Jornal Nacional acorda do torpor jornalístico e também passa a questionar a Polícia Federal sobre quebra do sigilo telefônico de Rose.

Carlos Newton

De repente, o apresentador e editor-chefe William Bonner deixou de ser Homer Simpson e lembrou que é jornalista. Ontem à noite, o Jornal Nacional, que havia anunciado semana passada que o sigilo telefônico de Rosemary Nóvoa Noronha não tinha sido quebrado, agora passou a questionar por que a Polícia Federal agiu com tamanha incompetência, se a primeira medida a ser tomada nessas investigações é justamente a quebra do sigilo do telefone.

  “Desculpem a nossa falha…”

Caramba, parece que enfim descobriram a pólvora! Agora, só falta o Jornal Nacional colocar o ovo em pé, dizendo que um presidente da República (não importa quem seja ou a que partido esteja filiado) não tem direito de usar a máquina administrativa e os recursos da União para dar emprego à amante e à família dela (leia-se: o ex-marido, o atual e uma das filhas), inclusive criando um cargo federal exclusivamente para ela, com direito a carro oficial, combustível, motorista e três assessores.

Além disso, o presidente da República (não importa quem seja ou a que partido esteja filiado) não pode transmitir à amante poderes republicanos de indicar nomes e aprová-los, prerrogativa que ela usou para mergulhar na corrupção com impressionante desenvoltura.

O Jornal Nacional tem de dizer também que, ainda não satisfeito, o então presidente da República ainda teve a desfaçatez de se descartar da primeira-dama para se fazer acompanhar da amante em 24 viagens internacionais custeadas com recursos públicos, fazendo com que fossem pagas diárias a Rose apenas pelo prazer, digamos assim, de desfrutar da companhia dela.

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PELO TELEFONE…

Se não sair no Jornal Nacional, pode ser no Jornal da Globo, que também parece ser feito por jornalistas que imitam os três macaquinhos, que não ouvem, não veem e não falam…

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P. S.É claro que as conversas de Rose e Lula foram gravadas. Isso é rotina, a primeira providência a ser tomada, não tem escapatória. A Polícia Federal não quer divulgá-las porque são do tipo dos famosos diálogos do príncipe Charles com a amante Camilla Bowles, “quero ser seu Tampax” e tudo o mais.  Para incriminar Rose e sua gang, a Polícia Federal nem precisa das gravações telefônicas, basta usar os e-mails dela. E como Lula é analfabeto em informática e não sabe usar computador, dessa investigação ele fica fora.

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