Lembre disso, se você quiser falar com Deus

Gil compôs a música para Roberto Carlos, que a rejeitou

O político, escritor, cantor e compositor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, na letra “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, retrata o cotidiano na sua mais pura realidade, enfatizando o desapego ao material e os sacrifícios para estar na presença do criador porque o final seria a morte. Essa canção foi gravada por Gilberto Gil, em 1980, pela WEA.


SE EU QUISER FALAR COM DEUS

Gilberto Gil

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

                (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

14 thoughts on “Lembre disso, se você quiser falar com Deus

  1. Só existem dois fatos incontestes na vida: o nascimento e a morte. Tudo o mais é sujeito à interpretação…Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
    Friedrich Nietzsche NIETZSCHE, F. Thus Spoke Zarathustra. London: Penguin UK, 1974.

  2. Caro Paulo Peres … eis a íntegra:

    Vaticano \ Eventos … Em primeiro discurso como Papa emérito, Bento XVI fala da música … O Papa emérito discursa na manhã deste sábado (04/07) em Castelgandolfo – OSS_ROM … 04/07/2015 11:37PARTILHA:
    Cidade do Vaticano (RV) – Pela primeira vez desde que se tornou Papa emérito, em 28 de fevereiro de 2013, a voz de Bento XVI voltou a ser registrada oficialmente pela Rádio Vaticano, neste sábado (04/7).
    Bento XVI agradeceu, na Residência Pontifícia de Castel Gandolfo, ao Cardeal-arcebispo de Cracóvia, Dom Stanisław Dziwisz, que lhe conferiu dois títulos de Doutorado “honoris Causa” em nome dos reitores da Academia Musical de Cracóvia e da Pontifícia Universidade João Paulo II, instituída por Bento XVI em 19 de junho de 2009.
    Esta condecoração, disse o Cardeal Dziwisz, “representa a gratidão destas duas instituições pela grande estima que Bento XVI sempre nutriu para com São João Paulo II. Em segundo lugar, pelo seu serviço Pontifício e pela grande herança da sua doutrina e benevolência”.
    Papa emérito lembra São João Paulo II
    Por sua vez, o Papa emérito expressou seu vivo apreço e reconhecimento pela Condecoração a ele conferida, que reforça sua profunda ligação com a Polônia, pátria do grande santo João Paulo II, do qual foi íntimo colaboração por longos anos e sobre o qual disse: “Sem ele, o meu caminho espiritual e teológico nem pode ser imaginado. Com o seu exemplo vivo, ele nos ensinou que a alegria da grande música sacra pode caminhar de mãos dadas com a participação comum da sacra liturgia, como também a alegria solene e a simplicidade da humilde celebração da fé”.
    A música para Bento XVI
    Aqui, Bento XVI perguntou: “O que é, enfim, a música? De onde provém e para onde leva?” E respondeu focalizando três fontes da música: a experiência do amor, a experiência da tristeza e o encontro com o divino. A poesia, o canto e a música nasceram da dimensão do amor, de uma nova dimensão da vida e de um toque amoroso de Deus. E acrescentou: “A qualidade da música depende da pureza e da grandeza do encontro com o divino, com a experiência do amor e da dor. Quanto mais esta experiência for pura e verdadeira, tanto mais pura e grande será a música, que dela nasce e se desenvolve”.
    Falando de sua experiência pessoal, o Papa emérito afirmou que “no âmbito das culturas e das religiões mais diferentes encontramos uma grande arquitetura, pinturas e esculturas, mas também uma grande música. Contudo, em nenhum outro âmbito cultural há uma grandeza musical que possa se comparada com aquela nascida no âmbito da fé.
    Música e Igreja
    A música ocidental, explicou Bento XVI, é uma coisa única e incomparável com outras culturas, e apresentou como exemplo, Bach, Händel, Mozart, Beethoven, Bruckner: “A música ocidental supera sobremaneira o âmbito religioso e eclesial. Todavia, ela encontra a sua fonte mais profunda na liturgia e no encontro com Deus. A resposta da grande e pura música ocidental desenvolveu-se no encontro com Deus, que, na liturgia, se torna presente em Jesus Cristo”.
    Bento XVI concluiu seu pronunciamento dizendo que “as duas universidades, que lhe conferiram este Doutorado “honoris causa” representa uma contribuição essencial, para que o grande dom da música, que provém da tradição da fé, não se dissipe”. (MT)

  3. Caro Paulo Peres … o trecho abaixo é muito interessante – é sobre o o falar com Deus!!!

    Gênesis, 18 … 1. O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia. 2. Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra. 3. “Meus senhores, disse ele, se encontrei graça diante de vossos olhos, não passeis avante sem vos deterdes em casa de vosso servo. 4. Vou buscar um pouco de água para vos lavar os pés. 5. Descansai um pouco sob esta árvore. Eu vos trarei um pouco de pão, e assim restaurareis as vossas forças para prosseguirdes o vosso caminho; porque é para isso que passastes perto de vosso servo.” Eles responderam: “Faze como disseste.” 6. Abraão foi depressa à tenda de Sara: “Depressa, disse ele, amassa três medidas de farinha e coze pães.” 7. Correu em seguida ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom, e deu-o a um criado que o preparou logo. 8. Tomou manteiga e leite e serviu aos peregrinos juntamente com o novilho preparado, conservando-se de pé junto deles, sob a árvore, enquanto comiam. 9. E disseram-lhe: “Onde está Sara, tua mulher?” “Ela está na tenda”, respondeu ele. 10. E ele disse-lhe: “Voltarei à tua casa dentro de um ano, a esta época; e Sara, tua mulher, terá um filho.” Ora, Sara ouvia por detrás, à entrada da tenda. 11. (Abraão e Sara eram velhos, de idade avançada, e Sara tinha já passado da idade.) 12. Ela pôs-se a rir secretamente: “Velha como sou, disse ela consigo mesma, conhecerei ainda o amor? E o meu senhor também é já entrado em anos.” 13. O Senhor disse a Abraão: “Por que se riu Sara, dizendo: ‘Será verdade que eu teria um filho, velha como sou?’ 14. Será isso porventura uma coisa muito difícil para o Senhor? Em um ano, a esta época, voltarei à tua casa e Sara terá um filho.” 15. Sara protestou: “Eu não ri”, disse ela, pois tinha medo. Mas o Senhor disse-lhe: “Sim, tu riste.” 16. Os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma, e Abraão os ia acompanhando. 17. O Senhor disse então: “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18. Pois que Abraão deve tornar-se uma nação grande e poderosa, e todos os povos da terra serão benditos nele. 19. Eu o escolhi para que ele ordene aos seus filhos e à sua casa depois dele, que guardem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e a retidão, para que o Senhor cumpra em seu favor as promessas que lhe fez.” 20. O Senhor ajuntou: “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande. 21. Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei.” 22. Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor. 23. Abraão aproximou-se e disse: “Fareis o justo perecer com o ímpio? 24. Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela se poderiam encontrar? 25. Não, vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o juiz de toda a terra a justiça?” 26. O Senhor disse: “Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles.” 27. Abraão continuou: “Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza. 28. Se porventura faltarem cinco aos cinqüenta justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cincos?” “Não a destruirei, respondeu o Senhor, se nela eu encontrar quarenta e cinco justos.” 29. Abraão insistiu ainda e disse: “Talvez só haja aí quarenta.” “Não destruirei a cidade por causa desses quarenta.” 30. Abraão disse de novo: “Rogo-vos, Senhor, que não vos irriteis se eu insisto ainda! Talvez só se encontrem trinta!” “Se eu encontrar trinta, disse o Senhor, não o farei.” 31. Abraão continuou: “Desculpai, se ouso ainda falar ao Senhor: pode ser que só se encontre vinte.” “Em atenção aos vinte, não a destruirei.” 32. Abraão replicou: “Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?” E Deus respondeu: “Não a destruirei por causa desses dez.”
    33. E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com Abraão, e este voltou para sua casa.

  4. Começa com o Senhor aparecendo a Abraão ao meio dia e ao ar livre … no entanto, é com três homens que Abraão conversa!!! até que 22. Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor.

  5. Continuando nosso aprendizado:

    Gênesis, 19 1. Pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Lot, que estava assentado à porta da cidade, ao vê-los, levantou-se e foi-lhes ao encontro e prostrou-se com o rosto por terra. 2. “Meus Senhores, disse-lhes ele, vinde, peço-vos, para a casa de vosso servo, e passai nela a noite; lavareis os pés, e amanhã cedo continuareis vosso caminho.” “Não, responderam eles, passaremos a noite na praça.” 3. Mas Lot insistiu tanto com eles que acederam e entraram em sua casa. Lot preparou-lhes um banquete, mandou cozer pães sem fermento e eles comeram. 4. Mas, antes que se tivessem deitado, eis que os homens da cidade, os homens de Sodoma, se agruparam em torno da casa, desde os jovens até os velhos, toda a população. 5. E chamaram Lot: “Onde estão, disseram-lhe, os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos.” 6. Saiu Lot a ter com eles no limiar da casa, fechou a porta atrás de si 7. e disse-lhes: “Suplico-vos, meus irmãos, não cometais este crime. 8. Ouvi: tenho duas filhas que são ainda virgens, eu vo-las trarei, e fazei delas o que quiserdes. Mas não façais nada a estes homens, porque se acolheram à sombra do meu teto.” 9. Eles responderam: “Retira-te daí! – e acrescentaram: Eis um indivíduo que não passa de um estrangeiro no meio de nós e se arvora em juiz! Pois bem, verás como te havemos de tratar pior do que a eles.” E, empurrando Lot com violência, avançaram para quebrar a porta. 10. Mas os dois (viajantes) estenderam a mão e, tomando Lot para dentro de casa, fecharam de novo a porta. 11. E feriram de cegueira os homens que estavam fora, jovens e velhos, que se esforçavam em vão por reencontrar a porta. 12. Os dois homens disseram a Lot: “Tens ainda aqui alguns dos teus? Genros, ou filhos, ou filhas, todos os que são teus parentes na cidade, faze-os sair deste lugar, 13. porque vamos destruir este lugar, visto que o clamor que se eleva dos seus habitantes é enorme diante do Senhor, o qual nos enviou para exterminá-los.” 14. Saiu Lot, pois, para falar a seus genros, que tinham desposado suas filhas: “Levantai-vos, disse-lhes, saí daqui, porque o Senhor vai destruir a cidade.” Mas seus genros julgaram que ele gracejava. 15. Ao amanhecer, os anjos instavam com Lot, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que estão em tua casa, para que não pereças também no castigo da cidade.” 16. E, como ele demorasse, aqueles homens tomaram pela mão a ele, a sua mulher e as suas duas filhas, porque o Senhor queria salvá-los, e o levaram para fora da cidade. 17. Quando já estavam fora, um dos anjos disse-lhe: “Salva-te, se queres conservar tua vida. Não olhes para trás, e não te detenhas em parte alguma da planície; mas foge para a montanha senão perecerás.” 18. Lot disse-lhes: “Oh, não, Senhor! 19. Já que vosso servo encontrou graça diante de vós, e usastes comigo de grande bondade, conservando-me a vida, vede, eu não me posso salvar na montanha, porque o flagelo me atingiria antes, e eu morreria. 20. Eis uma cidade bem perto onde posso abrigar-me. É uma cidade pequena e eu poderei refugiar-me nela. Permiti que o faça – ela é pequena – e terei a vida salva.” 21. Ele disse-lhe: “Concedo-te ainda esta graça: não destruirei a cidade a favor da qual me pedes. 22. Apressa-te e refugia-te lá porque nada posso fazer antes que lá tenhas chegado.” Por isso, puseram àquela cidade o nome de Segor. 23. O sol levantava-se sobre a terra quando Lot entrou em Segor. 24. O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. 25. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo. 26. A mulher de Lot, tendo olhado para trás, transformou-se numa coluna de sal. 27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor. 28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha. 29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. 30. Lot partiu de Segor e veio estabelecer-se na montanha com suas duas filhas, pois temia ficar em Segor. E habitava numa caverna com suas duas filhas.

  6. São dois homens que partem na direção de Sodoma … no entanto, pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma.

    Enquanto Abraão oferecera refeição … Lot oferece pousada!!!

    Para a população de Sodoma … para Lot – são dois homens, que disseram: “… o clamor que se eleva dos seus habitantes é enorme diante do Senhor, o qual nos enviou para exterminá-los.”

    Os anjos levam Lot e família para fora de Sodoma … e um dos anjos diz para irem para a montanha – e Lot chama a este anjo de Senhor!!!
    … … …
    E O ANJO ACEITA A SUGESTÃO DE LOT – DEUS É BOM!!! !!! !!!

  7. http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2015/07/04/tinhorao-na-flip-na-pratica-nao-existe-mais-musica-brasileira.htm

    Tinhorão na Flip: “Na prática, não existe mais música brasileira”2 … Rodrigo Casarin
    Do UOL, em Paraty (RJ) 04/07/201517h34 … Ouvir texto … 0:00
    Imprimir Comunicar erro … Ampliar … Flip 201542 fotos 31 / 42
    3.jul.2015 – Criança observa livros amarrados nas árvores na praça da Matriz, centro de Paraty, durante a 13ª edição da FLIP 2015 EFE/Sebastião Moreira
    Gêneros vira-latas. Essa é uma boa definição para a maneira que José Ramos Tinhorão – um dos mais respeitados pesquisadores de música popular brasileira, autor de dezenas de livros sobre cultura e um dos convidados da Flip, onde, neste domingo (5) dividirá a mesa “Música, Doce Música” com Hermínio Bello de Carvalho -, encara quase tudo do que é feito em termos de música atualmente no Brasil. O rock nacional e o sertanejo universitário, por exemplo, entrariam no mesmo balaio: de subproduto fortemente influenciado pelo que vem dos Estados Unidos, sem nada de original. “O músico caipira usava chapéu de palha, o sertanejo, já era chapéu de caubói”, compara, em entrevista exclusiva ao UOL, exemplificando essa influência. “O sertanejo universitário é a fase avançada do caipira envergonhado, alienado”, continua.
    Para mostrar a diferença sonora, o historiador sugere que se compare um disco de Tônico e Tinoco, artistas, que continuaram muito fiéis às suas origens ao longo de toda a carreira, defende, com algum sertanejo moderno. “Não há relação alguma. Até a tradição das duplas está sendo rompida. Cada vez mais há um distanciamento da matriz original”, constata, referindo-se ao que seria a genuína música caipira, no caso.
    Mas não para no gênero em questão. “O Iê-iê-iê do Roberto Carlos já era a versão vira-lata do que estavam fazendo nos Estados Unidos”. Na visão de Tinhorão, que diz ser “obrigado” a ouvir de tudo, a lambada foi o último gênero brasileiro que ganhou certa popularidade. “Na prática, não existe mais música brasileira”, constata.
    Influência sobre os mais fracos
    O estudioso baseia sua posição argumentando que, invariavelmente, os mais poderosos acabam exercendo influência sobre os mais fracos. “Não é a qualidade da música que faz com que ela entre em outros países, mas a força econômica do lugar onde ela é feita. O subdesenvolvido se contempla sempre na imagem e no som produzidos pela cultura do mais desenvolvido. O desenvolvimento da tecnologia amplia essa influência”.
    Para ele, as gerações atuais são de uma era na qual os brasileiros já estão habituados com as músicas norte-americanas sendo feitas no país de uma maneira abrasileirada. “A realidade leva o subdesenvolvido a abdicar de sua cultura ante o imperativo do que vem de fora”.
    Ao ser questionado se as culturas não avançavam conforme trocas de influências, é enfático: “a preocupação com as trocas é uma desculpa do alienado. A cultura do mais desenvolvido sempre predomina. Por que a influência então não é de duas mãos? Por que nos Estados Unidos não tem choro, samba, já que as influências seriam naturais? Aqui tem tudo deles”.
    “O Samba Agora Vai…”
    Um exemplo bastante claro disso seria a incursão de Pixinguinha com o grupo “Os Oito Batutas” em meados da década de 1920 por Paris, quando a cidade era o grande centro artístico do mundo. Em uma época que o jazz despontava nos Estados Unidos, o brasileiro teve contato com a músicos que tocavam o gênero. Disso, em vez de uma troca, o que aconteceu foi que Pixinguinha voltou ao Brasil tocando saxofone, não mais flauta, enquanto os colegas norte-americanos nada absorveram da música nacional.
    A história está no livro “O Samba Agora Vai… – A Farsa da Música Popular no Exterior”, obra de 1969 que está ganhando uma versão revista e ampliada lançada pela Editora 34. No livro, Tinhorão demonstra como a música brasileira nunca conseguiu, de fato, conquistar um espaço no exterior, apesar de sucessos eventuais e bastante pontuais que aconteceram desde o século 18. “Ele é muito claro para mostrar que a influência vem sempre do mais forte para o mais fraco”.
    Anotações musicais de Mário de Andrade
    Além de divulgar a obra, Tinhorão diz que aproveitará sua mesa na Flip para falar sobre “uma quase novidade” a respeito do homenageado da edição deste ano da festa: o livro “A Música Popular Brasileira na Vitrola de Mário de Andrade”, lançado em 2009 pela pesquisadora e professora Flávia Camargo Toni, que, na visão do especialista, passou praticamente desapercebido pelo público. Nele, Flávia reúne anotações de Mário sobre as impressões que tinha ao ouvir discos de música popular, espécies de bilhetes para si mesmo que, com o passar dos anos, tornaram-se importantes registros com impressões de um grande especialista em música sobre o que estava sendo feito em seu tempo.
    “O ouvido de Mário era ótimo e nesses bilhetes ele anotava também o que havia por trás do som. Ele traduzia culturalmente o significado de cada disco, de cada música. Isso tem um valor inestimável. O interesse dele era pelo regional, pelo caipira de verdade, não esse falso caipira de hoje”.

  8. 1 – No episódio de Sodoma podemos observar que quem julga é o Senhor … julga como se homem fosse … e os anjos executam a sentença.
    2 – O julgamento é feito conversando com o homem; sendo que os justos Abraão e Lot intercedem pelos pecadores.
    3 – Os justos são preservados na execução da sentença … como aconteceu com Noé no dilúvio.
    4 – Vimos também o Emérito Bento XVI discursando sobre poesia, canto e música … e liturgia.
    5 – Lemos Tinhorão constatando que a música brasileira estaria em fase não muito boa!

    Forte abraço … sugiro aos mestres Dr. Béja e Bendl que comentem sobre as preferências do Emérito … grato!!!

  9. Estimado Gesse Almeida … Bom dia!

    “Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens. Friedrich Nietzsche NIETZSCHE, F. Thus Spoke Zarathustra.”

    Fiquei muitíssimo satisfeito constatando a sua intimidade com Deus … sabia que é constitucional ser protegido por Deus? Está lá: “CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 … PREÂMBULO … Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.”

    Se Deus é nosso protetor é porque nos ama … e o Brasil certamente é um Inferno para Deus??? vamos conferir??? wikipedia – Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. … … … Como Deus não morre (apesar de Nietzsche) e não comete malfeitos para poder ser condenado; entendo que tanto o senhor quanto Nietzsche se refiram a haver sofrimento em Deus – e é correto afirmar haver sofrimento em Deus??? ??? ??? Se o senhor googlar (créditos ao Senhor Flávio José Bortolotto), achará muito pouca coisa sobre SOFRIMENTO DE DEUS – poucos teólogos meditaram sobre tal assunto!!!

    No entanto, São João Paulo II escreveu sobre a PROFUNDIDADE DIVINA, sobre o recôndito do Senhor!!!

  10. http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_18051986_dominum-et-vivificantem.html tem: CARTA ENCÍCLICA DOMINUM ET VIVIFICANTEM … DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II … SOBRE O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DA IGREJA E DO MUNDO … … … Veneráveis Irmãos e Amados Filhos e Filhas … Saúde e Bênção Apostólica! … INTRODUÇÃO

    4. O Espírito que transforma o sofrimento em amor salvífico
    39. «O Espírito, que perscruta as profundezas de Deus», foi chamado por Jesus, no discurso do Cenáculo, o Paráclito. Ele, de facto, desde o princípio «é invocado» 145 para «convencer o mundo quanto ao pecado».É invocado, de modo definitivo, por meio da Cruz de Cristo. Convencer do pecado quer dizer demonstrar o mal nele contido. Isto equivale a desvendar o «mysterium iniquitatis» [mistério da iniquidade]. Não é possível atingir o mal do pecado em toda a sua dolorosa realidade sem «perscrutar as profundezas de Deus». O obscuro mistério do pecado apareceu no mundo, desde o princípio, no quadro da referência ao Criador da liberdade humana. E apareceu como um acto da vontade da criatura-homem contrário à vontade de Deus: contrário a vontade salvífica de Deus; ou melhor, manifestou-se em oposição à verdade, com base na mentira já definitivamente «julgada» — mentira que colocou em estado de acusação, em estado de permanente suspeição o próprio Amor criador e salvífico. O homem seguiu o «pai da mentira», pondo-se contra o Pai da vida e o Espírito da verdade.
    O «convencer quanto ao pecado», portanto, não deveria significar também revelar o sofrimento, revelar a dor, inconcebível e inexprimível, que, por causa do pecado, o Livro Sagrado, na sua visão antropomórfica, parece entrever nas «profundezas de Deus» e, em certo sentido, no próprio coração da inefável Trindade? A Igreja, inspirando-se na Revelação, crê e professa que o pecado é of ensa a Deus. O que é que, na imperscrutável intimidade do Pai, do Verbo e do Espírito Santo, corresponde a esta «ofensa», a esta recusa do Espírito que é Amor e Dom? A concepção de Deus, como ser necessariamente perfeitíssimo, exclui, por certo, em Deus, qualquer espécie de sofrimento, derivante de carências ou feridas; mas nas «profundezas de Deus» há um amor de Pai que, diante do pecado do homem, reage, segundo a linguagem bíblica, até ao ponto de dizer: «Estou arrependido de ter criado o homem». 146 «o Senhor viu que a maldade dos homens era grande sobre a terra … E o Senhor arrependeu-se de ter criado o homem sobre a terra … O Senhor disse: “Estou arrependido de os ter feito”». 147 Mas o Livro Sagrado, mais frequentemente, fala-nos de um Pai que experimenta compaixão pelo homem, como que compartilhando a sua dor. Esta imperscrutável e indizível «dor» de Pai, em definitivo, gerará sobretudo a admirável economia do amor redentor em Jesus Cristo, para que, através do «mistério da piedade», o amor possa revelar-se mais forte do que o pecado, na história do homem. Para que prevaleça o«Dom»!
    O Espírito Santo, que, segundo as palavras de Jesus, «convence quanto ao pecado», é o Amor do Pai e do Filho; e, como tal, é o Dom trinitário e, simultaneamente, a eterna fonte de toda a dádiva divina às criaturas. N’Ele, precisamente, nós podemos conceber como que personificada e actuada de uma maneira transcendente a virtude da misericórdia, que a tradição patrística e teológica, na linha do Antigo e do Novo Testamento, atribui a Deus. No homem, a misericórdia inclui a dor e a compaixão pelas misérias do próximo. Em Deus, o Espírito que é Amor faz com que a consideração do pecado humano se traduza em novas dádivas do amor salvífico. D’Ele, na unidade com o Pai e o Filho, nasce a economia da salvação, que enche a história do homem com os dons da Redenção. Se o pecado, rejeitando o amor, gerou o «sofrimento» do homem que, de algum modo, se estendeu a toda a criação, 148 o Espírito Santo entrará no sofrimento humano e cósmico com uma nova efusão de amor, que redimirá o mundo. E nos lábios de Jesus Redentor, em cuja humanidade se concretiza o «sofrimento de Deus», ressoará com frequência uma palavra em que se manifesta o Amor eterno e cheio de misericórdia: «Misereor» (tenho compaixão). 149 Assim, «o convencer quanto ao pecado», por parte do Espírito Santo, torna-se um manifestar diante da criação «submetida à caducidade» e, sobretudo, no mais íntimo das conciências humanas, que o pecado é vencido pelo sacrifício do Cordeiro de Deus: este tornou-se «até à morte» o servo obediente que, reparando a desobediência do homem, opera a redenção do mundo. É deste modo, que o Espírito da verdade, o Paráclito, «convence quanto ao pecado».

  11. “Gesse Almeida julho 5, 2015 6:15 am

    …vamos aguardar edir macedo, silas malafaya, waldomiro santiago, r.r. soares e otros mas…”

    Que tal as seguintes leituras?
    1 – ““Dirás aos levitas: quando receberdes dos israelitas o dízimo que vos dei de seus bens por vossa herança, tomareis dele uma oferta para o Senhor: o dízimo do dízimo”. (Nm 18,26)
    2 – “Um sacerdote da linhagem de Aarão acompanharia os levitas quando recebessem o dízimo; e os levitas trariam o dízimo do dízimo à casa de nosso Deus, para as salas que servem de depósito”. (Ne 10,39)

    Forte abraço … bom domingo para todos e todas!!!

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