, etc, precisa urgentemente de uma liderança que, atuante na política, de um basta à este crime e covardia que é “fazer” a cabeça das crianças à revelia dos pais. Pior ainda: conspurcá-la com a ideologia marxista-leninista de que o ser não é individual e sim coletivo.
    Logo, como na antiga URSS, estarão definindo com quem cada criança deve se “amoitar”, pois para essa gente, família é uma instituição burguesa.
    Só a esquerda latrino-americana para ainda defender dogmas como esse.

    Empreguismo: em 1982 o RS tinha 247.000 pessoas penduradas nas folhas de pagamento do setor público, contra 120.000, na soma de SC e PR.

    Pergunto: o governo do estado do RS tem dinheiro para fazer alguma coisa ? Qualquer coisa ? NÃO.
    Isto confessado pelos governantes desde Pedro Simon.
    Mas fazer o que, se o novo governador após 4 meses de mandato confessa que não tem dinheiro, mas cria uma Secretaria para colocar a esposa ? Pois é !!!

  2. Só sei de uma coisa: Meu filho pequeno já aprendeu desde cedo que homem é homem, mulher é mulher, bichinha é bichinha e sapata é sapata! E se a escola (muito cara por sinal) vier um dia com essa palhaçada de ensinar isso na classe, mando ele se insurgir, se é que já não o fará espontaneamente. Ideologia de gênero é o cacete! Isso é doença!

  3. Opção sexual é coisa íntima de cada um, tem que se respeitar, mas porque toda essa propaganda do homosexualismo, onde querem chegar. As escolas ensinar aquilo que é contra a orientação dos pais é uma afronta, um desrespeito,
    não deve ser esse o papel da escola.

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