José Feghali, em seu aniversário, a Humanidade aplaude e lhe abraça

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José Feghali em apresentação nos Estados Unidos

Jorge Béja

 

José Feghali, você é imortal. Naquele 28 de março de 1961 você nasceu para nunca morrer. Nasceu para se eternizar. Nasceu para encantar o mundo e projetar o Brasil.  Nem o desfecho final, em sua casa no Texas, no 8 de dezembro de 2014, acabou com sua vida. Você, José, continua vivo. Sua vida é eterna. E a eternidade está no Espírito e não na carne, que tem início, meio e fim. Hoje, José, você completa 56 anos. Todos os povos, todas as gentes, toda a Humanidade de todos os continentes que você percorreu e onde tocou seu piano, todos aplaudem e abraçam você.

UMA HOMENAGEM
– Saiba, José, que tudo fiz para que a Rua Dona Mariana, no bairro de Botafogo, onde você morou e nela sua querida mãe dona Áurea continua a morar, aqui no Rio de Janeiro, sua cidade natal, passasse a se chamar Rua José Feghali (pianista). Foi em vão. O vereador que procurei foi insensível. Mesmo tendo sido antes um padre, um pároco, que abandonou a batina, se casou e se tornou político, ele nada fez.  Um outro vereador, também. Dois outros só ouviram meu pleito. E silenciaram.
Parece que os valores imateriais, os dons divinos, a arte, o que é belo, sublime e nos levam a falar com Deus,  pouco ou nada valem. Mas você, José de Almeida Feghali, é a constatação, é a maior prova desta máxima atribuída a Albert Einstein: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”.

INDICAÇÕES
 – Na edição de 28.12.2014, a Tribuna da Internet publicou artigo intitulado “José Feghali: tributo ao magnífico pianista que encantou o mundo e projetou o Brasil (28.3.1961 + 8.12.2014)”. Para relê-lo basta ir em “pesquisar” e buscar o artigo pelo título. E para os leitores que quiserem ver Feghali ao piano, aqui vai o endereço.
A peça, com José Feghali como solista é a “Rapsódia sobre um tema de Paganini”, do compositor russo Sergei Rachmaninov. A orquestra é a da Universidade Cristã do Texas, entidade em que José Feghali era o diretor da Escola de Música.

17 thoughts on “José Feghali, em seu aniversário, a Humanidade aplaude e lhe abraça

  1. DR. Béja, não temos Político,temos politiqueiros.
    Passei a respeitá-lo, por seus artigos de Amor fraterno, nesta Tribuna. como dizia Luther King, o que preocupa não é o barulho dos maus e dos corruptos, mas o silêncio dos bons, acrescento: a “omissão”, que leva ao descalabro as Nações.
    Infelizmente, a Doutrina Cristã, foi desvirtuada, como Código da Vida, inscrito no Evangelho, pelos “maus”, através dos séculos, transformado-o em casa de negócios, exaltando o deus-dinheiro, quando a verdadeira riqueza é a Espiritual, de nossa Almas eternas, no “Ama a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, ai, está toda a lei e o profetas”.
    Respeitemos nossa Consciência, Tribunal Divino, que nos julgará pelas nossas obras.
    Que Deus lhe abençoe, lhe de longa vida e muita saúde, nesta luta para o Amor fraterno, ser uma realidade.

  2. Caro Dr. Béja,

    o senhor me desculpa pelo que vou dizer: acho essa ‘coisa’ de dar nome de rua a alguém uma tremenda ‘desnecessidade’, ainda mais quando troca o nome de uma rua já beeem conhecida, como a Dona Mariana, em Botafogo, na qual Dr. Pitanguy operou em sua clínica longos anos. Clínica que ainda permanece lá.

    Eu reagiria fortemente se lá morasse, na Dona Mariana, e quisessem trocar o nome para Pianista José Feghali, ou apenas José Feghali. Cá pra nós, deve haver outros meios de homenagear alguém.

    Troca de nome, no caso, só se fosse Rua do Babaçu (nem sei se existe), totalmente irrelevante, feio e não sonoro.
    Dona Mariana é curto, o nome é lindo (da minha sobrinha-neta) e endereço por demais conhecido.

    Os amigos e parentes do Millôr o homenagearam no Arpoador e Posto 9, lindas e merecidas homenagens, que tinham tudo a ver com ele. Nada de nome de rua, Dr. Béja. Ninguém gosta disso.

    A Montenegro virar Vinicius de Morais (com i ou com e, não sei, sempre misturo porque tenho primo com esse sobrenome) valeu porque o ‘poetinha’ era assíduo no pedaço, e seu nome popular uma honra sem tamanho para os moradores da rua. Assim mesmo houve alguma resistência.

    Quem silenciou, Dr. Béja, silenciou com sabedoria.

    Louvores ao pianista José Feghali, que ele merece. Mas não como nome da rua na qual morava.
    Abs

    • Dona Ofélia, a senhora e os vereadores têm toda razão. Só quem conheceu Feghali, sua trajetória, sua obra, seu talento, seu toque mágico ao piano, seu empenho na divulgação do Brasil é que podem medir a grandeza deste grande brasileiro. Não é para qualquer um. É sublimação. Deixemos Feghali no Paraíso. Ouça-o. Veja-o tocar. É fácil. No pé do artigo está o endereço eletrônico do Youtube. É só ir lá e clicar. Lá em Paris tem uma Avenue Professeur Rivail. Bobagem, n’est pas?. Melhor seria não homenagear ninguém. E dar números às ruas e avenidas.

      A propósito, e sobre esta interpretação da Rapsódia sobre um tema de Paganini, de Rachmaninov, que José Feghali aparece como solista no vídeo executando com a orquestra da Universidade Cristã do Texas e que está pronto para ser visto e ouvido no artigo?.

      A senhora gostou?. Nos brinde, então, com o seu comentário a respeito. Hoje é o aniversário de Feghali. Faz 56 anos. E Feghali vive e conhecerá sua importante e abalizada observação. Ficará feliz, é claro. Todos nós teremos o mesmo desideratum que teve José.

      • Dr. Béja, me perdoa,
        sou muito botocuda, no sentido de aculturada e também no de quem mete a butuca em tudo.

        Não sou especialista em nada, apenas estudei alguns anos de piano e só.

        É uma apresentação belíssima a do vídeo. Feghali tinha mãos muito leves, delicadas e extraía do piano um som que só consigo comparar a um arroz soltinho. Foi assim que ouvi cada uma de suas notas precisas. Delicadeza suprema, maciez no contato e habilidade, um TUDO.

        Quem estudou míseros anos de piano entende bem o que são as dificuldades e/ou a impossibilidade de tocar como Feghali.
        Não basta saber a partitura, dedilhar as notas. A alma do pianista estava toda na ponta de seus dedos hábeis.

        Houve um momento – não lembro qual – em que me arrepiei completamente. O senhor está coberto de razão em incensá-lo.

        O senhor viu o filme O Pianista? Foi do que me lembrei. Do oficial alemão que poupou a vida do judeu porque ele tocava piano lindamente.

        Quantos oficiais alemães, o senhor acha, seriam capazes do mesmo gesto, embora toda a inteligência já comprovada da raça?

        É preciso alma dos dois lados, não é mesmo?

        Lamento se fui insensível ao seu post no que tange ao pianista Feghali. Quis ser prática e repetir o que diria a voz das ruas.

        Grande abraço
        Ofelia

        • Oh! Meu Deus, quanta grandeza, quanta humildade, que lição a prezada leitora Ofélio nos dá. Creia, meiga leitora, que seu comentário foi lido por José, que vive. Ele não morreu. E por sua querida mãe, senhora Áurea, que continua morando na Rua Dona Mariana. Quase agora uma prima do Feghali me telefonou para informar que estava encaminhando o artigo e os comentários para que a nossa querida dona “Aurinha” lesse “e possa amenizar a saudade que bate forte todos os dias, mais ainda no de hoje”, dissse a prima.
          Grato, Ofélia.
          PS – Aquela figura, comparando o toque de Feghali nas teclas, sem esbarrar, sem força desnecessária, com o arroz soltinho, nunca mais vou me esquecer. A senhora também é uma artista.

          • Fiquei mal, Dr. Béja, ao saber do suicídio. Conheço o piano, conheço a depressão.
            Um tiro na cabeça é a antítese da delicadeza. Mas, quem tocava como ele, só podia ter alma de vidro. Estalou, partiu-se.

  3. “A alma do pianista estava toda na ponta de seus dedos hábeis.” Que figura de linguagem mais bela, Ofélia. Postei por aqui pela TI que estava sentindo sua falta.
    Sou contra mudança de nomes de ruas tradicionais. Morei, ai no Rio, numa rua esquina com a Rua Mariana.
    Aqui em BH mudaram o nome da rua São Gonçalo, por um nome de um politico. Pois, bem bem as pessoas quando querem indicar a tal rua, dizem ex-rua São Gonçalo.

  4. Dr. Béja, Será que não há uma Escola Municipal ou Estadual, uma escola de artes, para se homenagear o imortal José Feghali que eternizou-se tão cedo – acho que aos 53 anos mais ou menos – não sei bem.
    O mestre de piano merece uma homenagem, claro, não tenho dúvida nenhuma.

  5. Dia desses troquei e-mails com o dr.Béja sobre este pianista brasileiro notável que, infelizmente, não está mais em nosso meio.

    Apesar de eu não souber sequer sintonizar um rádio adequadamente, gosto muito de música, qualquer tipo, e o piano é o meu instrumento preferido, depois a Harpa!

    Pois esse músico genial tem a virtuose consigo, a expertise de um artista fantástico, a técnica primorosa, a sensibilidade necessária, e tocava com a alma, com o coração, com sentimento!

    Assisti, no Youtube, várias de suas apresentações, ovacionado sempre por plateias que lhes rendiam as maiores homenagens possíveis como reconhecimento do seu talento e vocação para pianista e concertista mundo afora.

    A lembrança do nosso advogado com relação a esta pessoa, este artista, este músico, que levou o nome do Brasil como seu país de origem para quase todo o planeta, deve ser também elogiada e reconhecida pela solidariedade ao amigo que nos deixou precocemente, de apoio moral ao homem que partiu sem se despedir, sem dar adeus, mas que estará vivo em nossos corações pela exuberância da sua arte, pelo esplendor de seu domínio do piano, pelas suas interpretações estupendas!

    Valeu, dr.Béja, e termino este comentário ouvindo Feghali tocar Claire de Lune, de Claude-Achile Debussy, simplesmente uma das mais belas páginas musicais já composta, e onde se destaca o clássico e incomparável piano!

    Um grande abraço.
    Saúde e paz.

  6. Sou admirador de Nelson Freire e Lang Lang, surpreendente pianista chinês.
    Comecei a me interessar por música clássica e piano há pouco tempo. Interessar no sentido de escutar, pesquisar e sobretudo apreciar essa maravilha que é o dom musical.
    Nunca tinha ouvido falar de José Feghali.
    Fui pesquisar na internet. Ele morreu aos 53 anos, a idade que tenho atualmente.
    Encontrado morto, dentro de casa, com uma bala na cabeça. Histórico de depressão entre os homens da família.
    Um músico elogiado por muitos.
    Lembrei-me agora de João Carlos Martins, brasileiro tb, considerado um dos grandes intérpretes de Bach. Um homem que sofre desde criança, que já passou por mais de 20 intervenções cirúrgicas. É que está aí, regendo uma orquestra em São Paulo.
    Não vou julgar, é muito sério. Temos a tendência de querer opinar sobre os desígnios de Deus.
    Li que José Feghali disse a amigos que encontrava a solução para a depressão nos remédios. Se for verdade, muito triste.
    Depressão crônica é coisa do mal.
    Se é real o fato dele ter se matado com um tiro na cabeça, só nos resta rezar por sua alma. Imagine quantas coisas Deus poderia estar reservando para a vida dele, depois que superasse a provação depressiva?
    Triste. Lembrei de Santos Dumont tb.
    Vi no vou tube. Ele tocava bem, com certeza.
    E era certinho tb. Rsrsrs
    Em dado momento, tirou o lenço do bolso para enxugar o suor dá cabeça. Colocou o lenço sobre o piano e tomou o cuidado de acertar o bolso dá calça com a mão vazia.
    E deu prosseguimento ao seu trabalho artístico.
    Que Deus tenha piedade de sua alma e sensibilidade tb.

  7. Que lindo Francisco Bendl, Au Claair de La Lune! Sempre quis e tentei aprender piano” Sonho impossivel, pois nem tinha $$$, nem tampouco piano. Bem que tentei, com uma colega severino igual a mim. Comprei alguns long play solo de piano. Adorava óperas! Beniamino Gigli, Giuseppe De Stefano, concursos do Grande Caruso. Música fazia parte do nosso viver.
    iMúsica é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão Artur da Távola.

  8. Minha cara Carmen Lins.

    Um grande e afetuoso abraço.

    Muito obrigado por vocês, mulheres, participarem deste espaço, pois são as responsáveis por deixá-lo incomparável.

    Muita saúde e muita paz prá ti e teus amados.

  9. Fui amiga de muitos anos de José Feghali desde os anos 80. O irmão dele, da qual tb fui amiga desde 1978 e muitos anos depois namorei (também se suicidou em 2009), foi do meu grupo de amigos do ensino médio. D.Aurinha, um amor, ex-sogra querida. Tenho muitas saudades e convivi com a musicalidade do José e as histórias de família dos 2 irmãos p/ muito tempo. José, um virtuose. Triste e saudosa.

    • Lucia Helena, nós sofremos juntos. É uma dor que aumenta com o tempo. Não cicatriza nunca. Basta pensar que Feghali não está mais entre nós. Podemos dizer, você e eu: Fernando e José foram duas pessoas de coração grande. Mas tudo é muito triste. É muito triste. É muito triste.
      Nos abracemos, Lúcia Helena.

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