Jornais americanos vendem suas sedes

Paulo Nogueira (Diário do Centro do Mundo)

As empresas donas de jornais e revistas americanos estão tendo de se virar com a crise: demissões, eliminações de cadernos, salários mais baixos, suspensão de circulação em certos dias da semana. A receita de publicidade voltou aos números de 1983; a de circulação, aos patamares de 1996.

A novidade, agora, é a venda de suas sedes ou o aluguel de andares no prédio. O Washington Post, ícone da imprensa dos EUA, anunciou que quer vender seu quartel general na capital. Os imóveis são, geralmente, muito atraentes: centrais e espaçosos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs jornais, é claro, não vão acabar. Mas estão em baixa, com a adaptação aos novos tempos do jornalismo em tempo real – pelo rádio, pela televisão e, sobretudo, pela internet. Aos jornais, caberá para sempre um importante papel – tudo de importante que sair na internet será replicado nos jornais, que se transformarão numa espécie de clipping  do jornalismo da web. E a diferença será feita pelos articulistas e comentaristas de cada jornal, que receberão salários altíssimos. Os jornais serão comprados por causa deles. Neste novo jornalismo, quanto valerão um Helio Fernandes, um Nelson Rodrigues, um  Carlos Drummond ? (C.N.)

 

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