Lembranças de guerra

Os judeus foram vítimas da “purificação racial” de Hitler

Sebastião Nery

Fazia frio naquela manhã de 8 de maio de 1945, no Seminário de Amargosa, na Bahia. Às 8 horas o Padre Feliciano já nos dava sua aula de italiano. Baixinho, compenetrado, vaidoso por sua pronúncia perfeita, balançava as pernas curtas que não chegavam ao chão.

De repente, pelas janelas abertas, começamos a ouvir um rumor que ia crescendo na praça em frente, com o povo pulando e cantando:

– “Hitler morreu, o urubu comeu, o couro é teu”!

O padre tentou impedir, mas corremos para a calçada e pulamos e cantamos também. A guerra tinha acabado: 8 de maio de 45. Tinha 12 anos. Escrevi a meu pai:

– “Aqui todos muito alegres pela paz, pelo fim desta terrível guerra. Ontem, benção com Te Deum, missa cantada, parada e festas na rua. Hoje, uma missa pelos soldados mortos”.

A guerra havia atingido a humanidade inteira

STALINGRADO

Dez anos depois, eu estava comemorando o fim da guerra do outro lado do mundo, em Stalingrado (hoje Volgogrado), a “cidade – martírio”: o “Morro da Mamãe” foi 9 vezes tomado pelos alemães e 9 vezes retomado pelos russos (o chão é um cascalho de cascas de balas), e onde estão enterrados mais de 200 mil habitantes, mortos pelas tropas de Hitler.

Foi lá que se entregou prisioneiro o general alemão Von Paulus, com todo o Exercito de Hitler, marcando o começo do fim da guerra. Estive dentro da casinha em que o general se apresentou preso. A gente sente bem de perto a tragédia que os russos sofreram com bombas caindo sobre a cidade 5 meses inteiros, dia e noite e 27 milhões de soldados mortos.

LENINGRADO

Stalingrado é sul. Lá em cima é Leningrado (hoje São Petersburgo), outra “cidade martírio”. O rio Neva corta Leningrado de todos os lados. São mil hectares de parques e jardins públicos, 101 ilhas, 65 canais, 48 pontes. E 3 milhões de habitantes. A cidade foi cercada, encurralada durante 3 anos, de 1941 a 1944, pelos alemães e toda bombardeada.

Voltei lá agora. Leningrado ainda tem a cara do horror da guerra.

VARSÓVIA

Varsóvia também é uma “cidade martírio”. Numa madrugada branca, toda pingada de neve, naquele já quase inverno de 1957, o velho motorista de táxi, olhos azuis e cabelos fogueados, ia me contando coisas de sua vida, entre o restaurante Krokodila e o hotel Bristol. De repente, a praça imensa, quadrada, seca, vazia, absolutamente vazia, como um pedaço de deserto caído sobre a cidade, com um discreto monumento negro ao centro.

– O que é isso, esta praça estranha?

– Aqui foi o gueto de Varsóvia. Aqui perdi pai, mãe, irmãos, filhos, minha família inteira. Aqui vivíamos, nós, os judeus. Em 1943, cansados do cerco de Hitler, indignados com as perseguições, violências e assassinatos diários dos nazistas, explodimos. Fizemos um levante armado, um desesperado suicídio. Fomos arrasados pela superioridade militar dos nazistas. Sobramos poucos, pouquíssimos. Fui um deles.

Arrastando seu francês cansado, o velho motorista de Varsóvia parou o carro pequeno de quatro lugares, saltou, chegou junto ao monumento e passou as gordas e avermelhadas mãos sobre a pedra negra, como se alisasse o rosto inútil dos pais, irmãos e filhos mortos. Tremi de frio e angústia na madrugada branca de Varsóvia vendo aquele homem encardido de desesperanças acarinhando a saudade de tudo que ele foi e a vida dilacerou nas garras da violência, do radicalismo, do racismo.

HITLER

Cheguei ao hotel, comecei a escrever uma série de indignadas reportagens sobre os crimes de Hitler contra os judeus: Treblinka, às margens do rio Buz, onde foram cremados os heróis do gueto de Varsóvia. Auschwitz, hoje museu da loucura dos homens, onde 3 milhões de judeus (180 mil franceses, holandeses, russos) foram massacrados e queimados.

Os campos todos da ignomínia, da barbárie racista alemã visitei e guardei a convicção de que, na dura luta do homem pela existência, uma coisa sobretudo não se justifica; a agressão pelo preconceito, a violência em nome da religião e a invasão dos países mais fracos para vender armas.

GUERRA

Faz 70 anos o fim desse festival de horrores. E o mundo não consegue festejar a paz. Por toda parte continuam pipocando guerras. Há sempre um tarado fabricando armas e um pais vendendo. Drummond sabia.

– “Toda guerra é ganha pelos generais e perdida pelos soldados”.

Como Hitler, hoje os Estados Unidos inventam guerras para vender armas. Eles, os grandes gigolôs da guerra, os maiores fabricantes de armas do mundo, não resistiram a Hitler como os ingleses, os franceses. Hoje invadem Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, África.

Lembrai-vos de Hitler!

30 thoughts on “Lembranças de guerra

  1. Para que nunca mais aconteça

    A 2 de Maio de 1945 o exército da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tomava o Reichstag. A bandeira vermelha com a foice e o martelo, hasteada por um soldado soviético, ondulava em Berlim. Passados alguns dias, a 8 de Maio de 1945, a Alemanha nazi assinava a sua rendição incondicional. A 9 de Maio o povo soviético comemorava em Moscovo a vitória na «Grande Guerra Patriótica», fazendo esse dia passar à História como o «Dia da Vitória». Tinha terminado a II Guerra Mundial no continente europeu, seguir-se-ia a derrota do Japão imperial no continente asiático. A Humanidade haveria ainda de conhecer terríveis crimes como os de Hiroshima e Nagasaki perpetrados pelos EUA quando o Japão já estava militarmente derrotado e se preparava para assinar a sua rendição.

    Foi em Maio que se pôs fim à maior tragédia que a História da Humanidade já conheceu e que custou a vida a mais de 50 milhões de seres humanos. Para trás ficaram anos de destruição de países inteiros com o «império» nazi e as ditaduras fascistas a ocuparem a quase totalidade da Europa continental. Cidades inteiras foram arrasadas, autênticos genocídios foram cometidos (só a URSS perdeu 15 por cento da sua população) pelas hordas nazi-fascistas. Os campos de concentração, as câmaras de gás, os fuzilamentos e os enforcamentos em massa ficaram como símbolos da barbárie que não devemos esquecer.

    Cerca de metade das vítimas da II Guerra Mundial foram soviéticos. Não há revisionismo histórico que possa apagar esta realidade. Não há operações de reescrita da História que possam eliminar factos como o de ter sido o Exército Vermelho a combater sozinho em 1942 cerca de 98 por cento da força militar nazi-fascista, na Frente Leste. Não há anticomunismo que permita retirar da realidade histórica a resistência heróica do povo e do exército soviético, como durante os 872 dias de cerco a Leningrado. Não há mentiras ou ocultações que apaguem da História o papel determinante das grandes batalhas como a de Stalinegado – que marcaria definitivamente a viragem na guerra e o início da impetuosa contra-ofensiva soviética – ou a de Kursk, «a maior batalha da História», onde foram eliminadas 50 divisões do exército nazi-fascista. Não há deturpação histórica que faça esquecer que o desembarque na Normandia pelas forças britânicas e norte-americanas apenas acontece quando era já dado adquirido que a União Soviética estava em condições de libertar, apenas com as suas próprias forças, toda a Europa.

    • A URSS libertar a Europa sozinha?

      kkkkkkkkkkkkkkk

      Cara, esqueceu da parte em que o próprio camarada Stálin SEMPRE QUIZ UM DESEMBARQUE ALIADO NA EUROPA OCIDENTAL? Esqueceu também da parte em que os soldados soviéticos comiam carne enlatada dos EUA, e costumavam comer pão cujo trigo contou contou com máquinas agrícolas DOS EUA para cultivo, entre outras coisas.

      Faltou você falar do pacto assinado pela URSS e Alemanha nazista, com os soviéticos tendo fornecido COMBUSTÍVEL QUE A AVIAÇÃO ALEMÃ PARA BOMBARDEAR A INGLATERRA. Nossa, você não disse tanta coisa.

  2. Os Estados Unidos como sempre em política externa mostrou na segunda guera um de seus maiores erros, quando apoiou uma ditadura hedionda, a de Stalin contra seu ex-aliado, o também ditador Adolf Hitler.
    Resultado da guerra:
    Os EUA perdeu a guerra, embora vencendo as batalhas, mas seu povo ganhou com o mercado mundial, carente de tudo.
    O povo russo perdeu, continuando com sua condição de escravo de Stalin, que, este sim, ganhou com a guerra , vencida pelo seus escravos e com a ajuda fundamental americana com o aço, locomotivas e armamentos.

    • E até quando vamos atribuir a culpa dos crimes denunciados por Nery à má política externa dos EUA ? Errar uma vez, tudo bem. Mas “continuar errando” é má fé. O senhor não acha ?

      • Claro. Perfeito.
        A invasão do Iraque, a deposição de kadafi, a interferência contra Assad na Síria. Tudo isso são erros dos EUA e que hoje vemos suas nefastas consequências. Não que os ditadores depostos não fossem assassinos , mas nas arábias, e eu já disse isso aqui há anos, sai um governante ruim e entra outro muito pior.
        Mas os EUA acertaram em salvar a Coreia do Sul do comunismo e tentaram salvar o Vietnan do Sul, mas este deu azar, pois os americanos perderam a guerra.

    • Mauro, se os Estados Unidos não tivessem apoiado a Rússia contra a Alemanha, provavelmente teríamos hoje um regime nazista como maior potência mundial.

  3. MATANÇAS DE PALESTINOS FORAM INTENSIONAIS

    Posted on 7 de maio de 2015

    Jerusalém/ Resumen Latinoamericano/ 05 de maio 2015.- Oficiais e soldados reconhecem que na ofensiva do verão passado abriram fogo indiscriminado contra civis e zonas urbanas, uma circunstância que elevou drasticamente o número de vítimas e pode constituir crime de guerra.

    Os testemunhos de mais de sessenta oficiais e soldados confirmam que Israel causou uma indiscriminada matança de palestinos civis e uma destruição desproporcional durante a operação Margem Protetora do verão passado contra a Faixa de Gaza, quando morreram mais de 2.100 palestinos e ficaram feridos quase onze mil, em sua imensa maioria civil.

    Os testemunhos foram recolhidos pela ONG israelense Rompendo o Silêncio (RS), integrada por oficiais e soldados em serviço ou na reserva que se posicionam contra a ocupação da Cisjordânia e de Gaza. 25% dos testemunhos correspondem aos oficiais até o grau de comandante, enquanto o restante é de suboficiais e soldados. Suas declarações “foram investigadas meticulosamente para garantir sua veracidade”, disse RS.

    O informe “suscita serias preocupações por conta da violação sistemática e não acidental de princípios chaves das leis da guerra”

    O advogado israelense Michael Sfard, conselheiro legal da RS, considera que o informe “suscita serias preocupações por conta da violação sistemática e não acidental de princípios chaves das leis da guerra, que foram estabelecidas precisamente para evitar o que ocorreu na Faixa de Gaza: a matança de civis e uma vasta e indiscriminada destruição de edifícios civis e de bairros”.

    O diretor da RS, Yuli Novak, não é menos contundente. “Mediante estes testemunhos nos inteiramos de que existe um amplo fracasso ético nas normas de combate do exército, e de que este fracasso se origina no mais alto da cadeia de comando e não é simplesmente o resultado de ‘algumas maçãs podres’”.

    A ONG denuncia que as normas de combate recebidas pelos soldados que participaram da operação eram “as mais permissivas que já tinham ouvido”, o que explica o elevado número de vítimas, assim como a destruição de milhares de habitações durante os meses de julho e agosto de 2014. Muitos dos soldados entrevistados afirmam que as ordens eram disparar para matar qualquer pessoa.

    Muitos do soldados entrevistados afirmam que as ordens eram disparar para matar qualquer pessoa

    O informe aparece ao mesmo tempo em que a promotora da Corte Penal Internacional (CPI), Fatou Bensouda, está considerando a possibilidade de abrir uma investigação sobre pretensos crimes de guerra cometidos por Israel nos territórios palestinos ocupados a partir de junho de 2014, ou seja, pouco antes de Israel ter iniciado os ataques contra Gaza.

    A promotora da CPI declarou ao diário Haaretz, na sexta-feira, que no caso de abrir a investigação, o que ainda não está decidido, o Ministério Público poderia investigar soldados e oficiais de baixo escalão com a finalidade de utilizar seus testemunhos “contra aqueles que são mais responsáveis”, ou seja, contra os chefes militares e os dirigentes políticos que autorizaram a operação.

    Em resposta à pergunta do jornalista sobre se a CPI investigará oficiais israelense de baixo e médio escalão, Bensouda disse: “Caso se abra uma investigação em uma situação dada, meu escritório se guiará por uma política de investigar e perseguir aqueles que tenham maior responsabilidade na execução dos crimes massivos”.

    Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2015/05/05/palestina-militares-israelies-confiesan-que-las-matanzas-en-gaza-fueron-intencionadas/

  4. Aproveito o texto primeiro de Ednei Freitas, de modo a complementar que a Rússia tinha condições de sozinha libertar a Europa do jugo nazista … para depois aprisioná-la de novo, conforme a ideologia comunista!
    O Leste Europeu, a divisão da Alemanha em Ocidental e Oriental, as invasões contra a Hungria e antiga Tchecoslováquia, o domínio de parte da Polônia, as demais nações que compunham a terrível Cortina de Ferro, também não podem ser esquecidas pelos milhares de mortos que sofreram dos russos depois do término do maior conflito da História pelas armas dos soviéticos.
    Inegável a valentia e determinação do povo russo, que combateu os nazistas inicialmente em franca inferioridade, como não se pode esquecer a recuperação da Rússia na fabricação de armas e tanques, o famoso T-34, que se mostrou mais eficiente que o carro de combate alemão, o Tigre e, fundamentalmente, as agruras do inverno naqueles ano de 42 e 43, o “general inverno”, que ajudou em demasia a resistência do povo soviético e o seu contra-ataque.
    Também não podemos deixar de lado os vinte milhões de russos assassinados por Stálin quando da implantação do comunismo, que o torna um dos maiores genocidas da História, somente ultrapassado por Mao Tse Tung.
    Admito que a História da Rússia é rica; que a cultura daquele povo é uma das mais sólidas que existe; o seu apego e amor à “Mãe Rússia”, mas o povo sofreu muito nas mãos de déspotas, dirigentes cruéis, sádicos, uma das razões pelas quais a ferocidade em combate do soldado russo, que viu a oportunidade de compensar a violência que era vítima de seus compatriotas comunistas ao enfrentar o invasor nazista, que lhe tirava o pouco que havia conquistado à base de sacrifícios, terror e mortes!
    A História registra que o fim do comunismo na Rússia se deveu à ineficiência e incompetência da ideologia, que não conseguiu alimentar o povo, que não tinha como os aquecer nos rigorosos invernos, e porque tentou enfrentar o seu maior inimigo político, os Estados Unidos, por ocasião da cortina de defesa espacial criado por Reagan, intitulado Guerra nas Estrelas, e que levou a Rússia à falência.
    Admiro o povo russo, mas repudio o comunismo e seus males cometidos contra a Humanidade, ao mesmo tempo que enalteço o Desembarque na Normandia, que conteve o avanço comunista e seu plano de hegemonia européia, que também foi uma das razões pelas quais os americanos criaram o Plano Marschall, pois com a devastação provocada pela guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações de contestação aos governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise europeia e concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.
    Ainda bem que deu certo!

  5. O PCdoB celebra um genocida

    ESCRITO POR THIAGO CORTÊS | 11 MAIO 2015
    ARTIGOS – MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

    Stálin é a figura de louvor do PCdoB, o mais fiel e antigo aliado do PT.

    Com a desculpa de celebrar um capítulo da vitória dos Aliados contra a Alemanha nazista, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) fez uma verdadeira homenagem ao genocida Josef Stálin, responsável pela morte de mais de 60 milhões de seres humanos.

    O PCdoB publicou em seu site o editorial “Em 9 de maio, os 70 anos da gloriosa vitória de um ideal”, no qual confunde propositalmente a derrota dos nazistas com “a vitória do ideal comunista”, uma falsificação da História que lembra as profecias de Orwell:

    “O 9 de maio representa a derrocada da ideologia mais reacionária, terrorista e criminosa que o capitalismo produziu, o nazi-fascismo[…] Marca também uma retumbante vitória dos povos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e do movimento comunista internacional, indubitavelmente os principais protagonistas da luta antifascista.”

    Os falsificadores da História que escreveram a frase mentirosa acima certamente querem nos fazer esquecer o pacto Nazi-Soviético, assinado agosto de 1939 pelo camarada Stálin e Adolf Hitler, dois adoradores do Estado forte, intervencionista e autoritário.

    O pacto celebrado entre Stálin e Hitler proibia agressões mútuas, vetava alianças com inimigos dos signatários e determinava que possíveis discordâncias fossem resolvidas com uma “amigável troca de opiniões”. Ou seja, nazistas e comunistas estiveram no mesmo barco.

    Com a eminente deflagração da guerra, Stálin e Hitler queriam partilhar as conquistas entre eles, criando duas grandes esferas de influência, uma alemã, outra soviética. A Polônia, rasgada em duas na altura do rio Bug, seria apenas o primeiro prêmio a ser dividido.

    Mas esta bonita história de amor entre nazistas e comunistas terminou abruptamente em junho de 1941, quando a Alemanha, sem prévio aviso, invadiu o território soviético. Foi então que Stálin decidiu se travestir de antifascista e lutar ao lado dos capitalistas burgueses.

    O editorial do PCdoB é tão mentiroso que vende um passado surreal no qual a verdadeira guerra foi travada entre comunistas e anticomunistas, ignorando o fato de que Hitler, Mussolini e Stálin se admiravam mutuamente e odiavam a democracia liberal.

    Os falsificadores do PCdoB apresentam um Stálin bondoso e libertador que seria exatamente o oposto do malvado e tirano Hitler:

    Na arena internacional, Stálin tentou incansavelmente estabelecer alianças militares contra o nazismo, especialmente com a Inglaterra e a França, sempre recusadas, pois havia o desejo secreto de que Hitler derrotasse os comunistas soviéticos.

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    O historiador Timothy Snyder lembra que havia mais semelhanças do que diferenças entre nazistas e comunistas. Na verdade, eram dois impérios totalitários da Europa mantidos pela escravização de povos inteiros, coletivizações e, é claro, genocídio:

    “Hitler e Stalin dividiam certa estratégia de tirania: eles causavam catástrofes, culpavam o inimigo de ocasião e depois usavam as mortes de milhões para alegar que seus atos eram necessários. Os dois tinham utopias transformadoras, um grupo para culpar quando suas realizações se provavam impossíveis e uma estratégia de assassinato em massa que podia ser proclamada como uma vitória ersatz (falsa)”

    Os nazistas mataram milhões de judeus; os comunistas mataram de fome milhões de ucranianos. Calcula-se que 3,3 milhões morreram de inanição na Ucrânia dominada pelos soviéticos, na fome de 1993 que se seguiu à coletivização destrutiva de Stalin.

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    Snyder ainda lembra os cerca de 250 mil cidadãos soviéticos, predominantemente poloneses, mortos devido à sua origem étnica entre 1937 e 1938. Às vezes, a polícia pegava nomes poloneses de guias telefônicos, ou fazia prisões em massa em igrejas polonesas.

    O camarada Stálin foi também responsável pela morte de cerca de 700 mil bolcheviques e militares nos chamados Processos de Moscou, no qual a maioria das “confissões” era obtida por meio de tortura. Matou, torturou e fez desaparecer seus adversários no partido.

    Stálin é celebrado pelo partido de Jandira Feghali, que recentemente literalmente tentou calar o senador Roberto Freire e, com a reação dele, fez um escândalo como se fosse uma vítima de stanilistas.

    Stálin é herói do partido de Manuela D’ávila, a patricinha comunista que adora passear em Nova Iorque, o coração do imperialismo ianque.

    Stálin, enfim, é a figura de louvor do PCdoB, o mais fiel e antigo aliado do PT, aquele partido que quer “humanizar as redes” e “democratizar a mídia”.

    ATUALIZAÇÃO: Após centenas de mensagens negativas em sua fanpage, o PCdoB retirou a postagem com o texto do editorial supracitado e a foto de Josef Stálin. Mas o texto continua no site do partido.

  6. Prezados senhores Francisco Bendl e Mauro Julio Vieira,

    Postei meu comentário para lembrar, e fazer justiça histórica, ao papel desempenhado pela União Soviética na Segunda Guerra Mundial. Tanto os orientais quanto o ocidente tem o dever de reverenciar a bravura do povo e dos soldados soviéticos que livraram o mundo do Nazismo. Isto também o Sr. Francisco Bendl reconheceu. Agora, outra coisa foram os crimes de Stalin, e já houve na própria Rússia um processo de desestalinização. Stalin deixou de ser reconhecido como herói e passou a ser considerado genocida, mesmo na Rússia. Tiraram o nome da cidade de Stalingrado, inclusive.

    No entanto, governos stalinistas ainda fazem parte do mundo atual, a exemplo de Cuba e Coréia do Norte. Mas alguns partidos socialistas condenam com veemência os crimes de Stalin, a exemplo do PPS. Até mesmo no testemunho do Sr. Mauro Julio Vieira acima, embora num texto um tanto confuso diz que “Stálin é celebrado pelo partido de Jandira Feghali, que recentemente literalmente tentou calar o senador Roberto Freire e, com a reação dele, fez um escândalo como se fosse uma vítima de stanilistas”. Não sei a quem Mauro Julio está se referindo quando diz que “fez um escândalo como se fosse vítima de stalinistas”. Mas, de qualquer modo, a citação de Mauro Julio Vieira diz a verdade quando da reação do presidente do PPS Roberto Freire contra Jandira Feghali, esta do PC do B que tem um programa de partido stalinista (embora pratique coisa diferente mas igualmente ignóbil, que é associar-se à escória do PT).

    O PPS e eu, somos firmes no combate ao stalinismo e achamos que Stalin foi um genocida. Também reconhecemos o fracasso do comunismo na União Soviética, em Cuba, na Coréia do Norte. Há muito tempo o PPS não advoga ditadura do proletariado, e se lança numa perspectiva democrática, um socialismo democrático, pronto a conviver com a economia de livre mercado. Reconhecemos, também, como genocida Mao Tse Tung. Não obstante, a China permanece com um regime ditado pelo Partido Comunista Chinês, criado por Mao, e vem dando certo. Mas dá certo porque abandonou a ortodoxia marxista e é hoje um capitalismo de Estado.

    Diga-se de passagem, ao Sr. Mauro Julio Vieira, que o PPS não tem nada a ver e se opõe ao PC do B stalinista. Mas quanto a isso não podemos fazer nada. É mais possível uma aliança do PPS com partidos de direita (como vem acontecendo) do que com o horrendo PC do B. O PC do B em nada nos representa.

    Concordo com o Sr. Francisco Bendl quando diz: “O Leste Europeu, a divisão da Alemanha em Ocidental e Oriental, as invasões contra a Hungria e antiga Tchecoslováquia, o domínio de parte da Polônia, as demais nações que compunham a terrível Cortina de Ferro, também não podem ser esquecidas pelos milhares de mortos que sofreram dos russos depois do término do maior conflito da História pelas armas dos soviéticos”. Com a vitória na segunda guerra mundial, simplesmente a Rússia dividiu o mundo em dois pedaços, junto com os Estados Unidos. Mas o fracasso soviético foi retumbante depois de alguns anos.

    Estou escrevendo aqui, em primeiro lugar porque o Sr. Francisco Bendl e o Sr. Mauro Julio Vieira gozam de minha admiração, pelos comentários que postam nesta Tribuna, sempre proteicos e respeitosos, mas, em segundo lugar, para que os leitores e comentaristas do blog possam parar de confundir e colocar no mesmo saco os socialistas democráticos do PPS e os ditadores tiranos do velho comunismo, como Fidel Castro, Mao Tse Tung, Pol Pot, Kim-Jun-Il (da Coréia do Norte) e Stalin. Não. Não é a mesma coisa.

    O que não podemos esquecer é o feito heróico dos soldados da União Soviética que, praticamente sozinhos (e ao custo de milhões de vidas soviéticas) derrotaram Hitler e ajudaram a salvar do Nazismo inclusive o mundo ocidental.

    Reconheço que há uma má vontade contra a esquerda em geral porque o PT foi taxado como partido de esquerda, o que não é! Mas pelo erro de a população assimilar esta propaganda petista de pseudo-esquerda, isso fez criar uma zona de desconfiança para toda a esquerda, indiscriminadamente. Mais uma obra deletéria do PT. Como já disse várias vezes aqui, com provas, o PT é um partido de direita e governa para as direitas monopolistas, latifundiárias, e banqueiros. Faz parte das elites que tanto criticam.

    Observo aqui que os comentaristas da TI têm, em geral, uma posição à direita. Mas nós precisamos também da direita para defenestrar o governo do PT. Veja-se a valorosa colaboração do DEM na oposição ao governo Dilma.

    Abraços aos dois,

    Ednei Freitas

    • Obrigado Ednei Freitas.
      Embora, eu considere o esquerdismo uma religião que, como tal, o que não se explica tem explicação, acho que o PPS é um partido realista e democrático. Tem os pés no chão com um dos melhores políticos deste país que é , na minha opinião, Roberto Freire.

  7. Os EUA estavam cagando e andadando para o que contecia na Europa, até o momento no qual foram atacados pelos Zeros Japoneses. Ai, entraram na guerra. Foram decisivos? Não! Decisivos foram os Sovieticos, sem eles fatalmente o eixo teria vencido a contenda. Muitas verdades não importam sobre a segunda grande guerra. Por exemplo; o que importa é que morreram 6.000.000 de judeus. Os 30.000.000 de Sovietícos que morreram, deixa pra lá, ninguém fala, a grande mídia venal e venalizada não comenta. São pessoas de quinta categoria, ou de, categoria nenhuma, quem se importa, eram comunistas. filhos de satanas.
    Nesse espaço, alguns escribas escolhem a quem defender, e a quen satanizar, eu de minha parte não poupo ninguém, seja ele comunista ou capitalista, o mau é um só

    • Todos se lembram dos milhões de russos que morreram e que foram os que ganharam as batalhas, mas acabaram como perdedores, pois continuaram escravos de Stalin que foi o ganhou a guerra com o sacrifício deles.

    • Luiz,
      A questão dos judeus é delicada, mas fácil de ser compreendida.
      Não há autoridade da parte de qualquer ser humano que decida quem deve morrer, ser mantido vivo ou exterminado.
      Muito menos quando a questão se reveste de cunho étnico, preconceituoso, intolerante, e se mistura à política, à economia, aos aspectos sociais.
      Inegável à perseguição aos judeus ao longo da História, culpados até pouco tempo atrás pela crucificação de Cristo, inclusive.
      Um povo que se viu injustiçado por séculos, que se escondia, que se tornou nômade para fugir dos assassinatos e preconceitos.
      A derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, e os itens draconianos do Tratado de Versalhes, esmagaram a Alemanha, e a jogaram na pior crise econômica de sua história, que ampliou as graves consequências quando houve a Quebra da Bolsa, em 1929, nos Estados Unidos, que afetou o mundo.
      A atenção dos nazistas se voltam contra os judeus por vários fatores, pois alguém deveria ser o bode expiatório à reunificação do povo alemão, de modo que voltasse a ter o orgulho de Bismarck, e seu Segundo Reinado.
      O judeu foi escolhido porque pacífico, um povo organizado, religioso, culto, de tradições únicas, trabalhador, que tinha consigo as mesmas qualidades que os alemães, mas se mantinha neutro nessas contendas, então aclamado como traidor e responsável pela queda na economia alemã.
      Hitler achou que a raça ariana, a dos alemães, não poderia se misturar com os judeus, e a perseguição implacável retorna contra este povo de forma desumana, cruel, de um sadismo que jamais houve registro na História, simplesmente abominável, absolutamente bestial!
      Não importa se morreram seis milhões de judeus, cinco ou foram quatrocentos mil, não vem ao caso. Credite-se à maldade dos nazistas, o ódio que sentiam pelos judeus, os capítulos mais repugnantes protagonizados por seres humanos, atos imperdoáveis, e que jamais deveremos aceitar que venham a ser cometidos!
      Os Campos de Concentração e o sofrimento infligidos aos presos, a maioria absoluta de judeus, seus fornos crematórios, a morte por inanição, doenças, sede, os espancamentos, as humilhações, me fazem escrever este comentário indignado por eu ser humano, portanto, condição que me revolta porque pessoas iguais a mim permitiram essas atrocidades inenarráveis, e hoje se discute se a quantidade de judeus mortos de forma deplorável tenha sido a anunciada, por favor!
      Aliás, a Humanidade carregará em suas costas dois episódios que a deixam marcada como insensível e demasiadamente cruel com os mais fracos, assim como se marcavam os judeus nos Campos de Concentração de Auschwitz-Birkenau, Dachau, Treblinka, Bergen-Belsen, Buchenwald, Klooga, Varsóvia …
      O Holocausto e a Escravidão!
      Páginas sangrentas, violentas, desprezíveis, que deixarão manchas indeléveis em nossas consciências.

  8. Prezado Luiz Antônio,
    Respeitosamente, se não fossem os americanos, a guerra teria continuado sabe-se lá por quanto tempo e quem teria sido o vencedor.
    Por favor, meu caro, o auxílio bélico, econômico, alimentar, de pessoas após dezembro de 41, quando os Estados Unidos declararam guerra ao Eixo, simplesmente foi decisivo à vitória dos aliados.
    Não podemos afirmar certas colocações, pois basta uma análise mais detida sobre os fatos à época para se concluir que a entrada do Tio Sam decidiu o lado vitorioso, não só porque os americanos entraram no conflito – na Europa em 43, antes somente no Pacífico combatendo japoneses -, mas em razão do apoio que enviavam à Europa ANTES de se envolverem na guerra, em dezembro de 41!
    Ora, o fundamental numa contenda em larga escala e demorada, como a Segunda Guerra, dois são os fatores cruciais:
    Economia (alimentos, combustíveis, exércitos preparados, armamentos, quantidade de pessoas na reserva, conforme a duração do conflito e perdas humanas) e Estratégia (vitórias em combate, avanços, conquistas sobre o inimigo, moral da tropa elevado, coesão entre as Forças Armadas).
    Até meados de 43, os nazistas dominaram a Europa Central, parte da África, Escandinávia (norte da Europa) e avançaram sobre o Leste, rasgando o Tratado de Não-Agressão firmado com os russos, em 1939, denominado Pacto Molotov-Ribbentrop.
    A presença dos americanos em solo europeu, a partir de meados de 43, que se somaram à permanente e ininterrupta produção americana de armamentos, canhões, tanques, munições e, principalmente, AVIÕES, e mais o fornecimento de comida e combustível, exauriram as forças do Eixo, liquidaram com os alemães.
    A derrota para os soviéticos teria reconcentrado ainda o poderio dos exércitos nazistas na proteção da Alemanha que, mesmo perdendo combates importantes até o Desembarque dos aliados na Normandia, contra-atacava perigosamente na Holanda, divisa com a França, e suas poderosas defesas instalas às margens do Atlântico em território francês.
    Decididamente os soviéticos não foram os causadores da derrota dos nazistas. Os russos tiveram uma participação decisiva na defesa de seu país quando expulsaram os invasores de suas terras, mas jamais contribuíram à libertação da França e outros países da Europa, e não ajudaram os ingleses em se defender das bombas V1 e V2 lançadas sobre sua ilha, muito menos na devastação que os nazistas fizeram até o final de 43 no Atlântico, afundando centenas de navios carregados de mantimentos, armas e combustíveis, que vinham dos Estados Unidos para os europeus, diante da eficiência dos submarinos nazistas, que durou até a descoberta do código que a Alemanha usava através da máquina Enigma, pelos ingleses, que passaram a interceptar os ataques alemães!
    Aonde estavam os russos?
    Somente em seu território, defendendo-se dos ataques nazistas.
    Repito:
    A participação americana em fornecer ajuda aos aliados, em princípio, mesmo não participando diretamente da Guerra, já taria decidido o lado vencedor, apesar da hipótese de o conflito se estender por mais um ou dois anos, na Europa.
    Com a entrada das tropas dos Estados Unidos, a vitória sobre os nazistas, o Eixo, era uma questão de tempo, nada mais.
    Neste filme trágico, doloroso, de milhões de pessoas mortas e nações devastadas e arrasadas, o ator principal foi os americanos. Os coadjuvantes foram ingleses e franceses. Os russos, figurantes, que ampliaram a grandiosidade desta película quando a História lhes chegou em solo soviético.
    Um abraço, Luiz.

    • Bendl, enquanto os russos estavam defendendo seu território, com isso imobilizaram e destruiram uma parcela considerável do poderio militar alemão, que se não fosse isso poderia ter alterado consideravelmente o andamento da guerra na Europa, e evitaram que Hitler se apoderasse dos recursos industriais, naturais e agrícolas da URSS, como o petróleo, que também teriam ajudado enormemente a Alemanha. Isso ajudou consideravelmente a vitória aliada. Simplesmente por sua resistência contribuiram sim, e muito, para a libertação da Europa. Se não foram aviões russos que abateram bombas V1 sobre a Inglaterra e destruíram as rampas de lançamento das V2, o desgaste que a resistência dos russos causou às tropas de Hitler e a falta, no teatro europeu, dos aviões que eles obrigaram a Luftwaffe a manter no front russo ajudaram, sim, os ingleses a defenderem sua ilha.

      • Wilson,
        De 39 até meados de 41, quando os nazistas invadiram a União Soviética, ingleses, franceses, e demais nações europeias, se viram em grandes dificuldades com a Alemanha.
        As tropas alemãs que foram enviadas à Rússia e derrotadas, que possibilitaram a reação dos russo, aconteceu quando os nazistas já capitulavam na Europa Central, Wilson.
        Os soviéticos entraram em território alemão dois meses antes de os nazistas se render, e depois do Dia D, em junho de 44!
        Até esta data, mesmo com a prisão de Von Paulus, o marechal alemão preso pelos russos e a perda de mais de meio milhão de soldados alemães, os nazistas estavam vivos na guerra, deve-se frisar esta questão.
        Os russos derrotaram os alemães em sua casa, mas não no teatro de guerra europeu, diferentemente quando os nazistas enfrentaram ingleses, franceses, americanos, brasileiros, holandeses, iugoslavos …, espalhados pela Europa.
        Um abraço, Wilson.

  9. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: CRONOLOGIA

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    Comentários
    18 de setembro de 1931

    O Japão invade a Manchúria.

    2 de outubro de 1935 a maio de 1936

    A Itália fascista invade, conquista e anexa a Etiópia.

    25 de outubro a 1º de novembro de 1936

    A Alemanha nazista e a Itália fascista assinam um tratado de cooperação em 25 de outubro; e em 1º de novembro, o Eixo Roma-Berlim é anunciado.

    25 de novembro de 1936

    A Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Comintern, isto é, Anti-Internacional Comunista, direcionado contra a União Soviética e o movimento comunista internacional.

    7 de julho de 1937

    O Japão invade a China, dando início à Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

    11 a 13 de março de 1938

    A Alemanha incorpora a Áustria na assim chamada Anchluss, ou seja, anexação.

    29 de setembro de 1938

    A Alemanha, a Itália, a Grã-Bretanha e a França assinam o Acordo de Munique, o qual força a República Tchecoslovaca a ceder à Alemanha nazista a região dos Sudetos, incluindo as importantes posições estratégicas de defesa militar daquele país.

    14 a 15 de março de 1939

    Sob pressão alemã, os eslovacos declaram sua independência e formam a República da Eslováquia. Os alemães ocupam as províncias remanescentes da Tchecoslováquia, em violação ao acordo de Munique, formando o Protetorado da Boêmia e Morávia.

    31 de março de 1939

    A França e a Grã-Bretanha asseguram a integridade das fronteiras do estado polonês.

    7 a 15 de abril de 1939

    A Itália fascista invade e anexa a Albânia.

    23 de agosto de 1939

    A Alemanha nazista e a União Soviética assinam um pacto mútuo de não-agressão–o Pacto Ribbentrop-Molotov — e fazem um aditamento secreto dividindo o leste europeu entre si, em duas esferas de influência.

    1º de setembro de 1939

    A Alemanha invade a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial na Europa.

    3 de setembro de 1939

    Honrando sua garantia de segurança às fronteiras da Polônia, a Grã-Bretanha e a França declaram guerra à Alemanha.

    17 de setembro de 1939

    A União Soviética invade o leste da Polônia.

    27 a 29 de setembro de 1939

    Varsóvia, capital da Polônia, se rende no dia 27 de setembro. Membros dogoverno polonês fogem para o exílio através da Romênia. A Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia entre si.

    30 de novembro de 1939 a 12 de março de 1940

    A União Soviética invade a Finlândia, iniciando a chamada Guerra de Inverno. Os finlandeses requerem um armistício e são obrigados a ceder para a União Soviética a margem norte do lago Lagoda e a pequena linha costeira finlandesa no mar Ártico.

    9 de abril de 1940 a 9 de junho de 1940

    A Alemanha invade a Dinamarca e a Noruega. A Dinamarca se rende no dia do ataque; a Noruega resiste até 9 de junho.

    10 de maio de 1940 a 22 de junho de 1940

    A Alemanha ataca a Europa Ocidental – França e os Países Baixos neutros. Luxemburgo é ocupado no dia 10 de maio; a Holanda se rende em 14 de maio, e a Bélgica em 28 do mesmo mês. Em 22 de junho, a França assina um acordo de armistício pelo qual os alemães ocupam a parte norte do país e toda a linha costeira do Atlântico; e no sul da França é estabelecido um regime colaborador dos nazistas com capital em Vichy.

    10 de junho de 1940

    A Itália entra na guerra, e invade o sul da França em 21 de junho.

    28 de junho de 1940

    A União Soviética força a Romênia a ceder a província oriental da Bessarábia e metade da região norte da Bucovina para a Ucrânia Soviética.

    14 de junho de 1940 a 6 de agosto de 1940

    A União Soviética ocupa os países bálticos entre 14 e 18 de junho, articulando golpes de estado comunistas em cada um deles entre 14 e 15 de julho, para em seguida anexá-los como Repúblicas Soviéticas, entre 3 e 6 de agosto

    10 de julho de 1940 a 31 de outubro de 1940

    A guerra aérea conhecida como a Batalha da Grã-Bretanha termina em derrota para a Alemanha nazista.

    30 de agosto de 1940

    Segunda Decisão de Viena: A Alemanha e a Itália arbitram a divisão da disputada província da Transilvânia entre a Romênia e a Hungria. A perda do norte da Transilvânia força o rei Carlos da Romênia a abdicar em favor de seu filho, Miguel, e traz ao poder uma ditadura sob comando do general Ion Antonescu.

    13 de setembro de 1940

    Os italianos invadem o Egito, parte do então Mandato Britânico, através da Líbia sob domínio italiano.

    27 de setembro de 1940

    A Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite.

    Outubro de 1940

    A Itália invade a Grécia cruzando a Albânia em 28 de outubro.

    Novembro de 1940

    A Eslováquia (23 de novembro), a Hungria (20 de novembro) e a Romênia (22 de novembro) unem-se ao Eixo.

    Fevereiro de 1941

    Os alemães enviam o Afrika Korps, destacamento do exército alemão, para reforçar as tropas italianas enfraquecidas.

    1º de março de 1941

    A Bulgária une-se ao Eixo.

    6 de abril de 1941 a junho de 1941

    A Alemanha, a Itália, a Hungria e a Bulgária invadem e dividem a Iugoslávia. A Iugoslávia se rende em 17 de abril. A Alemanha e a Bulgária invadem a Grécia em apoio aos italianos. A resistência na Grécia chega ao fim no início de junho de 1941.

    10 de abril de 1941

    Os líderes do movimento terrorista Ustasa proclamam o chamado Estado Independente da Croácia. Reconhecido de imediato pela Alemanha e Itália, o novo estado inclui a província da Bósnia-Herzegovina. A Croácia junta-se às forças do Eixo formalmente em 15 de junho de 1941.

    22 de junho de 1941 a novembro de 1941

    A Alemanha nazista e seus parceiros do Eixo (com a exceção da Bulgária) invadem a União Soviética. A Finlândia, procurando reparação de suas perdas territoriais para a União Soviética no armistício que finalizou a Guerra de Inverno, une-se ao Eixo pouco antes da invasão. Os alemães rapidamente invadem os países bálticos e, com ajuda dos finlandeses realizam um cerco a Leningrado (atual São Petersburgo) no mês de setembro. Mais ao centro da União Soviética os alemães conquistam Smolensk no início de agosto e, em outubro, parte rumo a Moscou. Ao sul, as tropas alemãs e romenas conquistam Kiev (Kyiv) em setembro e Rostov, às margens do rio Don, em novembro.

    6 de dezembro de 1941

    Uma contra-ofensiva soviética leva os alemães estacionados nos subúrbios de Moscou a uma retirada caótica.

    7 de dezembro de 1941

    O Japão bombardeia a base naval norte-americana de Pearl Harbor.

    8 de dezembro de 1941

    Os Estados Unidos declaram guerra ao Japão, entrando assim na Segunda Guerra Mundial. As tropas japonesas desembarcam nas Filipinas, na Indochina Francesa (Vietnã, Laos e Camboja), e na colônia britânica de Cingapura. Em abril de 1942, as Filipinas, Indochina e Cingapura caem sob domínio japonês.

    11 a 13 de dezembro de 1941

    A Alemanha nazista e seus parceiros do Eixo declaram guerra aos Estados Unidos.

    30 de maio de 1942 a maio de 1945

    Os britânicos bombardeiam a cidade de Köln, ou Colônia, trazendo a guerra para dentro do território alemão pela primeira vez. Durante os três anos seguintes bombardeios anglo-americanos reduzem cidades alemãs a escombros.

    Junho de 1942

    As frotas navais norte-americanas e britânicas conseguem impedir o avanço naval japonês na área central do Oceano Pacífico, no atol de Midway.

    28 de junho de 1942 a setembro de 1942

    A Alemanha e seus parceiros do Eixo iniciam uma nova ofensiva na União Soviética. As tropas alemãs abrem seu caminho até Stalingrado, (Volgogrado) no rio Volga, até meados de setembro, penetrando profundamente na região do Cáucaso, após a conquista da Península da Criméia.

    Agosto a novembro de 1942

    Em Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, as tropas norte-americanas conseguem impedir o avanço japonês, que ia abrindo caminho ,conquistando ilha a ilha, em direção à Austrália.

    23 a 24 de outubro de 1942

    As tropas britânicas derrotam alemães e italianos em El Alamein, no Egito, fazendo com que as forças militares do Eixo se retirassem de forma caótica através da Líbia até a fronteira leste da Tunísia.

    8 de novembro de 1942

    As tropas norte-americanas e britânicas desembarcam em diversos pontos nas praias da Argélia e do Marrocos, no norte da África sob controle francês. O fracasso das tropas colaboracionistas da França de Vichy em se defender contra a invasão, permite que os Aliados se movam rapidamente até a fronteira oeste da Tunísia, o que provoca a ocupação do sul da França pelos alemães, em 11 de novembro.

    23 de novembro de 1942 a 2 de fevereiro de 1943

    As tropas soviéticas contra-atacam destruindo as linhas de defesa húngaras e romenas nas regiões a noroeste e a sudoeste de Stalingrado, e imobilizando a Sexta Tropa Alemã estacionada naquela cidade. Proibidos por Hitler de se retirarem ou tentarem escapar do cerco soviético, os sobreviventes da Sexta Tropa se rendem no dia 30 de janeiro e em 2 de fevereiro de 1943.

    13 de maio de 1943

    As forças do Eixo na Tunísia se rendem aos Aliados, acabando com a campanha no norte da África.

    10 de julho de 1943

    Tropas norte-americanas e britânicas desembarcam na Sicília, Itália. Em meados de agosto os Aliados passam a controlar aquela ilha.

    5 de julho de 1943

    Os alemães iniciam uma forte ofensiva com tanques perto de Kursk, na União Soviética. Os soviéticos enfraquecem aquele ataque em uma semana e começam uma ofensiva contra os alemães.

    25 de julho de 1943

    O Grande Conselho Fascista depõe Benito Mussolini, permitindo que o marechal italiano Pietro Badoglio institua um novo governo.

    8 de setembro de 1943

    O governo de Badoglio rende-se incondicionalmente aos Aliados. Os alemães imediatamente tomam controle de Roma e do norte da Itália, estabelecendo um regime fascista fantoche sob o controle de Mussolini, que foi libertado da prisão por soldados alemães de elite em 12 de setembro.

    9 de setembro de 1943

    As tropas Aliadas desembarcam nas praias de Salerno, próximas à Nápoles.

    6 de novembro de 1943

    As tropas soviéticas libertam Kiev.

    22 de janeiro de 1944

    As tropas Aliadas desembarcam com sucesso perto de Âncio, logo ao sul de Roma.

    19 de março de 1944

    Temendo a intenção da Hungria de abandonar sua parceria no Eixo, os alemães ocupam aquele país e forçam seu dirigente, almirante Miklos Horthy, a nomear um ministro presidente pró-alemão.

    4 de junho de 1944

    As tropas Aliadas libertam Roma. Seis semanas depois, bombardeios anglo-americanos conseguem, pela primeira vez, atingir alvos na Alemanha oriental nb.

    6 de junho de 1944

    As tropas britânicas e norte-americanas desembarcam com sucesso nas praias da Normandia, na França, e abrem a “Segunda Frente” contra os alemães.

    22 de junho de 1944

    Os soviéticos iniciam uma forte ofensiva na Bielorrússia oriental (Belarus), destruindo o Grupo Central do exército alemão, e dirigindo-se para oeste até chegar ao rio Vístula através de Varsóvia, no centro da Polônia, em 1º de agosto.

    25 de julho de 1944

    As forças anglo-americanas saem da Normandia seguindo rumo ao leste, em direção a Paris.

    1º de agosto de 1944 a 5 de outubro de 1944

    O Exército Interno da resistência polonesa não-comunista subleva-se contra os alemães em uma tentativa de libertar Varsóvia antes da chegada das tropas soviéticas. O avanço soviético é contido na margem leste do rio Vístula. Em 5 de outubro, os alemães aceitam a rendição dos remanescentes das forças do Exército Interno que lutavam em Varsóvia.

    15 de agosto de 1944

    As forças Aliadas desembarcam no sul da França, perto de Nice, e avançam rapidamente na direção nordeste, rumo ao rio Reno.

    20 a 25 de agosto de 1944

    As tropas Aliadas chegam a Paris e, no dia 25 de agosto, as Forças Francesas Livres, com o apoio dos Aliados, entram na capital francesa. Em setembro, os Aliados chegam até a fronteira alemã; em dezembro, quase toda a França, a maior parte da Bélgica, e a parte sul dos Países Baixos são libertadas.

    23 de agosto de 1944

    O surgimento de tropas soviéticas no rio Prut induz a oposição romena a causar a queda do regime de Antonescu. O novo governo faz um armistício e, imediatamente, troca de lado na Guerra. A mudança de posição da Romênia obriga a Bulgária a se render em 8 de setembro, e força os alemães a se retirarem da Grécia, Albânia, e sul da Iugoslávia em outubro.

    29 de agosto de 1944 a 27 de outubro de 1944

    Sob a liderança do Conselho Nacional da Eslováquia, formado por comunistas e não-comunistas, as unidades da resistência eslovaca levantam-se contra os alemães e o regime eslovaco fascista nativo. Em 27 de outubro, os alemães capturam Banská Bystrica, o centro de operações da revolta, e acabam com a resistência organizada.

    12 de setembro de 1944

    A Finlândia conclui um armistício com a União Soviética, abandonando a parceria no Eixo.

    20 de outubro de 1944

    As tropas norte-americanas desembarcam nas Filipinas.

    15 de outubro de 1944

    Membros do movimento fascista húngaro Cruz da Flecha dá um golpe de estado, com apoio dos alemães, para impedir que o governo húngaro continue as negociações para render-se aos soviéticos.

    16 de dezembro de 1944

    Os alemães iniciam a ofensiva final no oeste, conhecida como a Batalha do Bulge, em uma tentativa de reconquistar a Bélgica e dividir as forças Aliadas ao longo de toda a fronteira alemã. Em 1º de janeiro de 1945 os alemães batem em retirada.

    12 de janeiro de 1945

    Os soviéticos iniciam uma nova ofensiva em janeiro, libertando Varsóvia e a Cracóvia. Em 13 de fevereiro, após um cerco de dois meses, invadem a cidade de Budapeste, expulsando os alemães e seus colaboradores húngaros da Hungria no início de abril, e em seguida forçam a rendição da Eslováquia com a tomada de Bratislava no dia 4 de abril, e em 13 de abril capturam Viena.

    7 de março de 1945

    As tropas norte-americanas cruzam o rio Reno, na Ponte de Remagen, junto à cidadezinha do mesmo nome.

    16 de abril de 1945

    Os soviéticos iniciam sua ofensiva final e cercam Berlim.

    Abril de 1945

    Comandados pelo líder comunista iugoslavo Josip Tito, unidades de partisans, guerreiros da resistência contra os alemães, dominam Zagreb e derrubam o regime Ustasa. Os principais líderes daUstasa fogem para a Áustria e a Itália.

    30 de abril de 1945

    Hitler comete suicídio.

    9 de maio de 1945

    A Alemanha se rende aos soviéticos.

  10. Freitas,
    Depois de cinco anos do início da Segunda Guerra Mundial, no dia 8 de maio de 1945, o Terceiro Reich chegou ao fim.
    No dia anterior, entretanto, 7 de maio, o general alemão Alfred Jodl já havia assinado um primeiro ato de rendição na França, e tal ato precisa ser considerado a respeito de quem efetivamente rendeu os nazistas!
    Na data oficial, a segunda ata de capitulação foi firmada em Karlshorstla, na periferia de Berlim.
    A cerimônia de Berlim foi exigida pelo líder soviético Joseph Stalin. O documento definitivo da rendição indicava que a Alemanha seria completamente desarmada e decretava o fim do Partido Nazista. A ata que foi redigida em inglês, alemão e russo, também determinava a libertação de todos os prisioneiros de guerra.
    Depois que o acordo foi assinado, o líder britânico Winston Churchill anunciou a rendição alemã pela BBC. Outros chefes de estado como o americano Harry Truman e Josef Stalin também discursaram para anunciar o fim do conflito que deixou cerca de 70 milhões de mortos.

    • Bendl: excelente uma verdadeira aula de história. Muitos esquecem que a coitada população russa também estava sobre os desmandos de um dos piores ditadores da história. Os aliados se uniram ao Diabo, mas isso não o torna santo. Stalin, aliado anterior de Hitler, utilizou seus exércitos e população sem a menor consideração pela vida humana. Era um com rifle e outro com cartucho, que ou morriam nas mãos dos alemães ou pelos próprios superiores. Não havia escolha além da morte. Parabéns novamente por todos comentários.

      • Efrom,
        Grato pelo comentário a meu respeito.
        Tento transcrever as minhas observações mediante estudos e análises feitas por mim.
        Tenho a pretensão de emitir minhas conclusões a respeito após anos a fio debruçado em livros, filmes, reportagens e fotos sobre este episódio.
        E, me esforço para mentalmente viver aquela época de terror, além de me imaginar no campo de batalha.
        Com base nos anos de Exército, campanhas, aprendizados militares, agrego às informações obtidas experiências pessoais, que se não chegam perto da realidade daqueles momentos apavorantes, os cursos de tiro, o ouvir e ver tanques atirando, canhões e metralhadoras cuspindo fogo quando em manobras, me concedem uma pálida ideia do pavor que milhões de pessoas sofreram, inclusive os soldados, enviados à morte por insanos, déspotas, indivíduos assassinos!
        Um abraço, Efrom.

  11. A guerra foi uma tragédia.
    Houve uma loucura em demasia. Maldades aconteceram de todos os lados.
    A Alemanha tem até hoje levado o ônus moral pela guerra. A Alemanha e os EUA. E Inglaterra, França, Rússia e Japão tem ficado como os bonzinhos ou as vítimas ou até mesmo os redentores da humanidade.
    Pois digo que não houve um único ou dois ou três culpados; assim como não houve uma ou duas ou quatro vítimas boazinhas, assim como não houve vencedores muito menos redentores. O que tivemos foi a brutalidade humana vociferando legalmente aos quatro cantos do mundo; o que tivemos foi a barbárie dando as ordens cegamente e cheia de ódio pra dar.
    O que tivemos foi o ódio da humanidade contra ela mesma.
    Não vejo nada a comemorar em termos de vitória da guerra. Ninguém ganhou nada. Todos perderam. A humanidade perdeu.
    O homem conseguiu confirmar o quanto é eficiente em termos de prospectar meios de ceifar a vida do próximo. O homem apenas mostrou para si mesmo que é capaz de matar das piores formas possíveis.
    Os heróis de guerra narram como lançavam foguetes como se estivessem narrando como se lança uma bola de boliche… E assim o homem continua a encher a própria medida.
    Os números da guerra são citados como se fossem trocos de carne de Adão… São 25 mi de russos, 6 mi de judeus, outros tantos de alemães, de ingleses, italianos, franceses, poloneses, japoneses… Até alguns brasileiros, por sinal. E assim a vida de cada indivíduo se dilui em números que agradam a suposta boa vontade de chefes de estados e supostos defensores da paz.
    Não há nem um sentido em apontar a maldade alemã ao mesmo tempo em que se tenta esconder as unhadas dos inglese; não nem um lucro em se apontar o heroísmo sem sentido dos russos ao mesmo tempo em que se condena a covardia italiana; não há nem um valor moral em chorar pela vítimas de Hiroshima e ao mesmo tempo aplaudir o suicídio assassina dos japoneses…
    Homens morreram, homens mataram. Vidas morreram sem que sequer uma vela fosse-lhes acesas em seus momentos derradeiros. Vidas mataram sem que sequer o peso da consciência pelo assassinato lhes fosse sentido.
    O que estava na guerra era mais que o delírio nazista; o que estava na guerra era mais que o patriotismo russo; quem estava em guerra era além do interesse comercial americano; quem estava em guerra era mais que o sistema de defesa inglês.
    Quem estava em guerra era o ódio, era o desejo de poder pelo poder de todos. Todos estavam determinados a matar. Ninguém queria diplomacia de fato. Os gritos dos canhões são mais convincentes que as conversas da boa política. A fome de poder foi maior que a vontade de se fazer comércio entre amigos. O ego pela competição foi maior que a simplicidade de dizer não.
    A guerra não foi coisa realmente de criança nem de homens; a guerra foi coisa de animais farejadores de sangue. Este mesmo animal existe em cada um de nós, queiramos ou não.
    E isso só demonstra que é a fraqueza que nos humaniza. Isso só constata que somos incertos moralmente, que podemos ir da civilização à selva em questão de pouco tempo.

    • Menezes,
      Comentário irrepreensível.
      Precisas entender que meus textos quando são questionáveis a respeito dos teus registros é porque anseio trocar ideias com pessoas inteligentes, que possuem conhecimentos que eu não os tenho, que me ensinam e orientam.
      A Segunda Guerra Mundial sempre foi para mim motivos de estudos profundos, leituras em profusão, pois fui ávido, desde jovem, em entender as razões pelas quais a Humanidade abriu um espaço que destinou ao ódio, à violência, à degradação do ser humano de forma inapelável e indiscutível.
      Claro, as conclusões são todas verdadeiras sobre as causas deste conflito mas, certamente, existe a maior delas, a principal razão do genocídio, que até hoje é debatido.
      Não posso afirmar com exatidão qual teria sido o motivo que desencadeou a morte de milhões de pessoas, mas aposto as minhas fichas, todas elas, na HUMILHAÇÃO de povos e países!
      O Tratado de Versalhes humilhou a Alemanha e alemães;
      Inglaterra e França, humilhavam povos e transformaram suas nações em colônias;
      Movimentos políticos, fascismo e comunismo, davam seus primeiros passos na Europa, e humilhavam quem não os seguia;
      O nazismo copiou a fórmula;
      O capitalismo humilhou milhões de americanos que perderam dinheiro e bens com a quebra da Bolsa em 29, e com repercussões em nível mundial;
      As alianças entre nações europeias eram feitas como defesa de possíveis invasões, pois reinados à época que antecederam a Segunda Guerra tinham como objetivo continuar humilhando povos e países, subjugando-os com demonstrações de força;
      Hitler, na sua maldade, decidiu humilhar judeus e inimigos do governo, matando-os ou prendendo-os em Campos de Concentração;
      Os japoneses humilharam os Estados Unidos em ataque inesperado;
      A Europa sempre humilhou os demais Continentes pela sua cultura, conquista, impérios, exploração e abandono.
      A Segunda Guerra Mundial humilhou o ser humano ao desconsiderá-lo completamente, dando lugar à prepotência, arrogância, violência, ódio, intolerância, redundando em milhões de mortos, sofrimentos atrozes, injustiças, crueldades jamais vistas e sentidas desde que o homem surgiu na Terra!
      A lamentar, e profundamente, que o homem não se dê conta dos ensinamentos de Cristo:
      ““Quem se humilhar, será enaltecido.” (Mat. 23:12)”.
      Ainda queremos continuar humilhando o nosso próximo, razão pela qual os conflitos continuam e seguirão em diante por muito tempo.
      Um abraço, Menezes.

  12. Um fato fundamental que foi desprezado ou desconhecido aqui é o de que, quem armou a Alemanha foi a URSS que fornecia matéria prima para seus armamentos e até locais de treinamento militar, desobedecendo o Tratado de Versalhes que foi feito depois da I Guerra e que proibia a Alemanha de se armar.
    Enfim, o império do terror conhecido como URSS tem uma responsabilidade tão grande quanto a Alemanha Nazista no conflito que começou com a invasão da Polônia pela Alemanha a oeste e pela URSS a leste, dividindo este país entre os dois.

  13. texto corrigido

    Quanto às guerras que acontecem no planeta, elas jamais irão acabar.
    A violência é natural entre os animais que disputam a fêmea e ganha o mais forte quando existe outros machos na disputa. Mas essa violência se resumia em algumas porradas entre os pretendentes. Os que ficavam de fora ou perdiam a disputa acabavam por comer o próximo mais fraco, na caso de não haver uma fêmea. O mais forte de hoje, poderia ser o comido de amanhã devido o desgaste da idade. Ninguém é de ferro.
    Porém, com o advento da mente nos humanos, apareceu o ideal, uma mentira que distorceu a ordem natural das coisas e até a contrariou, iludindo a humanidade com mundos perfeitos que, entre outras necessitava de um chefe para dirigir as coisas.
    Nasceu o poder e a guerra por ele.
    Não tem retorno.

    • Só para se entender melhor os dias de hoje , o ideal muçulmano é um, o marxista-leninista é outro. Essas duas religiões lutam pelo poder insanamente.
      No século passado, o marxismo-leninismo assassinou milhões para o domínio político de nações . Hoje mudou de tática e tenta o poder democraticamente para depois acabar com a democracia e se perpetuar nele. A Venezuela já fez isto e o Brasil , através da quadrilha que nos governa há 12 anos , também pretende o mesmo e já demonstrou cabalmente isso, com os roubos que faz nas estatais para comprar a base política para seu intento totalitário.
      Os muçulmanos fundamentalistas iniciam neste século aquilo que o comunismo já fez no século passado em matéria de violência e terror e seus líderes já deixaram claro o seu ideal de transformar em islamitas todos os habitantes do planeta. Quem não quiser deve morrer.
      Enfim, o ideal, sistematizado em religiões ou ideologias, são diferentes e se chocam. Daí os conflitos são inevitáveis.

      • Por essas e outras é que nos EUA as coisas funcionam melhores ou menos piores sócio-economicamente falando, porque a individualidade do cidadão foi respeitada através de leis que a garantiram contra o estado. Ou seja, nenhuma pessoa é igual a outra, por isso o ideal de um governo é não ter ideal. Que cada cidadão tenha o seu.
        Aqui mesmo no Brasil o ideal socialista contaminou o estado com Getulio com uma de suas 3 correntes que são o Nacional-socialismo, o Fascismo e o Comunismo.
        Centralizou-se poder e se inchou o estado, pois não existe ideal sem uma dispendiosa burocracia para colocá-lo em prática.
        O brasileiro hoje, pagando o dobro do preço de qualquer produto que se vende no mundo sente na pele ou no bolso o preço desse ideal.

  14. Sr. BENDL, eu agradeço pelo que considero um elogio!
    E entendo sua boa vontade em sempre aprender e se aperfeiçoar. Isso tem nome: virtude!
    Virtude é aquilo que vai além do que o senso comum e a própria sociedade acha como o normal e acabado. Virtude é boa vontade que o homem tem de ir além do que o próprio o é. Virtude é fazer o autojulgamento, é fazer a própria correção em si mesmo.
    Virtude é mais que uma prática meramente educada e etiquetária. Virtude é um compromisso que o indivíduo tem consigo mesmo, é reconhecer que existe dentro de si a capacidade de ser maior ainda do que o que se supõe ser. Virtude é não se conformar com o superficial, virtude é fazer a “Sua justiça ir além da justiça dos homens e governos” (Mt, 5).
    A maior virtude é aquela em que o indivíduo sabe que pode mas prefere não usar este poder em benefício próprio e em detrimento alheio. Essa é a maior das virtudes. Ela tem nome: humildade.
    O senho falou em humilhações.
    E humilhação é sim a coroa que o humilde dignamente e corajosamente não reluta em carregar, mas ao mesmo tempo humilhação é o espinho cravado na coroa do orgulhoso.
    O orgulhoso não aceita a humilhação. Pelo contrário, a humilhação é a senha automática que abre no orgulhoso a caixa de pandora de suas intempestades, lambanças, maldades, sensação de poder, desejo de destruição, desejo de ser maior… Mas a humildade é o oposto do orgulho.
    Logo, o que o senhor diz ser humilhação, eu não discordo, mas acrescento que a humilhação só fez efeito por que a dita humilhação foi alocada num terreno de orgulhosos. Logo, foi o orgulho geral que fez a Guerra em questão e todas as demais e não a humilhação por si só.
    A diferença da Guerra em questão em relação as outras existentes é que nessa todos os sentimentos do mundo tinham um objetivo comum: fazer preponderar o próprio orgulho.
    A ideia era sobre qual orgulho era o mais forte, qual orgulho era mais orgulhoso. Não é nem à toa que os veteranos da Guerra e os chefes de Estados vencedores ainda sentem orgulho por terem vencido. O orgulho que contempla o orgulho…
    E os países que perderam se sentem feridos em seu orgulho ainda hoje. Não é a humilhação por terem perdido, mas a vergonha por não terem tido o próprio orgulho como vencedor da batalha dos orgulhos. Aos vencedores os desfiles dos orgulhos!
    Mas como já tinha expresso, na Guerra ninguém ganhou. Não há nada a se comemorar. Comemorar o orgulho? Brinde à arrogância? Banquete a quem matou mais e melhor? Flores desconhecidas a homens desconhecidos, que morreram por causas desconhecidas, patrocinadas por pessoas desconhecidas?
    A humanidade de hoje que comemora é melhor e mais civilizada que a que em outra hora matou e morreu?
    Comemorar fim de uma Guerra com desfiles militares é até normal… Mas e comemorar a Paz do fim da Guerra com tanques de guerra, mostrando suas potências nas largas e bem calçadas ruas? Será que isso é mesmo um desejo de paz perene ou será que não passa de um saudosismo prazeroso?
    Outro abraço!

    • Bem colocado, Menezes, bem colocado:
      ” Mas e comemorar a Paz do fim da Guerra com tanques de guerra, mostrando suas potências nas largas e bem calçadas ruas? Será que isso é mesmo um desejo de paz perene ou será que não passa de um saudosismo prazeroso?”
      Uma frase de impacto e que nos leva a refletir sobre a comemoração que se faz sobre a vitória nas guerras.
      Na condição de humanista, eu não faria desta maneira, pois eu me lembraria primeiro dos que morreram, dos filhos que ficaram sem pais, dos pais que ficaram sem filhos, das viúvas e viúvos, do sofrimento que jamais se esquece.
      Enfim, a Humanidade ainda não está madura para assumir a responsabilidade devida sobre ela mesma, e a importância do ser humano como preponderante em quaisquer outras condições que possam levá-lo a conflitos.
      O problema é que faz quatro milhões de anos que existimos e, a civilização, dez mil, quando muito e, mesmo assim, a dor, o padecimento, as injustiças, não foram suficientes para que aprendêssemos a viver em paz, em harmonia, e nos valorizar como pessoas.
      Uma pena.
      Outro abraço, meu xará, e uma boa noite!

  15. A Rússia e Europa do Leste são a Tumba do comunismo! Hoje o comunismo serve só para panacas Subdesenvolvido do miserável Terceiro Mundo cheio de Favelas e Analfabetos!

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