Jornalista russo e agência canadense denunciam que o massacre na Síria foi cometido por rebeldes e mercenários.

Carlos Newton

Em ampla reportagem, em que entrevistou feridos e testemunhas, o jornalista russo Marat Musin denuncia que o massacre em Houla, na Síria, foi praticado por forças rebeldes e mercenários.

Segundo os editores da agência canadense Global Research, “esta notícia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunicação ocidentais”.

A notícia baseia-se numa cronologia de acontecimentos e em relatos de testemunhasoculares. Foram massacradas em Houla famílias inteiras leais ao governo. Os terroristas não foram milícias shabbiha pró-governamentais, conforme veiculado em coro pelos principais meios de comunicação da mídia internacional. Os assassinatos em massa foram praticados por mercenários e rebeldes que agiram por ordem autoproclamado Exército de Libertação Sírio.

“Quando os rebeldes tomaram o posto de controle no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças. Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa. Depois os cadáveres foram apresentados aos enviados da ONU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos”, diz o repórter russo.

Os editores da Global Research pedem aos leitores que divulguem esta notícia o mais que puderem, que a publiquem no Facebook, porque o massacre em Houla está a ser atribuído ao governo sírio sem qualquer de justificação.
Eles alertam que o objetivo é não só isolar politica e economicamente a Síria, como arranjar um pretexto e uma justificação para a  OTAN desencadear uma guerra humanitária R2P (Responsabilidade pela Proteção) na Síria.

Os editores da Global Research advertem que Susan Rice, embaixadora americana nas Nações Unidas, já deu a entender que, se o Conselho de Segurança não atuar, os EU e os seus aliados podem considerar “tomar medidas fora do plano Annan e da autoridade do Conselho de Segurança da ONU”.

Esta notícia de Marat Musin confirma que os crimes contra a humanidade estão a ser praticados por milícias terroristas. É essencial inverter a maré da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas não pelas forças governamentais mas por terroristas profissionais que atuam ao abrigo do Exército de Libertação Sírio, patrocinado pelos EUA-OTAN, segundo o editor Michel Chossudovsky, da Global Research, sediada em Montreal.

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