Lava Jato chega à Eletronuclear com 30 mandados judiciais

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28/7), a 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Radioatividade. Cerca de 180 agentes cumprem 30 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. O foco das investigações são contratos firmados por empresas como a Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobras.

A operação investiga formações de cartel e ajuste prévio de licitações nas obras da usina de Angra 3, além de pagamento de propinas a funcionários da estatal. Dos 30 mandados judiciais, 23 são de busca e apreensão, 2 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva.

Os presos serão levados para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal. Mais detalhes serão divulgados, às 10h, em entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

USINA ANGRA 3

Em abril, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, afirmou em depoimento de delação premiada que houve “promessa” de pagamento de propina ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear, empresa do grupo Eletrobras, nas obras da usina nuclear Angra 3.

Avancini deixou a prisão em 30 de março para cumprir prisão domiciliar, após firmar acordo de delação premiada com a Justiça, homologado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Segundo Avancini, a Camargo Corrêa foi informada em agosto de 2014 de que havia “compromissos” de pagamento de propina equivalente a 1% dos contratos das obras da usina ao PMDB e aos diretores da Eletronuclear. Somados, os contratos de Angra 3 chegam a R$ 3 bilhões, de acordo com o executivo. À época, o PMDB negou as acusações de recebimento de propina.

 

3 thoughts on “Lava Jato chega à Eletronuclear com 30 mandados judiciais

  1. Conheço o Almirante Othon desde quando ele era Capitão de Mar e Guerra e coordenador do balzaquiano projeto do submarino nuclear Tupi, na Coordenadoria de Projetos Especiais, localizada no interior do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares do IPEN, antigo IEA. Nessa época ele bateu de frente comigo, até que eu descobri as contas secretas Delta 1, 2 e 3, que ele mantinha no Banco Itaú, agência Vital Brasil Butantã/SP. Esse fato rendeu 1 página com o meu ‘santo nominho’ no relatório anual do Departamento de Estado Americano para a América Latina, a qual guardo até hoje com muito orgulho. Como se vê, o PT tem a capacidade de desenterrar cada coisa…..
    Além disso o PT transferiu para a Fábrica de Estruturas Nucleares da Odebrecht, toda a vasta tecnologia da Metalurgia Nuclear do da divisão de Metalurgia Nuclear do IPEN/CNEN.

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