Lava Jato também investiga a corrupção fora da Petrobras

Valter Cardeal, ligadíssimo a Dilma, já está sendo investigado

Eduardo Militão , João Valadares
Correio Braziliense

Maior ação de combate à corrupção dos últimos tempos no Brasil, a Operação Lava-Jato está ajudando a desvendar outros esquemas envolvendo a criminalidade de colarinho branco, praticada por políticos de várias cores partidárias e grandes empresários. Levantamento do Correio sobre dados dos inquéritos e processos em andamento aponta que pelo menos cinco robustos casos acabaram por receber novas provas a fim de serem elucidados. Há vários pontos convergentes entre eles. Mensalão, Acrônimo, BNDES, Castelo de Areia e Banestado povoam o noticiário há mais de 10 anos, no entanto, nem todas as apurações resultaram em condenações dos comprovadamente culpados.

O mensalão está relacionado à raiz da Lava-Jato, quando a investigação nem sequer havia chegado a casos de desvio de dinheiro na Petrobras. A partir de 2006, os delegados e agentes da Polícia Federal começaram a rastrear os R$ 4 milhões que o PP recebeu do esquema de compra de votos no Congresso.

Os investigadores descobriram que a empresa de instrumentos de medição Dunnel, sediada em Londrina, no Paraná, foi beneficiada com um investimento do ex-líder do PP na Câmara José Janene (PP-PR). O sócio do ex-deputado era o doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema que sangrou os cofres da Petrobras.

ACOMPANHANDO O DOLEIRO…

A partir dali, a investigação descobriu que o doleiro, que havia acertado delação premiada para interromper atividades criminosas no caso Banestado, continuava a agir ilicitamente. Segundo investigadores ouvidos pelo Correio, os passos de Youssef foram monitorados, em vez de se pedir de imediato a quebra de seu primeiro acordo de delação. Os tentáculos do Banestado continuavam em outras operações de lavagem envolvendo ainda o laboratório Labogen, dos irmãos Leonardo e Leandro Meirelles, e o doleiro Carlos Habib Chater, dono do Posto da Torre, em Brasília, ponto de partida da Lava-Jato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA força-tarefa já chegou à ferrovia Norte-Sul, à hidrelétrica Belo Monte e está chegando na Eletrobrás, onde pontifica o diretor Valter Cardeal, homem de confiança da presidente Dilma. É um verdadeiro festival de corrupção. (C.N.)

5 thoughts on “Lava Jato também investiga a corrupção fora da Petrobras

  1. Até o herege Frei Boff ataca, frontalmente, com a cruz do cocaleiro Evo Morales, o Juiz Moro, cumprindo o ritual exorcista bolivariano.
    Penso que é chegada a o momento de o povo brasileiro sair em peso às ruas dia 16 de agosto, porque os arautos marxistas do governo petralha, capitaneados por Lula e Dilma – esta, ainda com a caneta na mão, segundo políticos que compartilham os canais subterrâneos de Brasília -, estão fechando todas as possíveis arestas jurídicas (e não jurídicas) para eventual processo de cassação ou de impeachment da ex-terrorista Dilma.
    A força-tarefa da PF e o Juiz Moro estão cada vez mais cercados pelas várias “orgcrim” públicas e privadas atuando em ações de blindagem aos chefes dessas organizações.
    Depois do encontro clandestino de além-mar, na cidade do Porto, a tal caneta não para de rabiscar despachos e nomeações…

  2. Parabéns a Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Juiz Sérgio Moro, estão
    indo fundo, como deve ser. Mesmo que o governo e seus aliados procuram dificultar as investigações, as corrupções estão sendo desvendadas. Se pelo
    menos conseguirem provas da metade dos corruptos, será uma boa limpeza
    na política nacional. Infelizmente de acordo com nossas leis é difícil provas para atos de corrupção,
    há sempre uma saída, até o “eu não sabia de nada”

  3. CARTÃO VERMELHO PARA A BANCADA DA CBF E SUAS MANOBRAS

    Entre todos os avanços que conseguimos na MP do Futebol, a Bancada da CBF tentou diversas manobras.

    Um dos pontos que colocaram na MP foi a diminuição da indenização aos atletas que tem seu contrato rescindido pelo clube. Esse direito trabalhista não pode ser atacado pelos cartolas.

    Não pense apenas no 1% dos jogadores que conquistaram sua independência financeira durante sua carreira de atleta. Imagine os cerca de 80% de jogadores profissionais de futebol que recebem de 1 a 3 salário mínimos, ou seja, que tenham remuneração de até R$ 2.364,00. Para todos atletas, e especialmente para estes, a cláusula compensatória é a única segurança de não serem descartados com uma mão na frente e outra atrás pelos clubes.

    Já estamos em diálogo com a Casa Civil para que este artigo pontual seja vetado, caso se mantenha na MP.

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