Jorge Viana, uma das “reservas morais” do PT, tem a máscara arrancada da face, com a divulgação de sua aposentadoria como governador.

Carlos Newton

Filho do ex-deputado federal Wildi Viana (Arena e, depois, PFL), nascido no Acre e criado em Brasília, o engenheiro florestal Jorge Viana sempre foi considerado um dos principais quadros do PT. Até agora, aparentemente vinha tendo um comportamento inatacável.

Muito ligado a Lula, desde os tempos da luta em prol dos seringueiros liderados por Chico Mendes, Viana era um dos conselheiros do presidente da República. Quando José Dirceu caiu em desgraça e foi cassado por causa do mensalão, o primeiro nome em que Lula pensou para a Casa Civil foi o de Jorge Viana, a quem logo convocou ao Palácio do Planalto. Viana foi lá, mas recusou o cargo. Se tivesse aceitado, não haveria Dilma Rousseff na Casa Civil e a História do Brasil teria seguido outro curso.

Viana não aceitou porque era presidente da indústria Helibrás e estava muito bem de vida, num dolce far niente, beneficiado pela acumulação do salário de megaexecutivo estatal e da aposentadoria de ex-governador do Acre.

Agora, volta ao Senado, para seguir acumulando remunerações, fora da lei. Esse comportamento é uma surpresa. Políticos como José Sarney, Edson Lobão ou Epitácio Cafeteira, por exemplo, são bem conhecidos e manjados. Ninguém espera nada deles, mesmo. Mas Jorge Viana era uma reserva moral do PT. Agora não é mais nada, apenas um outro político qualquer.

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A RESPEITO DA TRIBUNA

Eu havia anunciado que hoje escreveria sobre a Tribuna da Imprensa, mas não o farei, atendendo a uma determinação de Helio Fernandes.

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