Kroll aponta omissões em delações premiadas da Lava Jato

Vera Magalhães
Folha

Pessoas que tiveram acesso ao relatório produzido pela Kroll para a CPI da Petrobras relatam que a empresa identificou indícios de discrepâncias “significativas” entre o que ela apurou e delações feitas por investigados na Lava Jato. O resultado da primeira fase da apuração da consultoria deve ser apresentado à comissão nesta semana – e será usado para respaldar a crítica do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na operação, para questionar o teor das delações.

O relatório prévio da Kroll será o ponto de partida para definir quais serão os alvos prioritários da empresa na segunda fase da contratação, caso a comissão decida prorrogar o acordo.

Integrantes da CPI avaliam que as delações feitas à Justiça não serão anuladas ainda que o colaborador tenha omitido informações. O que pode perder efeito, dizem, é o benefício obtido com os depoimentos.

As delações também são alvos de advogados contrários ao princípio. Em uma petição antes de Renato Duque começar a negociar a colaboração, seus defensores comparavam o recurso à doença de Alzheimer.

Para a defesa do ex-diretor da Petrobras, os depoimentos dos delatores “são complementados no tempo, como se o criminoso tivesse o mal de Alzheimer”, “eivados de contradições e oportunismos” e “tomados sem contraditório”.

3 thoughts on “Kroll aponta omissões em delações premiadas da Lava Jato

  1. Qualquer leigo ao fazer a pesquisa “Kroll escândalo” no Google irá perceber que ela não é uma empresa com credibilidade e que até o governo PT já a usou.

    Dois exemplos:

    “Escândalo da Kroll mostra relação suspeita do governo com empresa”
    Consultor Jurídico
    23 de julho de 2004, 21h02

    Leia mais: http://www.conjur.com.br/2004-jul-23/analise_escandalo_kroll_coloca_governo_ma-situacao

    “CONTRATAÇÃO DA KROLL: APERITIVO DENTRO DOS ESCÂNDALOS DO PT”
    JORGE OLIVEIRA
    Diário do Poder
    21de abril de 2015

    “Chartres, França – Diante dos escândalos bilionários do PT, está passando desapercebido dos brasileiros uma decisão da Câmara dos Deputados que se pode chamar de aperitivo dentro do banquete de escândalos no Brasil. Por decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha, a empresa Kroll foi contratada, sem licitação, por R$ 1 milhão de reais para prestar serviço à CPI da Petrobrás. A missão é vasculhar as contas dos diretores da empresa e seus intermediários envolvidos nos escândalos da corrupção. Essa empresa foi a mesma que atuou na CPI do PC Farias. Não se sabe até hoje qual foi a conclusão do seu trabalho e a contribuição dela às investigações da comissão. Sabe-se, entretanto, que na época surgiu a suspeita de que a empresa teria “molhado” a mão de alguns parlamentares para fechar o contrato.”

    Leia mais: http://horaciocb.blogspot.com.br/2015/04/contratacao-da-kroll-aperitivo-dentro.html

  2. Folha destaca pedido de esclarecimento de Eliziane sobre contrato da Kroll

    Por: FOLHAPRESS

    Contrato da CPI com Kroll omite alvos da investigação

    O objetivo da investigação da Kroll é rastrear contas no exterior de investigados no esquema de corrupção da Petrobras

    Folhapress

    Integrantes da CPI da Petrobras reclamaram durante sessão da comissão nesta terça-feira (28) que o contrato com a empresa de investigação Kroll omite os alvos do rastreamento de ativos no exterior, impedindo aos parlamentares saberem o que a empresa está fazendo.

    Os deputados tiveram acesso ao contrato na semana passada. Após matéria da Folha de S.Paulo da semana passada mostrar que o documento ainda não havia sido disponibilizado aos integrantes da CPI, ficando restrito à cúpula, o contrato foi liberado para acesso sigiloso de parlamentares e assessores.

    O objetivo da investigação da Kroll é rastrear contas no exterior de investigados no esquema de corrupção da Petrobras. A contratação da empresa, no valor de R$ 1 milhão, foi articulada diretamente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é investigado pela Operação Lava Jato.

    Cunha é alvo de inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal), sob acusação de ter se beneficiado dos desvios.

    A atuação da Kroll pode ajudar Cunha e outros alvos da Lava Jato caso sejam encontrados recursos financeiros dos delatores que não foram declarados às autoridades, o que enfraqueceria seus depoimentos. O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores, disse à Polícia Federal que Cunha se beneficiou do esquema de corrupção. Ele nega a acusação.

    “Não vou permitir que o contrato da Kroll faça investigações que a gente não sabe quais são, pra que serve e quais as prioridades”, declarou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Ele reclamou que a CPI não participou das questões relativas à investigação, que ficaram restritas à sua cúpula.

    “É necessário termos esclarecimentos. Não ficou claro no contrato esses pontos específicos, como vai se dar a investigação”, reclamou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA).

    A reportagem apurou que os alvos dos trabalhos da Kroll foram indicados em conversas entre a cúpula da CPI e a empresa, sem registros formais. Não se sabe, portanto, se estão incluídos entre esses alvos personagens que seriam prejudiciais a Cunha, como o lobista Fernando Baiano, acusado de ser o intermediário do PMDB no esquema.

  3. Bom dia,leitores(as):

    Senhora Vera Magalhães,uma investigação de empresa (privada)particular “Kroll ” que visa unicamente o lucro,não deve e nem deveria se SOBREPOR,aos orgãos oficiais de defesa do “ESTADO NACIONAL”,tal como parte dos membros da CPI estão tentando impor,com a agravante de que não se sabe quais os VERDADEIROS propósitos e objetivos dessa contratação,e que até mesmo foi negado acesso á maioria dos próprio membros da dita CPI.

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