Juntos, Bolsonaro e Guedes vão à feira em Brasília para defender a fracassada política econômica

Guedes diz que Bolsonaro é popular e comprometido com reformas | Poder360

Guedes e Bolsonaro atacaram os inimigos do seu governo

Roberto Nascimento        

Nesta manhã de domingo, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes deram entrevista em Brasília, num puxadinho (feira de criadores de passarinho) na tentativa de acalmar o mercado na semana que se inicia. O ministro soltou o verbo, repetindo diversas vezes, que a reforma administrativas que está parada na Câmara economizaria 320 bilhões em 10 anos.

Desse ser igual à reforma da previdência, que iria economizar R$ 1,24 trilhão em 10 anos, conforme o ministro apregou mentirosamente em 2019.

MUITOS ATAQUES – Guedes atacou Lula dizendo que o presidenciável advogou o Auxílio Brasil em 600 reais e depois Rodrigo Pacheco, que se lançou candidato a presidente pelo PSD e que, por isso, não deveria barrar as Reformas Administrativa, do Imposto de Renda e dos Precatórios. Nesse caso, o ministro foi politico ao desqualificar adversários do seu chefe, Bolsonaro.

Em seguida, respondendo a perguntas, Guedes afirmou que o Brasil vai crescer mais do que a Argentina e Venezuela, que estão quebrados.

Falou também, que se não fosse a Pandemia o Brasil estaria decolando rumo ao paraíso da Economia. Atacou deselegantemente, o ministro de Sarney, Mailson da Nóbrega, que segundo Guedes quebrou o país com a política feijão com arroz. Execrou também seu ex- amigo Afonso Celso Pastore, economista que trabalhou no governo do general João Figueiredo, diferentemente dele que trabalha para um presidente eleito. Por fim, tentou humilhar o economista Henrique Meireles, presidente do Banco Central de Lula, dizendo que aumentou salários por três anos seguidos.

TETO DE GASTOS – Sua preocupação foi também, afirmar que é favorável ao Teto de Gastos e que fecha com o Presidente na flexibilização do controle do déficit público para ajudar os mais pobres, sendo isso melhor do que um decreto de Bolsonaro invocando Calamidade Pública.

Por sua vez, Bolsonaro fez defesa enfática do saneamento das estatais, que segundo ele eram um antro de corrupção e com ele estão dando lucros estratosféricos.

INMETRO E PETROBRAS – Disse que demitiu toda a diretoria do Inmetro junto com a presidência do órgão, colocando coronel do Instituto Militar de Engenharia na direção. Sobre a Petrobrás os dois foram favoráveis a privatização total da empresa, mas, Bolsonaro disse que a burocracia para essa privatização será muito complicada.

A preocupação visível do presidente era explicar os aumentos dos combustíveis, botando a culpa nas administrações petistas, que não terminaram três Refinarias, duas no Nordeste e uma no Sudeste. Foi o que pude constatar da entrevista, nesse resumo.

9 thoughts on “Juntos, Bolsonaro e Guedes vão à feira em Brasília para defender a fracassada política econômica

  1. Acredita quem quiser. Tem gente que continua acreditando. Guedes é um enganador, não sai porque não tem ninguém com nome no “mercado” que entra.

  2. Um ministro que passou quase três anos humilhando os mais humildes da população, quando chamou os servidores públicos e de estatais de parasitas, disse que as empregadas domésticas viajando para a Disney era uma farra danada e afirmou cinicamente, que filhos de porteiros não deveriam frequentar Universidades com financiamento do FIES, de uma hora para outra pode ter preocupação com os pobres, a ponto de furar o teto de gastos?
    E mais, nas tratativas para implementar o Auxílio Emergencial, ele bateu pé com Rodrigo Maia, então presidente da Câmara, no valor de 300 reais. Maia queria 500 reais e Bolsonaro para não perder para Rodrigo Maia bateu o martelo docemente constrangido, em 600 reais.
    Pelo histórico dos personagens, ministro e presidente, a medida é Eleitoreira visando a reeleição em 2022 no dia 3 de outubro. Bolsonaro e Guedes pensam nisso todos os dias e até sonham com a subida da rampa novamente. Para o bem do Brasil? Acho que não. O Poder é afrodisíaco pelas vantagens que proporciona aos homens vaidosos e autoritários, tanto na direita como na esquerda. Todos querem viajar de graça, não gastar nada e por onde andam, as portas se abrem e os sorrisos são amplos. Além de entrar uma graninha extra para investir nas offshores da vida, que ninguém é de ferro.

  3. É um deleite ver notórios defensores da intervenção estatal na economia criticando o governo por desejar doar 400 pilas aos brasileirinhos necessitados. Paulo Guedes, como chicago-boy, sabe da importância de um “imposto negativo” para a população carente.

  4. Para os convertidos o governo Bolsonaro só tem duas opções, Judas de Quaresma ou Geni do Zepelin.
    Levas e levas, porque não dizer, legiões dedicadas a emparedar o governo.

  5. A vida é assim mesmo. Bolsonaro quando era deputado vivia emparedando e batendo em todo mundo. Falava um monte de impropriedades sobre todos os governos. Era o que sabia fazer, propor Leis que é bom, nada.
    Integrante do baixo clero da Câmera, detonava gregos e troianos com uma malvadeza sem paralelo no Parlamento.
    Disse que o Bolsa Escola e o Bolsa Família era esmola para idiotas votarem nos candidatos FHC e Lula. Agora virou entusiasta das Bolsas mudando de nome, para Auxílio Brasil, incluindo os Caminhoneiros Autônomos.
    O político que não quer apanhar, ser criticado, não deveria antes bater sem perdão.
    É o caso também de Paulo Guedes, que excrachava todo mundo, naquele palavreado chulo e deselegante, pois é, agora vive de cabeça baixa, choramingando pelos cantos, pelas críticas que vem recebendo da sua condução horrível na Pasta da Economia e do escândalo Pandorra Papers, que descobriu contas secretas dele, no Paraíso Fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
    Vejam bem, temos um ministro da Economia, que não acredita no Mercado Financeiro do seu país.

  6. Síntese do excelente texto do Roberto Nascimento: duro saber qual dos dois, Guedes e Bolsonaro, é o mais idiota. As urnas de 2022 mandarão a dupla execrável para o lixo da história.

  7. Obrigado. Vicente Limongi. Os dois, Bolsonaro e Guedes começam a ficar preocupados com a provável perda do poder, a partir d 2022.
    É preciso parar, pensar e analisar os fatos. Em pleno domingo 24/10, de manha, se reúnem o presidente e seu ministro da Economia numa feira em Brasília para serem entrevistados pelas redes de televisão para explicarem o motivo de furarem o teto de gastos para alavancar o Auxílio Brasil e o Bolsa Diesel.
    Guedes estava apopletico na tentativa de justificar a quebra de seus dogmas liberais da Escola de Chicago, muito cara a ele, reconheço, mas, a política, a reeleição e a permanência no Poder por mais quatro anos, falou mais alto, do que os fundamentos econômicos do equilíbrio fiscal.
    Chamou a atenção o ataque de Guedes aos economistas Mailson da Nóbrega, Afonso Celso Pastore e Henrique Meirelles, que criticaram o ministro em artigos no Estadão deste domingo no Caderno de Economia.
    A citação do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se filiou neste final de semana em São Paulo, migrando do DEM para o PSD presidido por Gilberto Kassab, que lançou a candidatura de Pacheco a presidente em 2022.
    Essa acredito, seja o principal motivo da entrevista. Em propaganda, combate-se um fato importante criando outro maior ainda.
    Então, a semana não foi boa para o presidente, pois, Moro decidiu se filiar ao Podemos visando a disputa pelo Planalto.
    Os candidatos começam a botar suas manguinhas de fora, o que vem assustando Bolsonaro, que prefere enfrentar Lula no segundo turno.

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