Justiça de Macaé demonstra ‘benevolência’ ao analisar contas do prefeito eleito. Ele omite gastos, mas ganha parecer favorável.

Roberto Barbosa

Na prestação de contas de campanha, o prefeito eleito de Macaé, Dr. Aluízio (PV), declara que não teve gastos com a produção de rádio, TV, e realização de comícios.

Dr.Aluizio tem tudo de graça…

Em tempo: houve gastos com produção de programas, porque a eleição de Macaé contou com horário eleitoral gratuito. Propaganda foram exibidas na TV  durante um período e depois suspensas por decisão do TSE. Quanto aos comícios, Dr. Aluízio fez alguns, inclusive o mais notório de todos, na Avenida Rui Barbosa, Praça Central da cidade, que contou com show do humorista Sérgio Malandro. Showmício não pode, mas ele fez e todo mundo gostou.

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NEM COMO DOAÇÃO

Surpreende que a prestação de contas não tenha contabilizado esses gastos nem como doação, aquela famosa arte de mascarar números. Devemos considerar então que montagem de palanques, utilização de equipamentos para programas e aluguel de estúdios foram obras do acaso ou milagre. Mas espanta a benevolência do Ministério Público, quando o rigor deveria ser a regra.

A obra contábil não é o pior. O Ministério Público Eleitoral (pasmem!) deu parecer favorável à aprovação desse achado surrealista. Está surpreso? Vem mais. O MP ainda não entregou o processo à Justiça Eleitoral. Sendo assim, Dr. Aluízio será diplomado livre, leve e solto no próximo dia 19, sem qualquer recurso pendente contra as aberrações contábeis.

Macaé é a cidade cuja eleição é a mais cara do país. Ela é sede da produção de petróleo na Bacia de Campos. Em campanha, até aperto de mão do eleitor custa dinheiro.

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