Júlio de Castilhos, Vargas, Brizola e o Trabalhismo brasileito

Antonio Santos Aquino

As raízes históricas do Trabalhismo Brasileiro (de Vargas) têm sua inspiração na Revolução Farroupilha de 1835 e nos propagandistas republicanos de 1870. No percurso até 1889, identificaram-se como positivistas.

Favoráveis à libertação dos escravos, chegam à Proclamação da República como “republicanos históricos ou positivistas”. Julio de Castilhos assume a presidência do Rio Grande do Sul com uma Constituição Positivista por ele mesmo elaborada.

Julio de Castilhos, Borges de Medeiros, Getúlio Vargas eram positivistas e deram origem direta ao trabalhismo brasileiro. Getúlio Vargas, Eurico Dutra e Goés Monteiro eram positivistas; estudaram juntos em Porto Alegre.

Brizola recebeu os reflexos do Positivismo, mas era um trabalhista. Foi fundador do PTB, sigla que lhe foi tomada por manobras de Golbery. Brizola fundou o PDT como uma trincheira de lutas para abrigar principalmente os que foram atingidos pela Revolução de 1964.

João Belchior Marques Goulart também absorveu reflexos do Positivismo. Era um trabalhista moderado e nunca, nunca mesmo foi covarde. Deixou de resistir ao golpe de 1964 quando soube por Santiago Dantas que tinha uma esquadra americana em frente ao Espírito Santo pronta para invadir o Brasil em apoio aos insurretos, se houvesse resistência. Não queria derramamento de sangue.

DIRETAS JÁ

Sem polêmica, vou dar minha versão sobre a prorrogação do mandato de Figueiredo. A ideia da prorrogação nasceu dentro do governo, com o coronel Cesar Cals. Brizola foi chamado a palácio por Figueiredo e comprometeu-se a mandar o PDT votar a favor do projeto de lei mandado pelo governo, prorrogando o mandato de Figueiredo por dois anos, fazendo a transição política.

Tomaram conhecimento da proposta Ulisses, Dante de Oliveira, Lula e Tancredo. Ulisses logo concordou com a proposta. Dante e Lula emudeceram. Tancredo alertou Ulisses que o mandato de Brizola terminaria no mesmo ano em que terminava o mandato de Figueiredo. E que Brizola, sendo candidato, ganharia a eleição. Ulisses retroagiu. Foi quando o PT, acompanhado dos inimigos históricos de Brizola, saiu “trombeteando” que Brizola queria prorrogar o mandato de Figueiredo. Seguiu-se a votação das “Diretas” e depois o “Colégio Eleitoral”.

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