Joaquim Nabuco – Celso Amorim

A Academia homenageou o grande brasileiro, nada mais justo. Mas o que fazia lá o Ministro do Exterior? Não conheceu a história dele, a não ser de forma distante, ouvida de alguém.

Deslocado, resolveu contar fatos sem confirmação. Textual: “A ditadura me mandou para a Holanda, perseguição. Mais tarde é que fui para Londres”.

A Holanda deve protestar pelo fato do chanceler de um país amigo, se lamentar de ter ido para lá. Além do mais, estava em início de carreira, ninguém queria persegui-lo. Logo depois foi presidente da EMBRAFILME, fiz extraordinária campanha de esclarecimento sobre um dos grandes escândalos da época. Escrevi mais de 20 artigos, nos anos 80, Celso Amorim só era chamado de “quitandeiro”.

Quando os diplomatas saíam do Rio Branco, havia uma relação feita por especialistas, “vai chegar, não vai chegar a embaixador”. Celso, cotado para não chegar, chegou por duas vezes a chanceler, é tradutor de um presidente. Que EMBRAFILME, perdão, que República.

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