Lacerda, Jânio, Collor, Lula e Bolsonaro tiveram a honestidade como bandeira

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Charge do Solda (cartunistasolda.com.br)

Pedro do Coutto

O governador Carlos Lacerda e os presidentes Jânio Quadros, Fernando Collor, Lula da Silva e Jair Bolsonaro se pautaram sempre nas suas campanhas eleitorais pela defesa absoluta da honestidade, principalmente da honestidade quanto aos recursos públicos. Condenaram sempre a corrupção e os corruptos, sendo que Jânio Quadros adotou como símbolo em sua campanha vitoriosa nas urnas de 1960 a vassoura destinada a varrer a corrupção no país e lançá-la no eterno arquivo nacional.

Os fatos não confirmaram seus propósitos iniciais. Inclusive honestidade não se refere apenas a questões financeiras. Existe também a desonestidade intelectual.

DEPOIS DE ELEITOS… – Ao longo do tempo as contradições foram muitas porque os eleitos não se encontraram com os candidatos. Lacerda foi excelente governador da Guanabara. Mas no início de seu mandato, em 1961, enviou à Assembleia projeto de lei reduzindo a incidência do ICM sobre as exportações de café de 4 para 1%. O deputado Amaral Neto apresentou emenda perdoando a dívida dos exportadores de café para com a Fazenda estadual.

A questão vinha sendo objeto de discussão no STF. O advogado dos exportadores era Dario de Almeida Magalhães, pai de Rafael de Almeida Magalhães, chefe da Casa Civil de Carlos Lacerda.

E o mesmo Lacerda desencadeou um movimento contra a posse de JK, que venceu as eleições de 1955, alegando que o político mineiro era corrupto.

JÂNIO E A VASSOURA – Jânio Quadros foi eleito presidente, vassoura na mão para banir os corruptos. Quando assumiu, o dólar, sobre o controle da SUMOC, estava fixado em 100 cruzeiros. Através da instrução 204 Jânio já no primeiro dia de seu mandato duplicou o valor da moeda americana fixando-o em 200 cruzeiros. Quem por acaso comprou o dólar a 100 enriqueceu numa noite de verão. Jânio Quadros renunciou à presidência da República em agosto de 1961.

Fernando Collor foi eleito em 1989 defendendo ardorosamente a integridade e prometendo cassar os marajás do serviço público. Logo no início de seu mandato, o personagem Paulo Cesar Farias entrou em cena praticando extorsões em série. Collor foi afastado da presidência dois anos depois de tê-la assumido. Corrupção. Mas apesar do impeachment, criminalmente foi absolvido pelo STF, não havia provas.

LULA E O MENSALÃO – Lula, sob o manto da honestidade, atacava os picaretas e defendia um novo ciclo voltado para a redistribuição de renda. Assumiu em janeiro de 2003. Poucos meses depois, explodiu o mensalão arquitetado por José Dirceu, que era o chefe de sua Casa Civil.

Reeleito, Lula  desencadeou corrupção jamais vista na história do país. Distribuiu as diretorias da Petrobrás pelas bancadas partidárias no Congresso e concretizou um pacto com a Odebrecht e outras empreiteiras, levando a Petrobrás a um endividamento internacional de 90 bilhões de dólares.  Na minha opinião nada mais conservador e concentrador de renda do que a corrupção. Pedro Barusco, um dos gerentes da Petrobrás, depois do petrolão devolveu aos cofres públicos 95 milhões de dólares.

BOLSONARO E A CORRUPÇÃO – Chegamos assim à vitória de Jair Bolsonaro. cuja campanha atacando a corrupção de Lula e do PT conquistou a ampla maioria do eleitorado brasileiro. Já no primeiro ano de seu governo, começaram a surgir entre as nuvens sinais de que se aproximava uma tempestade. Hoje todos sabem o que são as fake news, a atuação do ministério do meio ambiente, na Educação um desastre chamado Weintraub e um personagem da literatura policial como Fabrício Queiroz.

Emergiu das sombras um personagem de Agatha Christie, um advogado misterioso que ocultou Fabrício Queiroz. Na onda atual, o presidente do STJ, João Otávio Noronha, concedeu prisão domiciliar para Queiroz e a estendeu a sua mulher,Márcia Aguiar. Ela estava foragida. Tal decisão causou perplexidade nos meios jurídicos. A esperança é que seja anulada pelo Plenário do STJ ou então pelo STF.

E la Nave Va, como no filme de Fellini.

22 thoughts on “Lacerda, Jânio, Collor, Lula e Bolsonaro tiveram a honestidade como bandeira

  1. Prezado Pedro do Couto,
    Com absoluta certeza a decisão do presidente do STJ, João Otávio Noronha,que concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz e a estendeu a sua mulher,Márcia Aguiar,que se encontrava foragida. será anulada pelo Superior de Justiça,logo que for levada à Plenário,ou em agosto pelo Supremo Tribunal Federal.,quando o recurso protocolado pelo Ministério Público pedindo que o caso volte para a primeira instância seja analisado.
    Atenciosamente,
    Werneck

    • Clario se é do PT, a prova já está consumada.
      Não falo da sua base incauta que dá apoio aos bandidos tipo luiz Inácio e demais matutos métodos a malandros.
      O Luiz Inácio de tão burro mandou fazer duas cozinhas iguais em locais que costumava ir na casa de amigo e de triplex que diz não ser dele.
      É burro e corrupto, por isso foi condenado por mais de dez juízes, e o matuto só enxerga o Moro.
      Moro teve muita paciência com este personagem mas agiu corretamente prendendo-o por seus crimes contra o Brasil.

  2. Sem governo;
    sem Justiça
    Legislativo corrupto e inútil!

    O coronavírus é refresco perto dos males que os poderes nos ocasionam, além da letalidade ser maior e muito mais torturante!

    • Concordo.
      Mas é melhor não ter governo que a presença do PT.
      Aí o país já teria explodido com as ilegalidades do Luiz Inácio.
      Deixa como está, porque a esquerda fede muito mais.

      • Vai dar PT/PSB ou PSB/PT
        É Haddad/Dino ou Dino/Haddad

        Eu votei num professor que foi perseguido e todas as ações civis e inquéritos abertos propositalmente contra ele em 2018, para influir nos ânimos dos eleitores indecisos, foram arquivados no ano seguinte.l 2019.

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