Lambança no que sobrou da reforma política

Carlos Chagas

Arrumações, acomodações e jeitinhos redundaram num dos mais ridículos projetos de emenda constitucional aprovados na Câmara dos Deputados nas últimas décadas. Um vexame. Suas Excelências quiseram poupar todo mundo, a começar por eles mesmo, produzindo ao final um texto que seria cômico se não fosse trágico.

Fala-se da proposta cujo objetivo seria simples, de ampliar todos os mandatos executivos e legislativos para cinco anos. Bastaria enunciar que a partir das eleições de 2016, e seguintes, todos os mandatos teriam a duração de cinco anos. Lei é lei, se foi criada deve valer para todos, mesmo contrariando matéria antes definida.

Só que a proposta fixa 2022 para começar a ser aplicada, mas eleva de 8 para 9 anos os mandatos dos senadores a ser eleitos em 2018, deixando a contagem de cinco anos a partir de 2022. Tudo para evitar que os senadores rejeitem a redução de seus próprios mandatos de 8 para 5 anos. Quer dizer, “para os próximos senadores, pode, mas para os atuais, não”…

Na verdade, se era para igualar todo mundo em 5 anos, bastaria começar ano que vem, mesmo se fosse para desconsiderar respeitar o que se chama de direitos adquiridos, que, aliás, não deve valer para dispositivos constitucionais.

Prefeitos e governadores com direito à reeleição atropelaram a reforma. O segundo mandato deveria simplesmente ter sido extinto, mas valerá para os eleitos ano passado, dentro da vigência da permissão. Poderão concorrer a um segundo mandato em outubro do ano que vem. O mesmo aconteceria com o presidente da República, se fosse Aécio e não Dilma. Convenhamos, muito mais simples teria sido estabelecer que a partir da promulgação da emenda, todos os mandatos seriam de cinco anos. E ponto final. Sem reeleição. Os incomodados que se conformassem.

VOLTOU E OCUPOU

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deu outra demonstração de que seu objetivo é bem mais amplo do que pleitear o governo do Rio, em 2018. Num fim de semana estava em Israel, viajou para Moscou e num esforço tanto físico quanto político, retornou para quarta-feira seguir do aeroporto para presidir a segunda etapa de votação da reforma política. Não deu espaço para ninguém. Ontem, desde cedo voltou a ocupar a direção dos trabalhos. Continuando assim, disputará a presidência da República, buscando suplantar Michel Temer como candidato do PMDB.

 

 

7 thoughts on “Lambança no que sobrou da reforma política

  1. Gostei da reforma
    Reforma Me Engana que eu gosto Política.
    Uma reforma para a Corporação da Casa da Mãe Joana, de politicos para politicos
    E o eleitor.???
    Bom, esse que nem gado ao abatedouro direto para ascabides eletrônicos depositar seu VOTO………
    eh!eh!eh!eh
    Bem que aquele corruptola disse uma vez “NAO TEM QUE MUDAR NADA”””

  2. Eperar seriedade, espirito republicano, desapego á coisa pública dos políticos brasileiros, para a confecção de uma reforma política que levasse em conta apenas o interesse nacional, é o mesmo que esperar reforma do código penal elaborada pelos presidiários.
    Congresso Nacional: casa de putas, ou, prostíbulo comandado por sacanas.

  3. Esperar seriedade, espírito republicano, desapego á coisa pública dos políticos brasileiros, para a confecção de uma reforma política que levasse em conta apenas o interesse nacional, é o mesmo que esperar reforma do código penal elaborada pelos presidiários.
    Congresso Nacional: casa de putas, ou, prostíbulo comandado por sacanas.

  4. Até quando iremos suportar isso? Até quando iremos deixar esses vagabundos destruírem nosso país? Até quando a população ficará inerte? Até quando uma pessoa de bem dirigirá o Brasil? Até quando não faremos alguma coisa , o que seja, para mudar isso que está aí? Até quando teremos que aguentar cunha, renan, sarney,dilma, lula, pt e tantos outros mais que assolam o país de corrupções? Até quando eles terão imunidades? Até quando uma pessoa de bem terá que conviver com crimes que eles cometem e nada acontece? Até quando eles irão assassinar, crianças, idosos, homens e mulheres por deixarem faltar atendimento em hospitais? Até quando pessoas terão que viver na miséria, sem uma mínima condição de vida porque roubam bilhões e bilhões? Até quando teremos que pagar a maior carga tributária do mundo para sustentar a gigantesca máquina administrativa e ministerial?
    O mais triste de tudo isso é ouvir a dilma falar “que todos temos que nos sacrificar nesse momento, que é passageiro”, mas efetivamente medidas de contenção por parte do governo, não existem e nem passam pela cabeça dela.O número de ministérios não diminuiu, a distribuição de cargos continua e o lula continua sem saber de nada do que acontece ou do que aconteceu.
    Até quando seremos um povo de merda?

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