Lava Jato estuda como preservar bancos do impacto da delação de Palocci

Resultado de imagem para banqueiros charges

Charge do Pelicano (pelicanocartum.net)

Mônica Bergamo
Folha

A força-tarefa da Operação Lava Jato está apreensiva com o impacto da delação de Antonio Palocci no sistema financeiro do país. Estuda uma forma de, ao contrário do que ocorreu com as empreiteiras, preservar as instituições e os empregos que geram. A mesma preocupação tem sido demonstrada pelo próprio Palocci nas conversas com os procuradores. Ex-ministro da Fazenda, ele tem ponderado que seria importante separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes.

Uma das ideias que já circularam seria a de se promover uma complexa negociação com os bancos antes ainda da divulgação completa dos termos da delação de Palocci. Quando eles viessem a público, as instituições financeiras já teriam feito acordos de leniência com o Banco Central, pagando as multas e liquidando o assunto. Isso em tese evitaria turbulências de proporções ainda maiores do que as inevitáveis.

ETAPA AVANÇADA – A dificuldade é como fazer isso em tempo exíguo, já que a negociação com Palocci para a delação premiada está em etapa avançada.

Empreiteiras como a Odebrecht sofreram graves consequências quando os escândalos em relação a elas se tornaram públicos. Tiveram que demitir em larga escala, paralisaram atividades, enfrentaram problemas de financiamento e se desfizeram de patrimônio. Algo parecido ocorre agora com a JBS.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A preocupação parece ser exagerada. Os bancos estão num patamar diferente das empresas que produzem bens e riquezas. Ninguém vai tirar dinheiro dos bancos nem fechar contas correntes se eles forem denunciados na Lava Jato. O impacto será apenas moral, mas todo mundo já sabe que no Brasil os banqueiros não têm a menor ética, faz tem que se tornaram sanguessugas da sociedade, cobrando até 500% de juros anuais diante de uma inflação inferior a 5%. Na verdade, o país pertence a eles, que comandam o Sistema/Mercado que efetivamente nos governa. (C.N.)

10 thoughts on “Lava Jato estuda como preservar bancos do impacto da delação de Palocci

  1. Preservar os empregos??????

    kkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkk
    kkkkkkmkmk

    SÓ rindo…..

    agências que na década de 80, antes da digitalização, tinham 60 funcionários hoje tem 2 (dois)……..

    foi o setor que mais demitiu com o advento do computador…….

  2. A batalha de hoje é a batalha pela democracia. Após essa batalha teremos enfim a “grande batalha” do século XXI: o povo contra o capital. O que será praticamente uma luta da humanidade contra a barbárie. Todo o resto são detalhes…

    Por Carlos D’Incao – historiador.

    https://goo.gl/Ah1ruD

  3. Senhor redator, as leis não foram invenção dos senhores feudais,mas dos súditos para se protegerem do chicote dos poderosos. Cabe à nossa sociedade lutar por leis que nos protejam dos banqueiros. It’s as simple as that.

  4. Qual o problema de contribuir para lava jato, o MPF deveria ouvir, será que estão querendo proteger banqueiros, quem manda no mercado são eles, então, não haveria problemas em ouvi-lo, os juros praticados no Brasil é um absurdo.

  5. Quando uma empresa é severamente punida, o primeiro ajuste a ser feito é o enxugamento do quadro de funcionários (em outras palavras, demissão em massa).
    O desemprego, por sua vez, desacelera a economia, trazendo consigo todas as conseqüências nefastas que conhecemos.
    Desta forma, penso que as empresas precisam, sim, serem preservadas. Isso não significa que deve-se perdoar os crimes cometidos, como se nada tivesse acontecido.
    Acontece que nenhuma empresa não toma decisão. Nenhuma empresa comete crime. Quem o faz são os seus diretores, ou seus donos. São eles que devem ser condenados a pagarem pelos crimes.
    No Brasil, donos de grandes empresas cometem crimes, levam suas empresas à falência, geram milhares (ou milhões) de desempregados, enquanto eles (os donos) continuam milionários, gozando suas vidas nababescamente.
    Graças a essa benevolência da nossa (in)Justiça, crimes de corrupção continuam a ser cometidos.

  6. Quer dizer que em nome do “emprego” continuaremos do lado obscuro?
    Não senhor!!!
    Que caiam todos nos braços da lei!!
    O povo se vira… como sempre se virou!!!
    Que papinho brabo!!!
    500% ao ano!!
    E vão passar a mão na cabeça desses FDP?

  7. A solução é fácil. Exijam que os bancos devolvam com correção, todo o dinheiro dado a eles pelo tal PROER do FHC, que na época presenteou o sistema financeiro com a bagatela de 37 bilhões de reais.
    Obriguem o Fernando Henrique a ir de banco em banco buscar o dinheiro de volta.
    Depois os bancos poderiam ser liberados para voltar a velha “pilantragem”.

  8. Este pais é uma mentira astucíosa : nossa contituíção um engodo , nossa democrácia é uma engaça , nossa justiça é duvidosa , os poderes constituidos quadrilhas organizadas . O sistema bancário em conchavo e submissão dos infratores diga – se governantes , sempre foram os maiores usurpadores do erário público e certamente os maiores corruptores dos lacráios no poder. Geram crises para obterem lucros , manipulam a cadeia produtiva e o mercado para enriquecerem cada vez mais e contam com a tutela da justiça para protege – los e lavar seus crimes . ESTA É A REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO BRASIL .

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *