José Alencar deixa um exemplo de coerência e lisura, num momento em que a política brasileira atravessa uma fase de predomínio da corrupção

Carlos Newton

Todas as homenagens são devidas ao ex-vice-presidente José Alencar, um exemplo de empresário de sucesso, nascido pobre no interior de Minas Gerais, numa família de 14 irmãos e que começou a trabalhar aos sete anos, saiu de casa aos 15 e chegou à vice-presidência do Brasil quando já era dono de um império no ramo têxtil.

Alencar entrou na política graças a sua atuação empresarial bem sucedida. O sucesso frente à Coteminas, uma das maiores indústrias de tecido do país, levou o empresário a instituições que o colocaram em contato direto com a sociedade civil, como as associações comerciais de Caratinga e de Ubá, a Associação Comercial de Minas e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Essa trajetória culminou com sua eleição para presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, que o projetou nacionalmente, levando-o a entrar para a política partidária.

Mesmo ligado ao então presidente Lula, Alencar jamais se curvou à estratégia monetarista dos juros altos. Com sua experiência de empresário, sabia que o financiamento a baixos juros é fundamental para garantir o fortalecimento da iniciativa privada. E jamais conseguiram convencê-lo do contrário.

Deixa ao país um exemplo de coerência, de quem acreditava realmente na força do trabalho, ao contrário da maioria dos políticos, que só acreditam na farsa do dinheiro fácil, via corrupção. É o que se lê nos jornais, todos os dias, repetida e cansativamente.

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