Justiça Eleitoral agora também desconfia das pesquisas…

Mariana Desidério
Com o fim das eleições se aproximando, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Antonio Dias Toffoli, afirmou que quer conversar com os institutos de pesquisa sobre a metodologia e as regras para divulgação dos levantamentos de intenção de voto. A iniciativa vem após o primeiro turno ter apresentado nas urnas resultados bem diferentes dos previstos nas pesquisas. “Vamos chamar os institutos para entender o que aconteceu. A primeira coisa que queremos é conhecer melhor, pois não foram erros pontuais, e nem contra o partido A ou o partido B, mas erros sobre diversos resultados”, afirmou o ministro em reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo.
Uma questão já levantada pelo ministro é a diferença na margem de erro de cada pesquisa. “Talvez isso devesse ser padronizado para evitar que se compare alhos com bugalhos”, disse. Outro ponto que pode ser debatido é o prazo para divulgação da pesquisa.NO PRIMEIRO TURNOO primeiro turno das eleições teve várias disputas com resultados diferentes do que os divulgados pelas pesquisas eleitorais.

Um dos casos mais discrepantes ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o candidato do PMDB, José Ivo Sartori, aparecia em terceiro lugar, com 23% das intenções de voto. Sartori ficou em primeiro lugar no estado, com 40,4% dos votos. Ele disputa o segundo turno com o governador Tarso Genro (PT), candidato à reeleição.

Já no Rio de Janeiro, o candidato Garotinho (PR) aparecia como segundo colocado nas pesquisas, com 27% das intenções de voto. No entanto, após a votação, Garotinho ficou com 19,7% e foi ultrapassado por Marcelo Crivella (PRB), que agora disputa o segundo turno com Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Para especialistas, é importante ter clareza de que as pesquisas de intenção de voto não são um retrato do que acontecerá nas urnas. “A pesquisa capta o momento, é uma sondagem da opinião pública. É inaceitável que ela seja vendida como algo infalível e como substituta da eleição”, afirmou Victor Trujillo, professor de marketing eleitoral da ESPM, em entrevista a EXAME.com logo após o segundo turno.

Assim como nos estados, o resultado do primeiro turno na eleição para presidente também foi diferente do que havia sido previsto nas pesquisas. Aécio Neves (PSDB) tinha 24% das intenções de voto na última pesquisa divulgada no primeiro turno. Na votação, o tucano ficou com 33% dos votos.

12 thoughts on “Justiça Eleitoral agora também desconfia das pesquisas…

  1. CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência ! ! !

    Números malandros são apresentados por ‘institutos’ de pesquisas VENAIS para dissimulação do que pode vir.

    Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

    CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

  2. CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência ! ! !

    Números malandros são apresentados por ‘institutos’ de pesquisas VENAIS para dissimulação do que pode vir.

    Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

    CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

  3. Se ficar comprovado a manipulação das pesquisas, por um o mais Institutos
    de Pesquisa, espero que haja punição, ou permitir pesquisas para
    atender a curiosidade do público apenas uma de cada Instituto na véspera
    das eleições e divulgação de todas elas igualmente pela mídia e não apenas dar enfoque a duas.

    • CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência ! ! !

      Números malandros são apresentados por ‘institutos’ de pesquisas VENAIS para dissimulação do que pode vir.

      Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

      CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

  4. Conversar? E Magistrado conversa com a parte? Magistrado decide. E o Ministro Toffoli, se vai mesmo conversar, conversa tarde demais. Talvez o sr. Ministro tenha lido o nosso blog, que de forma pioneira apontou os inescusáveis erros desses “institutos” de pesquisas eleitorais e levantou a questão da responsabilidade civil de todos eles, quando erram feio, como têem errado.
    Jorge Béja

  5. Prezado Carlos Newton,
    Corre um boato na internet que o doleiro Youssef faleceu, e que, os médicos do hospital em que ele se encontra internado, estão só esperando o término da votação para anunciar o fato.
    A notícia, eu vi no meu facebook.
    O Senhor que é um jornalista bem informado, poderia checar se é verdade?!

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