Julgamento do caso Coaf poderá ser até de 9 a 2, desmoralizando Toffoli e Gilmar

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Toffoli e Gilmar podem ficar “isolados” pelos demais ministros

Carlos Newton

Antes do julgamento do chamado caso Coaf, de fundamental importância na História Republicana, a Tribuna da Internet previu que três ministros que foram favoráveis a proibir prisão após segunda instância agora deveriam votar a favor do compartilhamento de informações financeiras e pelo prosseguimento das investigações, inquéritos e processos, incluindo a apuração das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz, que passa a ter participação também do vereador Carlos Bolsonaro, com seus funcionários fantasmas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Em nossa avaliação, apontamos que Celso de Mello, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello não iriam engolir as falsas justificativas do relator Dias Toffoli, com base na presunção de inocência e no direito à privacidade de cada cidadão.

A NOVIDADE – A se cumprir a análise inicial da TI, o placar do julgamento do caso Coaf poderia ser de 8 a 3, com os três votos “garantistas” (Celso, Rosa e Marco Aurélio) se bandeando para apoiar os cinco “legalistas” – Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

Mas a grande novidade viria semana passada, neste início de julgamento, com o “garantista” Ricardo Lewandowski também fazendo aparte a Toffoli para criticá-lo: “Eu confesso a Vossa Excelência que tenho muita dificuldade em enfrentar esse tema quando ele não foi suscitado nesse recurso extraordinário em nenhum momento”.

Lewandowski estava se referindo à decisão ilegal tomada por Toffoli em 16 de julho, quando mandou suspender todas as investigações, inquéritos e processos com base em relatórios do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Receita Federal e do Banco Central, que não tivessem prévia autorização judicial. Ou seja, o presidente do Supremo deu uma decisão ilegal do tipo “ultra petita”, muito além da petição inicial.

TERCEIROS INTERESSADOS – O pedido da parte (um posto de gasolina envolvido em fraude) se referia apenas a relatório da Receita Federal, nada tinha a ver com Coaf ou Banco Central, que Toffoli incluiu na liminar, para favorecer Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz, que entraram na ação alheia com recurso de “terceiros interessados”, vejam a que ponto de esculhambação institucional o Supremo chegou.

Aproveitando o lance do posto de gasolina, Toffoli foi tão criativo que conseguiu brecar as investigações da Receita que colocaram na malha fina sua própria mulher, Roberta Maria Rangel, além de Gilmar Mendes e da mulher Guiomar Feitosa Mendes. A investigação começou com 800 mil nomes, foram feitas várias triagens, e acabou com apenas 134 contribuintes, demonstração que não houve perseguição a ninguém, quem caiu na malha fina é porque tem culpa no cartório, como se dizia antigamente.

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P.S.
1Nesta quarta-feira, dia 27, recomeça o julgamento do caso Coaf. E o placar pode ser de 7 a 4, 8 a 3 ou 9 a 2, e este último  resultado seria a completa desmoralização dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que formam uma dupla mais preocupada com interesses próprios, ao invés de se dedicarem à defesa do interesse público. Façam suas apostas.

P.S. 2 Quanto a esse mimimi de fanáticos ideológicos que criticam a TI, estão perdendo tempo, porque nossa liberdade ideológica jamais será revertida para apoiar A ou B, aqui seguimos o caminho do meio, apoiando as medidas que forem acertadas e criticando os equívocos.   (C.N.)

13 thoughts on “Julgamento do caso Coaf poderá ser até de 9 a 2, desmoralizando Toffoli e Gilmar

  1. Tem que criticar coisa alguma. A nossa TI é um baluarte do livre pensamento e, sobretudo, do respeito. Temos é que apoiar. Faz que não apoio, tem sido só o “venha a nós…”. Hoje darei jeito.

    O voto javânico realmente um absurdo; pior, dois dias para proferi-lo.

  2. O julgamento não tem a ver com o antigo COAF. Toffoli misturou as coisas no seu voto. O que está sendo julgado é a possibilidade do compartilhamento de informações da receita federal sem autorização judicial. Será que isso é legal?
    Discordo que os ministros que votaram a favor da prisão a partir da condenação em segunda instância sejam “legalistas”. Para mim, eles são populistas e oportunistas, pois não seguem o que diz a Constituição.

  3. Esses dois são o que há de mais podre na Vida Jurídica e Pública desse Brasil. Eles juntos com Lula e Lewandovski, Zé Dirceu e outras coisas ruins deveriam estar cumprido prisão perpetua pelos altos crimes que praticaram e ainda praticam contra o Brasil e seu Povo .

  4. O artigo e os comentários bem mostram no que resultou a mudança da capital para Brasília, com o comando do país distante da nação.

    A classe política piorou de qualidade, os membros do alto poder judiciário chafurdam no lodo, os componentes do executivo … bem, o que sentimos é que tudo piora com o passar do tempo.

    Brasília é muito distante do Brasil.

    Sinal dos tempos

  5. Ora,ora, Alex.
    A democracia não é um equilíbrio proporcionado por pesos e contrapesos?

    Se a TI é antipetista de carteirinha, em compensação o PT é anti-honestidade, é indecente, o PT é ladrão, corrupto.

    Equilíbrio, equilíbrio, te orienta.

  6. quando se trata das esquerdas em geral e do PT em particular a TI é fonte de fake news .. e análises furadas … infelizmente…

    quem nao se lembra da “análise” da TI que a decisão do STF sobre a 2a instância não valeria para Lula… que bola fora da TI…

    fora isso é uma ótima fonte de análise…

  7. Che,

    Quando Lewandowski presidindo a sessão que impediu Dilma de continuar nos governando, cuspiu na Constituição, permitindo que ela ficasse com seus direitos políticos, aí não criticaste?

    Servia muito bem aos objetivos petistas a Dilma livre para se candidatar por Minas Gerais?

    O povo,ainda bem, foi o senhor da razão.
    Compensações, Alex, compensações.

  8. Não adianta querer o “politicamente correto”, consoante o que plantaram em anos de doutrinação e invasão do ensino em todas as suas etapas e tomada quase integral da mídia. Com as redes sociais a coisa mudou e mudou muito. A disfarçada orientação ideológica que corre na TI não se mantém mais. Aqui é uma no cravo e outra na ferradura, conforme o interesse ideológico de esquerda. O que incomoda é que em seguida vem o contraditório. Aí, o rótulo, de são fanáticos ideológicos, blá, blá, blá. Apoiar medidas que forem acertadas, por exemplo, é o mínimo que se espera e que, na verdade, não acontece aqui.

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