Lá vem o bonde, cheio de lembranças, no Recife das recordações de Cátia de França

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Cátia de França, uma das mais belas vozes do Nordeste

Paulo Peres
Poemas e Canções

A cantora e compositora paraibana Catarina Maria de França Carneiro, mais conhecida como Cátia de França, lembra com muita saudade os dias de festas que “O Bonde” proporcionava pelas ruas do Recife. A música “O Bonde” faz parte do CD No Bagaço da Cana, um Brasil Adormecido, gravado por Cátia de França, em 2012, no SG Studio Digital.


O BONDE
Cátia de França

Correndo na linha,
Chiando nos trilhos,
Varando o arraial                                                     

Jaqueira, Mocambo passando ligeiro,
Que nem um filme no Cine Brasil.
Moleques no estribo, vaiando, gritando…
É dia de festa, é o bonde que vem

E nesse pagode, na festa afinal
Eia, lá vem o Bonde!
Levando Sinhá,
Coroné Zé Paulino
E a filha mais nova,    

Ele passa enfeitado,
Cheinho de gente na Rua da Aurora
E faz terminal lá no Pátio do Carmo.

Do bagageiro se ouve um aviso.
É o motorneiro soprando o apito.
Recomeça a festa: é o bonde que sai!

Tinha um apelido este bonde amarelo
Chamado Lambreta todo desbotado.
Sumiu na distância, sumiu no passado…

Eia, lá vem o bonde!

2 thoughts on “Lá vem o bonde, cheio de lembranças, no Recife das recordações de Cátia de França

  1. Poema publicado na Revista Oficina de Letras da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – SOBRAMES – de Pernambuco, Nº 17 – Junho de 2001 por ocasião do falecimento de meu confrade na SOBRAMES Adalberto Bello, e eu já de volta ao meu exílio no Rio de Janeiro neste dia. Paginas 35, 36 e 37

    O BELLO E O EXÍLIO

    EDNEI JOSÉ DUTRA DE FREITAS

    I

    Adalberto ?
    – O Bello !
    Excerto
    Do zelo
    Sobrâmico:
    O elo
    Dinâmico
    Do celo
    Semântico
    Ao luso
    Vernáculo

    II

    A ti,
    Confesso,
    Daqui,
    Padeço,
    Eu li
    Seu verso,
    Senti
    De perto
    O que vi,
    Decerto,
    Na pasta, aí !

    III

    Virão
    Mais pautas,
    Estarão
    Bem lautas,
    Irmãos
    Vão tê-las,
    Mas não
    Vivê-las
    Nem tu
    Que morreste,
    E eu
    Também morri:
    Sobrames ? – perdeste !
    Sobrames ? – perdi !

    IV

    Adeus
    Recife,
    Com Deus
    Tu fiques,
    Em teus
    Repiques
    Sinceros
    Cacifes
    Verseiro
    Tão Bello,
    Herdeiro
    De Homero,
    Mensageiro
    Sincero
    Do Amor
    Salpiques Louvor !

    V

    Lembranças
    Perenes
    Alcancem
    Indenes
    Do grão –
    -Poeta
    Que então
    Nos falta:
    O Bello,
    Afinal,
    Eterno
    E Imortal.
    Aos nossos
    Confrades,
    Abraços,
    Saudades,
    – Doeu ! …
    Eu sei,
    Adeus,
    Ednei.
    .

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