Joesley confirma que “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”

Revista ÉPOCA - capa da edição 991 - Entrevista exclusiva com Joesley Batista: "Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil" (Foto: Revista ÉPOCA)Diego Escosteguy
Época

Na manhã da quinta-feira (15), o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, recebeu Época para conceder sua primeira entrevista exclusiva desde que fechou a mais pesada delação dos três anos de Lava Jato. Em mais de quatro horas de conversa, precedidas de semanas de intensa negociação, Joesley explicou minuciosamente, sempre fazendo referência aos documentos entregues à Procuradoria-Geral da República, como se tornou o maior comprador de políticos do Brasil. Discorreu sobre os motivos que o levaram a gravar o presidente Michel Temer e a se oferecer à PGR para flagrar crimes em andamento contra a Lava Jato.

Atacou o presidente, a quem acusa, com casos e detalhes inéditos, de liderar “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” – e de usar a máquina do governo para retaliá-lo. Contou como o PT de Lula “institucionalizou” a corrupção no Brasil e de que modo o PSDB de Aécio Neves entrou em leilões para comprar partidos nas eleições de 2014. O empresário garante estar arrependido dos crimes que cometeu e se defendeu das acusações de que lucrou com a própria delação.

A seguir, os principais trechos da entrevista publicada na edição de Época desta semana.

Quando o senhor conheceu Temer?
Conheci Temer através do ministro Wagner Rossi, em 2009, 2010. Logo no segundo encontro ele já me deu o celular dele. Daí em diante passamos a falar. Eu mandava mensagem para ele, ele mandava para mim. De 2010 em diante. Sempre tive relação direta. Fui várias vezes ao escritório da Praça Pan-Americana, fui várias vezes ao escritório no Itaim, fui várias vezes à casa dele em São Paulo, fui alguma vezes ao Jaburu, ele já esteve aqui em casa, ele foi ao meu casamento. Foi inaugurar a fábrica da Eldorado.

Qual, afinal, a natureza da relação do senhor com o presidente Temer?
Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá.

Conversar sobre política?
Ele sempre tinha um assunto específico. Nunca me chamou lá para bater papo. Sempre que me chamava, eu sabia que ele ia me pedir alguma coisa ou ele queria alguma informação.

Segundo a colaboração, Temer pediu dinheiro ao senhor já em 2010. É isso?
Isso. Logo no início. Conheci Temer, e esse negócio de dinheiro para campanha aconteceu logo no iniciozinho. O Temer não tem muita cerimônia para tratar desse assunto. Não é um cara cerimonioso com dinheiro.

Ele sempre pediu sem algo em troca?
Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes.

E ajudou?
Não chegamos a contratar. Teve uma vez também que ele me pediu para ver se eu pagava o aluguel do escritório dele na praça [Pan-Americana, em São Paulo]. Eu desconversei, fiz de conta que não entendi, não ouvi. Ele nunca mais me cobrou.

Ele explicava a razão desses pedidos? Por que o senhor deveria pagar?
O Temer tem esse jeito calmo, esse jeito dócil de tratar e coisa. Não falava.

Ele não deu nenhuma razão?
Não, não ele. Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim.

O empréstimo do jatinho da JBS ao presidente também ocorreu dessa maneira?
Não lembro direito. Mas é dentro desse contexto: “Eu preciso viajar, você tem um avião, me empresta aí”. Acha que o cargo já o habilita. Sempre pedindo dinheiro. Pediu para o Chalita em 2012, pediu para o grupo dele em 2014.

Houve uma briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, segundo o lobista Ricardo Saud, que está na colaboração da JBS.
Ricardinho falava direto com Temer, além de mim. O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada. Pediram R$ 15 milhões, o Temer reclamou conosco. Demos o dinheiro. Foi aí que Temer voltou à Presidência do PMDB, da qual ele havia se ausentado. O Eduardo também participou ativamente disso.

Como era a relação entre Temer e Eduardo Cunha?
A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel.

Segundo as provas da delação da JBS e de outras investigações, o senhor pagava constantemente tanto para Eduardo Cunha quanto para Lúcio Funaro, seja por acertos na Câmara, seja por acertos na Caixa, entre outros. Quem ficava com o dinheiro?
Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio com Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo. “Presidente, o negócio do Ministério da Agricultura, o negócio dos acertos…” Ele dizia: “Joesley, essa parte financeira toca com o Eduardo e se acerta com o Eduardo”. Ele se envolvia somente nos pequenos favores pessoais ou em disputas internas, como a de 2014.

O senhor realmente precisava tanto assim desse grupo de Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e Temer?
Eles foram crescendo no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura – todos órgãos onde tínhamos interesses. Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura. Eu sabia que o achaque ia ser grande. Eles tentaram. Graças a Deus, mudou o governo e eles saíram. O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado.

Pode dar um exemplo?
O Eduardo, quando já era presidente da Câmara, um dia me disse assim: “Joesley, tão querendo abrir uma CPI contra a JBS para investigar o BNDES. É o seguinte: você me dá R$ 5 milhões que eu acabo com a CPI”. Falei: “Eduardo, pode abrir, não tem problema”. “Como não tem problema? Investigar o BNDES, vocês.” Falei: “Não, não tem problema”. “Você tá louco?” Depois de tanto insistir, ele virou bem sério: “É sério que não tem problema?”. Eu: “É sério”. Ele: “Não vai te prejudicar em nada?”. “Não, Eduardo.” Ele imediatamente falou assim: “Seu concorrente me paga R$ 5 milhões para abrir essa CPI. Se não vai te prejudicar, se não tem problema… Eu acho que eles me dão os R$ 5 milhões”. “Uai, Eduardo, vai sua consciência. Faz o que você achar melhor.” Esse é o Eduardo. Não paguei e não abriu. Não sei se ele foi atrás. Esse é o exemplo mais bem-acabado da lógica dessa Orcrim.

Algum outro?
Lúcio fazia a mesma coisa. Virava para mim e dizia: “Tem um requerimento numa CPI para te convocar. Me dá R$ 1 milhão que eu barro”. Mas a gente ia ver e descobria que era algum deputado a mando dele que estava fazendo. É uma coisa de louco.

O senhor não pagou?
Nesse tipo de coisa, não. Tinha alguns limites. Tinha que tomar cuidado. Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente.

O chefe é o presidente Temer?
O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele.

No decorrer de 2016, o senhor, segundo admite e as provas corroboram, estava pagando pelo silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, ambos já presos na Lava Jato, com quem o senhor tivera acertos na Caixa e na Câmara. O custo de manter esse silêncio ficou alto demais? Muito arriscado?
Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso. Eu tinha perguntado para ele: “Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?”. Ele disse: “O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda”.  Passou um mês, veio o Altair. Meu Deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.

E o Lúcio Funaro?
Foi parecido. Perguntei para ele quem seria o mensageiro se ele fosse preso. Ele disse que seria um irmão dele, o Dante. Depois virou a irmã. Fomos pagando mesada. O Eduardo sempre dizia: “Joesley, estamos juntos, estamos juntos. Não te delato nunca. Eu confio em você. Sei que nunca vai me deixar na mão, vai cuidar da minha família”. Lúcio era a mesma coisa: “Confio em você, eu posso ir preso porque eu sei que você não vai deixar minha família mal. Não te delato”.

E eles cumpriram o acerto, não?
Sim. Sempre me mandando recados: “Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você”. Mas não era sustentável. Não tinha fim. E toda hora o mensageiro do presidente me procurando para garantir que eu estava mantendo esse sistema.

Quem era o mensageiro?
Geddel. De 15 em 15 dias era uma agonia terrível. Sempre querendo saber se estava tudo certo, se ia ter delação, se eu estava cuidando dos dois. O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu.

O ministro Geddel falava em nome do presidente Temer?
Sem dúvida. Depois que o Eduardo foi preso, mantive a interlocução desses assuntos via Geddel. O presidente sabia de tudo. Eu informava o presidente por meio do Geddel. E ele sabia que eu estava pagando o Lúcio e o Eduardo. Quando o Geddel caiu, deixei de ter interlocução com o Planalto por um tempo. Até por precaução.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
E O Planalto ainda alega que está sendo perseguido pelo procurador-geral Rodrigo Janot e pelo ministro-relator Edson Fachin… Ainda bem que o Sistema/Mercado que governa o país está pouco ligando para Temer e nem haverá turbulências, porque quem governa chama-se Henrique Meirelles. Segunda-feira, o pais acorda e vida que segue, como dizia o João Saldanha. (C.N.)

27 thoughts on “Joesley confirma que “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”

  1. Dificilmente esse bandidão terá provas da bandidagem dos membros da quadrilha chefiada por Temer. Se tivesse, seria o caso de esquecer o “estado democrático de direito” e prender quem ainda está fora das grades, o presidente incluído.

  2. Tenho lido pouco e acompanhado pouco as últimas matérias sobre a delação da “friboi”.
    Não consegui localizar, até aqui, nada em relação a confirmação de que um dos filhos de Lula era sócio ou detentor de ações das empresas. E isto vem sendo falado e escrito faz tempo!
    Não apareceu nada? Era tudo mentira?
    Ou será que está sendo guardada para liquidar a famiglia toda?
    Se alguém puder ajudar, agradeço.
    Fallavena

    • Amigo Fallavena, a ligação dos filho de Lula com a Friboi era conversa fiada da internet. O mais interessante na entrevista de Joesley foi ele dizer que não temia a CPI do BNDES, que é grande acionista de seu grupo empresarial, que ele está querendo vender por R$ 8 bilhões, segundo a mídia.

      Abs.

      CN

  3. Muito significativa e importante as declarações de um dos homens mais ricos do país. É um dos passos para se desconstruir a máfia brazuca. Falta, entretanto, um outro ponto importantíssimo. Quem criou e abasteceu a JBS e J&F foi Lula e o PT desde 2005. Quando ele delatará, com detalhes e provas, o outro braço não menos mafioso? Enquanto ele não fizer isso, muitas dúvidas pairam no ar.

  4. Temer que era vice, chefe de quadrilha? Lula e Dilma com o poder nas mãos eram o que então?
    Tanto JBS como muitas empresas ganharam bilhões do BNDES a juros baixíssimos dos Governos Lula e Dilma, e Temer, que sabemos, outro sem vergonha, é quem recebeu a maioria das propinas? Conversa para boi dormir, ou PeTista achar que é verdade.

    • José, perfeita a sua colocação.
      Todos da cúpula política que fizeram parte da aliança com o PT se envolveram em corrupção. O que se nota é a insistência do Joesley em envolver o Temer em toda corrupção, para garantir sua liberdade.

      • Amigos José e Nélio
        É claro que o chefe é o Temer. Lula é o Chefe Supremo ou o Chefão.
        Organização criminosa tem hierarquia completa.
        Abraço e saúde aos dois.
        Fallavena

  5. O Batista só fala estas coisas, quando esta no Brasil.
    Lá nos “esteites”, não diz uma só palavra sobre as “tramoias” engendradas pelos políticos.
    Sabe ele que lá, na terra do Tio Sam, diante de todo esse blá blá blá, já teria sido chamado para se explicar e provar o que anda dizendo.
    Longe de achar que o Temer e catrefa , sejam inocentes, porém o “dedo duro” tem que provar tudo o que diz.
    O falecido Paulo Francis, também em uma ocasião botou a boca no trombona, mas cometeu o erro de dizer lá na América,
    Chamado a provar o que disse da petrobrás, na época,não conseguiu, foi processado na justiça americana, acabou morrendo do coração, depois de ver a bobagem que tinha feito.
    O Batista é prevenido, só fala aqui, onde já esta sendo considerado o segundo herói da lava jato. Só fica atras do Sergio Moro.
    Agora, corruptor ativo, também é criminoso, talvez até mais que os passivos.

  6. Esta entrevista é uma “BOMBA”, deveria renunciar, pois está fazendo um mal enorme para o país, imaginem o que os países estão pensando dos poderes do Brasil.

  7. Termer não viajará à Rússia nesta segunda-feira. O anúncio será feito oficialmente pela comunicação oficial do Palácio do Planalto.

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    O motivo é mais do que compreensível: a revelação da Revista Época. Temer se já não desfrutava do mínimo respeito e credibilidade ( Temer mente muito ) agora mesmo é que perdeu os 3% que lhe restavam. Está nu, por inteiro. Um presidente da República, em tal situação, não pode deixar o país para ir em missão oficial a outro. Nem em visita privada.

    Temer não conseguiu atravessar a “pinguela”. Perto de um ano depois de ser empossado — e antes do meio de atravessar toda a pinguela — caiu no rio. Se afogou e morreu, politicamente.
    E eu, como cidadão-brasileiro-eleitor, não recuso o papel de coveiro de prova viva. Participo do velório e carrego o caixão.

  8. Qual a plano de Temer para escapar da punição?

    1. Na retaguarda, o plano já conta com 2 ministros tucanos, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

    2. Depois, substituir Janot por alguém da confiança de Temer e do PSDB.

    3. E por fim,por seguir a estrategia com sucesso adotada por Aécio para barrar as investigações em Minas, como revelado na conversa gravada, Joesley Batista:

    Escolha de delegados da PF afinados para conduzir os inquéritos:

    Aécio diz:
    — O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

    Joesley concorda:
    — Pro João.

    Aécio prossegue:
    — É. O Aécio vai pro Zé (…)

    https://goo.gl/oo9nBg

    Além do Plano Jucá (com supremo com tudo), agora temos o Plano Aécio (ter o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado).

  9. Falto um tema a ser explorafo r desenvolvido na entrevista.
    Talvez o jornalista tenha se esquecido (?).
    O tema não é irrelevante.
    Chama-se Henrique Meirelles.
    Muitas perguntas seriam possíveis sobre este cidadão.
    Ou não?

  10. A impressão que fica é que o sr. Meirelles é o engenheiro do projeto de reforma da Previdência Social que irá tapar o rombo (atenção!) dos subsídios – diferença de juros na captação e na concessão dos empréstimos concedidos pelo BNDES aos Grupos Empresariais (são muitos. Não é só JBS).
    Talvez a maior transferência de renda de trabalhadores para capitalistas ba História do Brasil.
    Este é o rombo da Dívida Pública no Brasil de hoje.
    Alguém têm que estudar, desenvolver e escrever sobre esta questão.

  11. Lembram da gravação que Moro autorizou o levantamento de sigilo. Quando a nora do Lula disse ao amigo que o mesmo deveria conhecer a outra fazenda. E ninguém mais falou sobre o assunto.

  12. Se condecorarem fazem bem. Todo mundo que pula fora do crime merece reconhecimento. Pular fora de acordos mafiosos sempre foi muito perigoso.

  13. Os corruptores na realidade são os mendicantes delinquentes no poder e os corrompidos são empresários e outros que pagam propinas . A inversão dos atores conforme vemos ou ouvimos é um erro , É de notório saber que empresas e empresários são muitas vezez forçados a pagar propinas à instituições e à agentes públicos e com isso , terem chance de fazer negócios com tais instituições , quem paga leva .

  14. realmente esse Joesley está sendo considerado um heroi como Sergio Moro pelos proprios brasileiros e pelo Supremo Tribunal que deu liberdade a ele após confessar crimes gravissimos que daria 2 mil anos de cadeia muito mais que qualquer politico teria, Desse jeito ele pode se candidatar a Presidente da República que vai ganhar. que absurdo. Tá na cara que quer incriminar Temer insistentemente, não que ele não tenha culpa. mas nem delatou direito o Lula .esse sim é um chefe de organização criminosa , mas foi ele que ajudou os Batistas a ficarem bilionarios as custas do dinheiro do povo não é mesmo.

  15. E esse Henrique Meireles quer acabar com a aposentadoria do povo alegando que a média de vida das pessoas está aumentado e a previdencia não vai poder pagar. E isso é mentira porque já começou a dar indícios que a média de vida está caindo. Na verdade ele quer ajudar os Bancos porque assim eles vão ganhar muito com a tal aposentadoria privada, coitado do povo.

  16. O sentido da pergunta era que Renan e Temer tem divergências políticas e pouco se toleram. Quanto a Joesley ser bandido, é estranho que quando ele fazia as bandidagens ninguém denunciava e sequer reclamava. Agora que ele escancara o esquema, “ingênuos” estão indignados.

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