Leia a carta de um oficial da Marinha ao ministro da Defesa, sobre os absurdos na política atual

Um conselho para Bolsonaro: esqueça Geisel!

Geisel classificou Jair Bolsonaro como “um mau militar”

Antonio Santos Aquino

Estive fora da Tribuna da Internet por algum tempo, porque houve alguns problemas de saúde com minha esposa, mas está tudo sanado. Ao voltar, permitam-se reproduzir uma carta que enviei ao general Fernando Azevedo Silva, em 16 de abril deste ano.

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TEMOS UM PRESIDENTE QUE É UMA INCÓGNITA

Esta carta certamente lhe causará surpresa. Mas a vida é assim mesmo, cheia de surpresas. Quem lhe escreve é Antonio Santos Aquino, de 88 anos, que forjou sua consciência cidadã quando em 1950 aos 17 anos e 6 meses ingressou na Marinha.

Vi e vivi os anos trágicos de nossa vida social e política destes 70 anos e confesso, nunca ter vivido momentos tão complexos como este que vivemos.

Primeiro temos um presidente que é uma incógnita. Ninguém sabe até que ponto ele chegará, Dizem que o tal Olavo de Carvalho é seu guru. O que é isso?

MINISTROS BIZARROSEsse sujeito indica pessoas as mais bizarras para cargos importantes do governo e com autoridade para impor métodos inaceitáveis. Família é coisa sagrada.

O presidente e alguns de seus ministros falam em comunismo, esquerda, direita, populismo. Mas não sabem definir o que significa. O presidente às vezes diz coisas as mais disparatadas. Ninguém sabe aonde o presidente quer chegar. Seria um partido único? Ou seria arrolhar a boca de todos os brasileiros?

Seu histórico é muito complexo. Independentemente do que foi do que foi dito em jornais e revistas sobre sua vida militar. Como exemplo lembro o jornal “Tribuna da Imprensa”, com o retrato de Bolsonaro na capa e em letras garrafais dizendo que foi expulso do Exército e proibido de entrar nos quartéis.

DISSE GEISELLembrando também a série de entrevistas dadas pelo general Geisel no CEPDOC da Fundação Getúlio Vargas, que depois de sua morte foram transformadas em livro, sob o título “Ernesto Geisel”. Na página 113, o ex-presidente cita Bolsonaro em uma pergunta que lhe fizeram sobre os militares, dizendo que ele era “um mau militar”.

O senhor e outros militares que tenho ouvido em entrevistas nos dão uma sensação de segurança. Ao mesmo tempo ficamos perplexos com o tal Olavo de Carvalho ofendendo com graves palavras o general Heleno e o general Mourão. Já chamou Mourão de charlatão. E ofendeu ás Forças Armadas. Isso, ao meu juízo, não é aceitável.

OFENSA A MILITARES – Mas o que se ouve em alguns setores da sociedade é que Bolsonaro manda os filhos incitarem Olavo de Carvalho para ofender e diminuir os militares perante o povo, por saber que é menos capacitado que os senhores.

Voltando a Geisel, que disse ter sido Bolsonaro “um mau militar”, é preciso destacar que quem é mau militar é mau cidadão, mau político e mau pai. É só ver só ver o procedimento dos filhos, elogiando milicianos do “Escritório da Morte” e dando-lhes medalha, inclusive a de Tiradentes.

Assim, é muito difícil ficarmos tranquilos. Temos filhos e netos e não queremos que sejam bucha de canhão.

46 thoughts on “Leia a carta de um oficial da Marinha ao ministro da Defesa, sobre os absurdos na política atual

  1. Tb acho este governo um desastre. Porém foi eleito graças a golpista como está TI. Agora teremos que esperar pela vacina anti o vírus Jair18 que só estará disponível em 2022. Golpes nunca resolvem.

    • Aqui na TI, já houve mais respeito a opiniões. E olha que a carta publicada aqui, além de ser de um Sr. nos seus 88 anos, casado e paciente, citou um ex-presidente desta nação que segundo a história defendeu as Instituições. A curta e verdadeiro ato ridículo, partiu do caro Aureo, que deve ser no minimo seguidor do referido Olavo de Carvalho.

    • Não tanto quanto Bolsonaro.
      É um cidadão de 88 anos que mostra interesse pela vida publica, e respeitosamente, emite sua opinião sobre Bolsonaro, e com muita clareza, a emite sob à luz dos fatos que são incontestáveis.
      Parabenizo esse senhor que, apesar de não concordar em tudo que ele diz, tenho que respeitar sua humilde opinião.
      Em resumo, meu olhar sobre Bolsonaro é muito mais grave, e creio que esse governo tende a piorar em tudo, pois quem combateu covardemente o juiz Moro , o que não fará contra os seus?

      • Exatamente como penso. A hipocrisia, mentalidade ordinária e a falta de caráter do Bolsonaro é o que me deixa atordoada, sensação que já venho sentindo desde o mensalão.

        Esse povo que defende o presidente acha que não roubando tá bom…que pena!
        Grata pelas pessoas lúcidas que me fazem sentir menos só.

    • A guerra civil nos Estados Unidos que ele espera pode até chegar um dia, mas nao antes dos Estados Unidos ser a nação mais pujante.
      Será mais fácil na China, em Cuba, na Venezuela nem mais gierra poderá ter porque Chaves e Maduro destruiram toda a força do povo venezuelano.

      • Para uma nação que atingiu a hegemonia, manipulando, sabotando e, sobretudo; mantando para roubar e assim se locupletar. Hoje ficou bem mais difícil. Outrora, a corrida armamentista era bipolar: URSS e EUA, celada por um pacto recíproco: a nação que escapasse da pilhagem de uma potência, é por que estava sob o jugo da outra.
        Atualmente, a corrida por armas cada vez mais devastadoras está pulverizada e fora de controle: da ONU, Vaticano, Agências Reguladoras, Apelos da Humanidade etc.

  2. Meus votos de pronto restabelecimento à tua esposa, Aquino.

    Pois é, aquela velha história de sempre, quando pessoas mais experientes alertam do perigo que corremos em certos momentos mas, mesmo assim, queremos constatar por nós mesmos o risco que nos avisaram.

    Lembro perfeitamente dos teus comentários abordando quem era Bolsonaro.
    Eu fui um daqueles que não relevou as tuas observações, que as considerou exageradas, e que Bolsonaro não poderia ser a pessoa que descrevias em teus textos.

    Não só era como o descrevias, como também muito pior em certos aspectos!

    Dizem que as pessoas aprendem errando!?
    Não sei de onde saiu essa imensa bobagem. Essa afirmativa deveria ser dirigida às inúmeras pessoas que deixaram essa vida porque cometeram erros, e me reporto às invenções que foram mal usadas:
    A dinamite, o avião, o canhão, o revólver, o fuzil, o automóvel, as drogas, tanto os medicamentos quanto à maconha, cocaína, heroína, crack …

    Bolsonaro tem sido uma experiência que deu errado, e como diz o jargão popular, não foi por falta de aviso né, Aquino?

    Não conheço o general que endereçaste a tua carta, no entanto, pelo que parece, ele deve tê-la engavetado ou jogado no lixo.
    Tu sabes como sei, também, que a hierarquia militar é a base fundamental que sustenta as FFAA.
    Qualquer fissura, e vem abaixo séculos de tradição, de comandantes, de obediência irrestrita às ordens dos superiores. E deve ser assim, caso contrário, as instituições da Marinha, Exército e Aeronáutica implodem.

    Mas, na vida civil, havia uma escala hierárquica, se não tão perfeita como na caserna, pelo menos servia de parâmetro para aqueles que escolhíamos como governantes através do voto, que era o próprio povo.
    Por total negligência, descuido, uma certa irresponsabilidade, tendo como causa o nosso analfabetismo absoluto e funcional, nós, o povo, temos eleito gente muito ruim, incompetente, corrupta e má!

    Essa gentalha tem o dom de hipnotizar a maioria, e consegue o poder. Se fosse para administrar a nação, independente de ser boa ou não a sua legislatura, vá lá mas, a intenção é uma só:
    Roubar, em consequência, explorar e manipular o cidadão, tanto seus eleitores quanto os que não foram na sua conversa fiada antes da eleição.

    Dito isso, agora, depois de o erro ter sido cometido, pelo qual peço perdão e me penitencio diariamente nesse blog comentando a respeito,
    Bolsonaro é o nosso presidente.
    No entanto, se o povo não tivesse perdido a sua autoridade lá atrás, certamente já teria ou colocado Bolsonaro no passo certo na marcha ou estaria berrando e protestando nas ruas para tirá-lo do poder, medida que foi usada pelos militares com relação a Jango, diga-se de passagem.

    E, minhas desculpas, pois Jango no seu curto período de presidente ELEITO, em muitos aspectos foi bem melhor que Bolsonaro – não estou nem aí para as reações dos bolsonaristas, mas a verdade é uma só!

    Portanto, o meu aplauso à tua carta;
    O meu reconhecimento aos avisos que nos deste antes de elegermos Bolsonaro;
    E, apesar de tardiamente, minha solidariedade à tua coragem de escrever para um general – de quantas estrelas? – sobre o seu comandante, o presidente da República.

    Reitero minhas considerações à tua esposa.
    Saúde e paz.
    Saudações.

    • Belo texto, Franncisco.
      Conseguiu resumir o quadro dos homens públicos que assaltam o poder a décadas, em poucas palavras.
      Quanto a Jango, a minha opinião é que caiu pelos acertos, e seu maior erro foi dar confiança aos colunistas que se aliam a qualquer um que lhes dê guarida.
      Nosso povo carece ze informações para decidir seu voto, daí se encanta com qualquer pilantra tipo bolsonaro ou luiz inacio que tem em comum o don da mentira e sempre o apoio dos intelectualoides vagabundos e da classe artística desleixada.
      O processo civilizatório é longo e sinuoso e dá margem para esses espertalhões, a maioria matutos metidos a malandros que dão de roubar até chegar ao ponto de um ex governante levar 11 caminhões cheios de pertences do estado, e o pior de tudo, ser absolvido desse crime.
      A vergonha passa longe dessa cambada de marginais que se metem na vida pública, pensam que são politicos, mas de política mesmo nada sabem.
      Nosso país não merece esses canalhas que sw multiplicam como vírus e que se não exterminados logo levarão o Brasil à bancarrota.
      Hoje, temos o estado, de um modo geral, a união, os estados e os municípios infestados de vagabundos em todas sa esferas dos poderes, e muito remunerados em relação ao que produzem, e além disso ainda espoliam o contribuinte com corrupções, roubalheiras e incompetências.
      Pobres brasileiros que caíram nas garras desses desgraçados que pagarão tudo o que estão fazendo, e essa geração nao morrerá sem ver essas contas ajustadas.

      • Velasquez,

        Precisamos entender o seguinte:
        Com exceção dos árabes, que não pertencem ao Ocidente ou Oriente, em razão de ser um povo à parte com modos, costumes, tradições, filosofia e religião próprias, afora várias correntes dentro do Islamismo, onde algumas são mais brandas e outras radicais, logo, se decidirem se matar o mundo não se importará – preconceito injustificável contra esse povo e suas nações, a meu ver! – jamais uma nova guerra civil será desfechada nos Estados Unidos, jamais, até porque outros países se intrometeriam para impedir esse conflito.

        Li o artigo, cujo link foi postado acima, e não tem nada como motivo para esta deflagração, que seria amordaçada meia hora depois de ter iniciado.
        O governo americano é respeitado, por mais que tenha opositores ferrenhos contra si.
        O povo segue a lei, a Constituição, além de ter consciência sobre autoridades que os comandam.

        Mesmo com o aumento brutal de pobres no Tio Sam – Los Angeles registra mais de sessenta mil pessoas que moram nas ruas! -, a maioria absoluta quer ou manter o stablishment ou manter a paz entre eles.
        Se Trump não deu certo, elegerão o democrata ou continuarão com os republicanos ou, então, repetirão o que fizeram com Kennedy.

        Caso essa possibilidade remotíssima, de guerra civil, acontecer conosco, é como tem escrito Pereira Filho:
        Precisamos de mais, muito mais ainda, para uma possível reação popular.
        E, caso surgir, o banho de sangue seria uma carnificina, que teríamos até interventores internacionais aqui dentro, impedindo o genocídio.

        Tá, admito que os combates poderiam durar bem mais que nos Estados Unidos, pois tanto o nosso território quanto o entendimento do nosso povo diferem muito dos americanos.
        Mas haveria rendição dos rebeldes com o tempo, pois em seguida ficariam sem recursos e teriam de fugir para outros países, onde encontrariam outra resistência.

        O Brasil é enorme.
        Não tem como uma vitória em um certo combate ou território significar a tomada do poder.
        Se algum ou alguns estados da Federação se unissem, mesmo assim não encontrariam unanimidade nessa frente contra os poderes constituídos, e “eles” sabem disso.

        Atingimos um estágio de submissão absoluta, sem retorno, de apenas nos adaptarmos ou ficar pelo caminho.

        Abraço.
        Saúde e paz.

      • Escrevi o texto acima antes dessa tua manifestação ao meu primeiro comentário.

        Obrigado por concordares comigo, que concordamos com Aquino.

        Se admitimos que erramos, precisamos nos corrigir, e tem apenas uma forma, esta, que fazemos:
        criticar o mandatário peloso seus erros, omissões, irresponsabilidades, incompetência e de se deixar levar pela corrupção.

        Abraço.
        Saúde e paz.

  3. Um oficial!!!!! talvez quando tiver uma duzia de milhares de cartas de oficiais fique oficial.

    Esse mesmo oficial escreveu carta nos governos anteriores ou ficou mudo.

    Não li o texto só to no titulo

    • confesar aos 88 anos “nunca ter vivido momentos tão complexos como este que vivemos.” é esforçar demais para atingir o atual governo. Momentos complexos, sem dúvidas, foram os períodos dos governos militares no combate aos comunistas/esquerdistas que anos depois se tornaram os maiores corruptores desse pais.

    • al,

      Certamente não serviste o Exército ou qualquer outra Arma.

      Se Aquino foi ou não oficial, e daí?

      Sem qualquer falsa modéstia mas, quando fui Cabo, eu era melhor que muitos superiores meus, até OFICIAIS!

      Aquino pertenceu à Marinha, então oficialmente a carta que enviou ao general partiu de uma pessoa que foi colega do militar, porém de outra Arma.
      E, a sua missiva, teve o cunho de ser oficial porque assinada pelo autor, condição que vocês, bolsonaristas, desconhecem, pois sempre no anonimato.

      Certamente não por valentia e coragem, caso do Aquino, mas pela covardia e medo, que caracterizam os robôs do gabinete do ódio!

      Te orienta, al.

      • Caro Bendl,

        Não estou aqui a desdenhar denegrir o mal dizer o comentarista Aquino, que sempre aprecio suas intervenções, acredito sim em sua patente, não tenho duvidas de sua honestidade e coragem e certamente suas observações na dita carta devem ter algum fundamento, mas como escrevi , me ative ao titulo apenas.
        Posso até parecer ser um robô bolsonarista mas não sou.

        Abraços saúde e paz Bendl

        • al,

          Que belo comentário!
          Parabéns, guri, pela sinceridade e honestidade de propósito!

          És uma pessoa do bem, pois publicar esse tipo de explicação somente para quem tem caráter e dignidade.

          Valeu, meu caro.
          Fico alegre com essa tua manifestação pontual, adequada e necessária.

          Abração.
          Muita saúde e paz, extensivo aos teus amados.
          Te cuida, meu!

  4. O Sr. Aquino pegou leve, mas deu o recado em nome de todos os cidadãos e cidadãs que se preocupam com a atual situação do país e as consequências de ter um presidente desiquilibrado.
    Depois de ver Bolsonaro incitando a população a se rebelar contra as medidas de prevenção a Covid-19 dos governadores e prefeitos, tenho certeza que se dependesse de seus impulsos, teríamos tido uma guerra civil.
    Basta lembrar que houve mortes com arma de fogo por causa do uso de máscaras…

  5. Eu e o Aquino não somos amigos.
    No passado tivemos nossas diferenças, e foram sérias.

    Mas, faz parte da história do ser humano mudar, seja para melhor ou pior.
    Creio que mudei o meu comportamento na TI ultimamente, e para menos ruim.
    Do cara agressivo e de respostas prontas, me tornei um sujeito mais paciencioso, a menos que me pisem no pala, então retorno às minhas bases.

    Dito isso, o que jamais vou mudar será a minha coerência, que prezo em demasia.
    Na medida que defendo amigos meus quando agredidos ou ofendidos nesse espaço, e assim agi várias vezes, eu gostaria muito que respeitassem o Aquino.

    Não somente pelo seu direito constitucional de se expressar, porém pela sua idade, sua preocupação com o Brasil, a sua vida profissional e história pessoal.

    Se os bolsonaristas não sabem o que vem a ser respeito por uma pessoa, deixarão de ter a minha consideração, que ocasionaria na TI um mar de encrencas, ofensas, agressões, ataques e insultos desnecessários e à toa.

    Peço respeito ao colega, por favor.
    Se não gostam do que escreveu, vá lá, mas comentários de mau gosto e que exprimam o caráter do autor, seria de bom alvitre que fossem evitados.

    Esforcem-se por parecer educados, pelo menos.

  6. A carta está recheada de preconceitos, além de espalhar a fake-news da expulsão do então capitão Bolsonaro do Exército. Absurdo é um oficial da Marinha desconhecer esse fato, fato, fato. Sobre o Presidente Geisel considerar Bolsonaro um mau militar é só uma opinião. Eu também poderia considerar o Geisel um mau militar por apoiar e conspirar pelo afastamento do ex-presidente Jango.

    • Caramba! Os novos robôs humanoides bolsonaristas entraram em transe com a carta de Antonio Santos Aquino ao ministro da Defesa. É um fricote seguido de um faniquito…

      Como não têm condições de contestar o que está escrito, tentam menosprezar Aquino, que é casca grosso e não dá a mínima importância às bobagens que os robôs escrevem. Aliás, já tivemos, aqui na Tribuna, robôs bem melhores do que os atuais. Esses que infestam agora a TI devem ser de tecnologia já superada.

      CN

    • Não interessa muito ao povo brasileiro se Bolsonaro, foi o não foi um bom ou um mal militar.
      Pelo que apresenta na vida pública, parece ter sido péssimo, mas só parece, não sejamos tão pessimistas.
      Porém, como presidente, aí sim, qualquer um que saiba quais são as suas mais respeitáveis atribuições, observa que o atual presidente passa longe de ser um bom governante.
      Digo isso porque, fora qualquer tipo de argumento ideológico, o presidente não tem modos e nem classe para se portar diante da sua própria posição, pois sempre vacila em relação ao respeito que deve ter.
      Exemplifico a reunião de ministérios, tornada pública pelo STF, onde o dito cujo se comporta como um gângster que aparenta somente pensar em seus familiares e amigos, e expressando palavrões que desmerecem todos os colaboradores presentes, entre eles vários generais, que inacreditavelmente, permaneceram calados diante de tal compprtamento inaceitável, ainda que estivessem em um cabaré.
      Isso é grave demais, e como está gravado, as interpretações irão sw desdobrando, e chegará o dia que a sociedade, como um todo, tirará a conclusão derradeira de quem é realmente esse aventureiro.
      Não demorará, Bolsonaro desmoronará como luiz inacio, só que luiz inacio foi pego por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e bolsonaro pode ir além, isso é, por falsidade ideológica, formação de quadrilha(com familiares e amigos), lesa pátria e peculato.
      Torço para não ter razão.

  7. Parabéns Sr. Aquino, pela carta.
    Que todos nós cheguemos à sua idade com a lucidez e discernimento demonstrados no seu manifesto de preocupação com o destino deste País estraçalhado por todos os tipos problemas,ao meu ver, irremediáveis nos próximos 150 anos…
    Uma pena !
    Deveria ser um lugar maravilhoso, mas as gestões (todas), o transformaram NISTO, que acompanhamos e testemunhamos no dia a dia…

  8. carlosp,

    Sabemos que não tens procuração do presidente para defendê-lo, ainda mais dessa forma, anonimamente, um fiasco,

    Deverias te perguntar antes de subires nas patas de trás, as razões pelas quais Bolsonaro saiu do Exército;
    Por que se rebelou contra a cúpula militar?
    Por que chegou a ser preso e processado na Junta Miliar?

    O presidente cometeu o maior erro possível quando militar:
    queixou-se para superiores e subordinados dos baixos salários recebidos.

    Espia só o “amor” que ele sentia pela Pátria, aferidos em vencimentos!

    Os superiores evidentemente não gostaram, pois havia um ato legítimo de insurreição, que poderia redundar em grave distúrbio na tropa.
    Foi decretada a sua prisão.
    E foi levado para ser processado pela sua desobediência flagrante á hierarquia que deveria obedecer cegamente.

    Considerado inocente, em julgamento onde se previu que, se condenado, poderia causar descontentamento entre subordinados, pediu licença do serviço militar e se candidatou a vereador.

    Eleito, pediu a sua dispensa que, por questões militares, foi promovido à patente superior, capitão.

    Digamos que, Bolsonaro, se não tomasse essa atitude de se desligar, seria inevitavelmente “convidado” a dar baixa, logo a expressão “expulso”, se não correta tecnicamente, certa está porque o capitão se mandou do Exército antes que o expulsassem.

    Por isso o comentário de Geisel, que se tratava de um mau militar e não porque opinião do general, mas pela Folha ou Ficha – não me lembro mais – de Alterações DO REFERIDO oficial à época.

    Resumindo:
    Bolsonaro NÃO foi um exemplo como oficial, pois desobediente, encrenqueiro, que se indispôs com o sagrado numa tropa militar:
    a hierarquia.

    Aliás, bem se vê essa sua rebeldia inócua e infrutífera como presidente, onde seu inimigo agora não são os baixos rendimentos, mas a mídia!

    Ainda bem que, na condição de oficial, caso tivéssemos uma guerra, a Companhia comandada por Bolsonaro morreria no primeiro combate!

      • Vidal, meu conterrâneo,

        Bela postagem, bem lembrada!

        Ao admitir, na reportagem, que tinha sido DESLEAL, com seus camaradas, Bolsonaro confessou antecipadamente como é o seu caráter pessoa!

        Abração.
        Saúde e paz.

      • Nota à imprensa – Congresso precisa reagir: Salles e Bolsonaro são combustível do desastre ambiental

        Publicado em16 de setembro de 2020

        No texto, partido afirma que leniência incentiva ação de milícias antiecológicas que desmatam e incendeiam a Amazônia e o Pantanal; desde que chegaram ao poder, “todos os dias são Dia do Fogo”, diz Roberto Freire

        O Cidadania divulgou nota nesta quarta-feira (16) em que cobra reação do Congresso Nacional e anuncia que irá protocolar um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as responsabilidades pelo desmatamento e pelos incêndios na Amazônia e no Pantanal. O desastre ambiental levou a manifestações de empresas, instituições financeiras, ONGs, artistas, ativistas e líderes europeus contra a política ambiental do atual governo.

        O texto assinado pelo presidente nacional do partido, Roberto Freire, diz que a leniência do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, além da postura contemporizadora do vice-presidente Hamilton Mourão, sinaliza um “liberou-geral” para que “milícias antiecológicas” desmatem e incendeiem os dois biomas. “A carta dos países europeus divulgada hoje evidencia que estão queimando também a credibilidade do agronegócio moderno e legalizado e de todas as demais empresas exportadoras, ora ameaçadas por barreiras comerciais“, argumenta.

        Leia a nota abaixo:

        Nota à imprensa – Congresso precisa reagir: Salles e Bolsonaro são combustível do desastre ambiental

        É inexplicável que o Congresso Nacional acompanhe passivamente a destruição da política ambiental brasileira e, com ela, de imensos territórios na Amazônia e no Pantanal e de parte relevante de sua biodiversidade, desmatados e incendiados, em grande medida, pela ação ilegal de verdadeiras milícias antiecológicas. Tal omissão histórica será cobrada dos atuais mandatários se nada for feito.

        A carta dos países europeus divulgada hoje evidencia que estão queimando também a credibilidade do agronegócio moderno e legalizado e de todas as demais empresas exportadoras, ora ameaçadas por barreiras comerciais. Carbonizam, ainda, poderosa ferramenta de soft power, capaz não apenas de gerar divisas, mas também de ampliar a influência brasileira em fóruns internacionais.

        Onde estão as comissões de Meio Ambiente do Senado e da Câmara? Por que o Congresso que deu voz e representação política a ambientalistas como Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira e Marina Silva, entre tantos outros, se cala?

        Mais de 200 instituições financeiras, empresas e ONGs – da JBS à Natura, passando por WWF Brasil e Imazon – apresentaram propostas para deter a selvageria que avança sobre florestas e animais. Os maiores bancos do país criaram um conselho consultivo para ampliar o financiamento de projetos sustentáveis e a adoção de critérios de compliance ambiental em suas linhas de crédito.

        A Polícia Federal viu indícios de ação criminosa em incêndios no Pantanal e aponta cinco nomes de Mato Grosso do Sul como principais suspeitos. São conhecidos os 10 criminosos que mais desmatam a Amazônia, multados pelo IBAMA.

        O próprio ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, tem contra si apurações do Ministério Público. Greta Thunberg e Leonardo Di Caprio têm algo a dizer a respeito, mas não o Congresso brasileiro?

        A continuar se omitindo, o Legislativo se associa ao descalabro do laissez-faire bolsonarista, para o qual, desde a chegada do atual projeto político ao poder, todos os dias são Dia do Fogo. A leniência com que o ministro do Meio Ambiente e o presidente tratam o assunto e o passar-de-panos do vice Hamilton Mourão têm funcionado como senhas para o liberou-geral.

        CPIs foram propostas, aprovadas, investigaram e puniram por muito menos. O Cidadania irá protocolar no Senado e na Câmara um pedido para apurar as responsabilidades na destruição criminosa do Pantanal e da Amazônia. Que os nossos parlamentares tenham consciência da gravidade do momento e do papel histórico que deles se espera. É comum falar do impacto para as gerações futuras, mas aqui falamos também das consequências imediatas da ação de uma minoria.

        O Brasil, os brasileiros, as empresas e os empregos não podem pagar a conta por um cálculo eleitoral e financeiro digno de milícias instaladas no seio do Estado.

        Roberto Freire
        Presidente Nacional do Cidadania

    • Francisco, você reafirmou o que escrevi: Bolsonaro nunca foi expulso do Exército. O seu erro como militar foi ter escrito uma carta para a Veja, criticando os salários da época, sem estar autorizado pelos superiores. A repercussão positiva deste ato de indisciplina no meio militar motivou a sua candidatura a vereador. Como tantos outros, fez uma escolha difícil: abandonar a profissão militar para entrar no mundo político. Tivesse continuado no Exército após a punição, chegaria no máximo a oficial superior; na política, chegou a Presidente da República. Bolsonaro pode ser criticado por vários motivos, não por ter exercido legalmente o seu direito de escolha e jamais pela mentira de ter sido expulso do Exército.

      • carlosp.

        Bolsonaro fez pior que se tivesse sido expulso:
        FOI DESLEAL – palavras dele mesmo – com seus camaradas, e infringiu a hierarquia militar!

        Antes tivesse agredido fisicamente um superior ou subalterno, que incentivar uma rebelião entre a tropa!
        E não foi expulso tecnicamente, mas teve de sair do Exército pela desobediência e rebeldia.

        E, nessa decisão do tribunal militar, o erro clamoroso:
        houve receio que a expulsão de Bolsonaro gerasse descontentamento entre sargentos, cabos e soldados, podendo a situação ser agravada, pois o regime militar estava no seu ocaso.

        Logo, Bolsonaro não é de confiança; não sabe obedecer ordens; rebela-se facilmente se não satisfeito; não importa quem seja para ser desaforado!

  9. Uma coisa é certo, militarismo não combina com política. Se um dia foi taxado de mal militar, foi porque agiu em defesa da classe estando na ativa, o que é louvável no ponto de vista político. Como político não há o que se discutir, o mito foi vereador, sete vezes deputado, e agora presidente do Brasil. Isso é fato.

  10. Prezado Áureo,

    Com base no teu raciocínio, Bolsonaro foi um mau militar porque quis ser político, quando não podia;
    agora, como ex-militar, encontramos a explicação porque é um péssimo político, então a sofrível administração que padecemos.

    E dizer que era tão simples elucidar essa equação, bastava descobrir a incógnita.
    Em outras palavras:
    O pato não pode se meter a ganso.

    Parabéns, Áureo.

    Saudações.

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