Justiça absolve Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, por crimes confessados em delação à Lava Jato

Procuradoria deixou de informar Justiça sobre fatos novos

Vinicius Konchinski
Folha / Uol

No último dia 11, a Justiça Federal do Rio de Janeiro absolveu o doleiro Dario Messer por crimes que ele mesmo confessou ter cometido, em delação premiada.

O doleiro foi julgado pelo juiz federal Carlos Adriano Miranda Bandeira, da 4ª Vara Federal do Rio. Messer havia sido denunciado por lavagem de dinheiro, evasão e associação criminosa, crimes investigados na Operação Sexta-Feira 13, de 2009.

CONFISSÃO – Em junho deste ano, o doleiro confessou à Lava Jato do Rio, em delação, que cometeu esses crimes. “Os fatos imputados na operação Sexta-Feira 13 em relação ao colaborador [Messer] são verdadeiros”, informa o anexo 1 do acordo de colaboração firmado com o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) e a PF (Polícia Federal).

O Uol consultou cinco juristas sobre a absolvição de Messer. Todos disseram que o juiz Bandeira o julgou corretamente, já que levou em consideração o que estava no processo em sua vara. “O juiz não tinha como decidir citando uma delação se ela não tinha sido incluída na ação penal”, resumiu um advogado que não quis se identificar. Os mesmos juristas veem falha do MPF-RJ ao não levar a confissão de Messer ao processo. “É obrigação da Procuradoria avisar o juiz que obteve uma informação nova e relevante.”

PUNIÇÃO – Um ex-membro da cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou ao Uol que uma omissão do MPF poderia levar a punição de procuradores, na corregedoria ou CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).Procurado, o MPF-RJ informou que só se pronunciará nos autos do processo. O órgão ainda alegou que a ação contra Messer é sigilosa, o que não procede já que a movimentação e decisão do processo estão disponíveis para consulta, conforme pôde constatar a reportagem. O juiz Bandeira informou o UOL de que não se pronunciará sobre sua sentença.

O processo da Sexta-Feira 13 era o único de Messer não contemplado no acordo de delação premiada fechada pelo doleiro. Isso quer dizer que, caso ele fosse condenado pelo caso, teria que cumprir toda a pena imposta a ele.

PROGRESSÃO – Outros processos nos quais o doleiro é réu na Justiça Federal do Rio entraram no acordo com o MPF-RJ. Nesses casos, não importa quantas vezes Messer for condenado, sua pena acumulada será de no máximo 18 anos e nove meses de prisão, com progressão de regime prevista em lei.

O advogado de Messer, Átila Machado, disse que a decisão de Bandeira alinha-se à sentença anterior que o inocentou, do Paraná, que reconhece “que Dario Messer não praticou os crimes apontados na denúncia”.

“Para além disso, essa era a única acusação que não estava contemplada no acordo de colaboração premiada. Portanto, o acordo permanece inalterado”, complementou.

14 thoughts on “Justiça absolve Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, por crimes confessados em delação à Lava Jato

  1. Esse cidadão não pode ser punido por crime financeiro: ele é avatar e epônimo de Dario I, rei que mandou cunhar a primeira moeda do Império Persa, o Dárico. Ademais, esse sobrenome dele está presente na indústria aeronáutica inigualável, que fabricava as máquinas de guerra alemã: MesserSchmitt.

    • Eis aí um grupamento humano que “não se mistura”. São brancos mas são perdoados. Estavam por trás do apartheid – por causa dos diamantes – mas a mídia silencia. Você expõe isso e vem logo uns idiotas indignados lhe contestar.

    • Urge que os judeus, exijam de Bolsonaro, a extirpação do verbo Judiar do nosso léxico!
      Se der certo, a “negada” vai exigir que faça o mesmo com Denegrir.

      • Paulo II, agora umas observações:

        1) Em 1984, houve aqui no RJ o comício das Diretas-Já. Havia, não posso assegurar, um milhão de pessoas na Candelária e eu estava lá. A emissora a quem chamo lixo não publicou em telejornal nem no jornal o acontecimento;

        2) Quando tomou conhecimento do comício, o presidente Figueiredo comentou: “Se eu estivesse no Brasil, seriam um milhão e uma pessoas”;

        3) No mesmo ano, em São Paulo, houve também um comício pelas eleições para presidente, ignorado pelo lixo, que aproveitou a multidão para insinuar que todos estariam ali para comemorar o aniversário da cidade de São Paulo. Veja isso em https://www.viomundo.com.br/denuncias/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-globo-apresentou-comicio-das-diretas-como-festa-de-aniversario-de-sao-paulo.html ;

        4) A programação, promíscua e apológica de maus hábitos, é marca registrada do lixo;

        5) A insistência do lixo em não associar a covid-19 a Drauzio Varela, seu garoto-propaganda (que disse ser uma gripezinha) e esta mesma insistência usada para apavorar esta população que insiste em assistir seu telejornal, ficando cada vez mais assustada, deprimida e neurótica;

        6) Culmina agora o lixo em exibir as imagens do assassinato de São João Alberto, esperando que – como ocorre com as torcidas de times de futebol – haja o confronto e bastante sangue para irrigar seus noticiários por muitas semanas.

        7) Toda matéria publicada pelo lixo tem um viés, uma citação negativa ou associação a alguma persona non grata dela, seja presidente, seja prefeito, seja clube de futebol.

        Como fui o primeiro a citar o lixo no post “O que a turma do Planalto não faz é prestar assessoria a um presidente irresponsável”, não há dúvida do destinatário dos comentários seguintes. Estivesse Chico Anysio vivo e eu perguntasse ao Coronel Pantaleão “Estes comentários são sobre o meu comentário ?”, ele responderia “Não, são pra sua mãe, Pedro Bó !”.

        Agora, se gostam da programação, se apreciam a libertinagem e outras “agens” correlatas que não podem ser expostas que CN deleta, se gostam dela porque “inimigo de meu inimigo é meu amigo”, paciência. Minhas críticas não são oportunistas, como o lixo o é. Elas vêm desde antes da morte de Roberto Marinho. Pelo menos este era mais sincero (“Dos meus comunistas, cuido eu”).

  2. Bom dia , leitores (as):

    Senhores Vinicius Konchinski ( Folha / Uol ) , Carlos Newton e Marcelo Copelli , será que a omissão dos membros MPF-RJ envolvidos nessa questão não foi ” DELIBERADA , DE MÁ-FÉ , CRIMINOSA ” , e negociada na surdina e por debaixo do pano , abrindo caminho para o juiz federal Carlos Adriano Miranda Bandeira, da 4ª Vara Federal do Rio , absolver o doleiro Dario Messer ” RÉU CONFESSO ” , e com vasta documentação comprobatória ?
    CONFISSÃO – Em junho deste ano, o doleiro confessou à Lava Jato do Rio, em delação, que cometeu esses crimes. “Os fatos imputados na operação Sexta-Feira 13 em relação ao colaborador [Messer] são verdadeiros”, informa o anexo 1 do acordo de colaboração firmado com o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) e a PF (Polícia Federal).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *