Leonardo Boff diz entender os excessos de Ciro pelo “caráter iracundo” dele

Boff afirma que os partidos precisam fazer autocríticas

Géssica Brandino
Yahoo Notícias(Folha Press)

O teólogo, filósofo e escritor, Leonardo Boff, 88 anos, respondeu às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), que em entrevista à Folha de S.Paulo o chamou de “um bosta” e “bajulador”, além de insinuar que ele não havia criticado o mensalão e o petrolão.

“Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que ‘tem sobriedade e modéstia'”, disse.

COLÉGIO DE LÍDERES – Apesar da fala de Ciro, Boff defendeu a participação do político numa “espécie de colégio de líderes, vindos das várias partes de nosso país continental, para que as resistências e oposições tenham sua base em vários estados e não apenas naqueles econômica e politicamente mais relevantes”.

Um dos iniciadores da Teologia da Libertação, Boff falou com a reportagem por e-mail e fez uma análise sobre o papel da esquerda após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

“Creio que agora a situação é tão dramática que precisamos de uma Arca de Noé onde todos nós possamos nos abrigar, abstraindo das diferentes extrações ideológicas, para não sermos tragados pelo dilúvio da irracionalidade”, afirmou, dizendo que disse a situação requer uma autocrítica. “Penso que todos os partidos têm que se reinventar sobre bases éticas e morais mais sustentáveis. Toda crise acrisola, nos faz pensar e crescer”.

Como o senhor responde às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes durante entrevista à Folha de S.Paulo?
Considero Ciro Gomes uma das maiores e imprescindíveis lideranças do Brasil. Ele é importante para a manutenção da democracia e dos direitos sociais. Ele ajuda a alargar os horizontes dos problemas que enfrentamos com o seu olhar próprio. O que faz e diz é dito e feito com paixão. Entretanto, a paixão necessária nem sempre é um bom conselheiro. Creio que foi o caso de sua crítica a mim chamando-me com um qualificativo que não o honra. Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que “tem sobriedade e modéstia”. Sigo a sentença dos mestres espirituais: “se não entender o que alguém diz a seu respeito tenha pelo menos misericórdia”, virtude central do cristianismo assumida, decididamente, pelo Papa Francisco. Procuro viver essa virtude.

Ciro questionou sua opinião sobre o mensalão e o petrolão. Sobre o “mensalão” e o “petrolão” sempre fui crítico. Mostrei-o em meus artigos publicados no Jornal do Brasil online, onde escrevi, semanalmente, durante 18 anos. Todos eles estão no meu blog onde se pode conferir. Aconselho ao ex-ministro que leia o livro que publiquei a partir da atual crise brasileira: “Brasil: concluir a refundação ou prolongar a dependência”, com 265 páginas, editado pela Editora Vozes neste ano. Leia, por favor, o capítulo “Os equívocos e erros do PT e o sonho de Lula”, das páginas 89-96 e em outras passagens. Um intelectual, ciente de sua missão, não pode deixar de criticar malfeitos, venham de onde vierem. Assim o fiz em todo o tempo.

Na entrevista Ciro o chama de bajulador.
Não me incluo entre os eventuais bajuladores de Lula. Nunca fui filiado ao PT por convicção, pois, o ofício do pensar filosófico e teológico não pode se restringir à parte, donde vem partido, mas deve procurar pensar o todo e a parte dentro do todo. Somos eu e Frei Betto (também não filiado ao PT) amigos de Lula de longa data, desde o tempo em que organizava as greves e a resistência à ditadura militar. Portanto, bem antes de ser político e presidente. Todas as vezes que o encontrávamos em Brasília, eu e minha companheira Márcia, fazíamos-lhe críticas, por vezes tão duras por parte de Márcia que tinha que dar chutes em sua perna, por debaixo da mesa, para se moderar. Tanto ele como nós fazíamos as críticas como amigos sinceros fazem entre si. Os amigos se criticam olhos nos olhos para construir, os adversários o fazem pelas costas para destruir. E assim o entendia Lula. Somos amigos-irmãos que têm os mesmos sonhos e os mesmos propósitos fundamentais., Frei Betto era igualmente duro na crítica, não obstante a grande amizade que os unia e une.

32 thoughts on “Leonardo Boff diz entender os excessos de Ciro pelo “caráter iracundo” dele

  1. Meu Deus, quanta estupidez e ignorância!!!!!
    Mais de 30 milhoes de brasileiros desempregados e desslentados, mas essa quadrilha continua a não querer mudanças…
    É muita sem vergonhice e desfaçatez!!!!

    • Se na juventude dissesse ao meu pai que gostaria de ser teólogo, filósofo e escritor, levaria umas boas tundas! E se realizasse tal sonho, certamente me tornaria na velhice um sujeito barbudo, chato e rabugento.

  2. A PF poderia por o Boff na cadeia, junto com o Lula. Assim eles vão ter muito tempo para trocar idéias. Quer dizer que frei também era cupincha do Golbery?

    • Caro leitor e comentarista Sylvio Rocha,
      Não só ele como todos aqueles que comungam dessa nefasta ideologia deveriam se aboletar na Venezuela, na Coréia do Norte, na China, ou quem sabem em Cuba, a fim de que nos deixem em PAZ de uma vez por todas para que possamos continuar a buscar o caminho da ORDEM e do PROGRESSO.
      Essa gente abjeta e deletéria usa a miséria e o sofrimento do povo brasileiro para os seus objetivos, que felizmente foi obstado pelos próximos quatro anos.
      No entanto, precisamos ficar VIGILANTES todos os dias dos anos com relação a eles, pois eles tentarão infernizar a vida do novo presidente do país.
      O Bolsonaro nem assumiu e eles já estão mostrando do que são capazes.
      O preço da LIBERDADE é a ETERNA VIGILÂNCIA.

      • Gostei João Amaury, e me lembrei do Brigadeiro Eduardo Gomes : O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA.

  3. Excelente descrição de quem é o apedeuta do Lula.

    Editorial do Estadão hoje.
    Leitura obrigatória:
    O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada.
    A partir de agora, será preciso entender como foi possível que tantos tenham se deixado enganar por um político que jamais se preocupou senão consigo mesmo, com sua imagem e com seu projeto de poder; por um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas; por um líder cuja aversão à democracia implodiu seu próprio partido, transformando-o em sinônimo de corrupção e de inépcia.
    De alguém, enfim, cuja arrogância chegou a ponto de humilhar os brasileiros honestos, elegendo o que ele mesmo chamava de “postes” – nulidades políticas e administrativas que ele alçava aos mais altos cargos eletivos apenas para demonstrar o tamanho, e a estupidez, de seu carisma.
    Muito antes de Dilma ser apeada da Presidência já estava claro o mal que o lulopetismo causou ao País. Com exceção dos que ou perderam a capacidade de pensar ou tinham alguma boquinha estatal, os cidadãos reservaram ao PT e a Lula o mais profundo desprezo e indignação. Mas o fato é que a maioria dos brasileiros passou uma década a acreditar nas lorotas que o ex-metalúrgico contou para os eleitores daqui. Fomos acompanhados por incautos no exterior.
    Raros foram os que se deram conta de seus planos para sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, bem ao estilo do gangsterismo sindical que ele tão bem representa. Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País.
    Quando o ex-retirante nordestino chegou ao poder, criou-se uma atmosfera de otimismo no País. Lá estava um autêntico representante da classe trabalhadora, um político capaz de falar e entender a linguagem popular e, portanto, de interpretar as verdadeiras aspirações da gente simples. Lula alimentava a fábula de que era a encarnação do próprio povo, e sua vontade seria a vontade das massas.
    O mundo estendeu um tapete vermelho para Lula. Era o homem que garantia ter encontrado a fórmula mágica para acabar com a fome no Brasil e, por que não?, no mundo: bastava, como ele mesmo dizia, ter “vontade política”. Simples assim. Nem o fracasso de seu programa Fome Zero nem as óbvias limitações do Bolsa Família arranharam o mito. Em cada viagem ao exterior, o chefão petista foi recebido como grande líder do mundo emergente, mesmo que seus grandiosos projetos fossem apenas expressão de megalomania, mesmo que os sintomas da corrupção endêmica de seu governo já estivessem suficientemente claros, mesmo diante da retórica debochada que menosprezava qualquer manifestação de oposição. Embalados pela onda de simpatia internacional, seus acólitos chegaram a lançar seu nome para o Nobel da Paz e para a Secretaria-Geral da ONU.
    Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe. Quando tinha influência real e podia liderar a tão desejada mudança de paradigma na política e na administração pública, preferiu os truques populistas. Enquanto isso, seus comparsas tentavam reduzir o Congresso a um mero puxadinho do gabinete presidencial, por meio da cooptação de parlamentares, convidados a participar do assalto aos cofres de estatais. A intenção era óbvia: deixar o caminho livre para a perpetuação do PT no poder.
    O processo de destruição da democracia foi interrompido por um erro de Lula: julgando-se um kingmaker, escolheu a desconhecida Dilma Rousseff para suceder-lhe na Presidência e esquentar o lugar para sua volta triunfal quatro anos depois. Pois Dilma não apenas contrariou seu criador, ao insistir em concorrer à reeleição, como o enterrou de vez, ao provar-se a maior incompetente que já passou pelo Palácio do Planalto.
    Assim, embora a história já tenha reservado a Dilma um lugar de destaque por ser a responsável pela mais profunda crise econômica que este país já enfrentou, será justo lembrar dela no futuro porque, com seu fracasso retumbante, ajudou a desmascarar Lula e o PT. Eis seu grande legado, pelo qual todo brasileiro de bem será eternamente grato.

    • Uma boa medida de agora em diante é não aceitar mais retirante barbudo que seja cachaceiro, tenha bebido água com caramujo na infância e seja analfabeto. Na parte feminina, mulher presidente só se não for demente como a Dilma. Chega dessas apostas (acho que errei na grafia!)

    • Faltou apenas uma coisa no editorial: quem tramou o impeachment da Dilma foi o próprio Lula. Sem o aval dele, o congresso podre nunca deixaria o impeachment passar. E, esta era a forma de chegar vivo em 2018 com chances reais de se eleger pois o vice petista iria sucumbir abrindo espaço para o salvador da pátria. Mas, no meio do caminho existia um cidadão chamado Moro, Sérgio Moro e o resto da história, todos conhecem.

    • Muito Bom

      Uma pena que até o pessoal do Estado tenha demorado até o final das eleições, para se aperceber disso.
      Segundo o próprio texto ” o povo não se apercebia disso, engando pela labia, lorotas e favores” mas os iluminados da imprensa deveriam estar acima disso.

      Antes tarde do que nunca, mas que parece oportuno, parece…..

  4. Um homem frio e hipocrita não engana mais ninquém . A Arca de noé um dia vai servir para esse homem e toda corja da podridão que existe neste mundo ,ser diz filósofo que tem uma mente suja para o mal, que de Deus nunca tever , o mesmo é amor,justiça,humilde, não representa nada nesta vida um falsario usando o nome de Deus em vão , pois o tempo mudou agora as mascara cairam á sua e esse papa comunista que não representa nada na terra só o diabo.

  5. Embora Boff seja da religião judaica-cristã, não entendeu nada da simbologia da expulsão de Adão do paraiso, que hoje a antropologia biológica explica como o advento da mente nos humanos e que traz o ideal como sua primeira mentira, levando os humanos à arrogância de pretender o mundo à sua imagem e semelhança, desprezando e contrariando uma natureza de milhões de anos, da qual existe mais do que imagina nossa vã filosofia, o que resulta em guerras e genocídios pela sanha de poder , que idealistas e fanáticos já demonstraram quando conseguiram o poder sobre muitas nações do mundo.
    Partindo do princípio religioso de que Deus é a natureza, Boff não está com ele e sim contra, pois não percebe um mínimo da condição humana. Da nossa natureza.
    Já, Ciro é mais um malandro da boa e velha política brasileira .

    PS. Não tenho religião e nem me preocupo com a existência ou não de Deus.

    • Mario Jr., meu caro … Após Hawking declarar que o Fim da Natureza será quando não houver mais nada a ser queimado nas estrelas, está implícito que o cientista se referia à Matéria, né???.

      Desse modo, a Ciência conclui que a Matéria terá fim, certo??? e a Energia também???

      Ora, na famosa e=mc2 temos;
      e … Energia
      m … massa tridimencional = matéria

      PORÉM PORÉM PORÉM há o c2 … que é relativo à RADIAÇÃO … que tende ao INFINITO!!!

      Será Deus então a Radiação kkk KKK kkk

      Um aperto de mão.

  6. Mario Jr:
    Boff não é da religião Judaico-cristã.
    Ele é da seita Lulopetismo!
    Sacerdote!
    Esse esclerosado é um poço do que não presta!
    Ratzinger Papa Bento XVI o calou.
    Ele e “Frei” Beto são dois inexpressivos puxa-saco de Lula e dos ditadores Castro.
    Não valem nada!

  7. No Brasil até os ditados se reinventam:

    Aquele conhecido de que

    O patriotismo é o refugio dos canalhas ”

    Consegue ser acrescentado para a

    A Religião (principalmente a católica) pode ser um refugio e escudo para canalhas…..

    Significado de Canalha

    adjetivo

    Que se pode referir ao que é vil, sem valor;

    ordinário.

    Próprio da pessoa mau-caráter, desprezível:
    comportamento canalha.
    Que não é honesto; velhaco

    substantivo masculino e feminino

    Pessoa desprovida de moral; quem não tem bom caráter.
    substantivo feminino

    Reunião de pessoas desonradas e desprezíveis.

    Finalmente alguma coisa que podemos aproveitar sai desta iluminada cabeça:

    ” Somos amigos-irmãos que têm os mesmos sonhos e os mesmos propósitos fundamentais “.,

    Então temos a esperança de que, por obra do destino, possamos nos livrar dos dois.

    È só ele assumir que sua influencia pode ter ajudado a cometer os “mal feitos ” e se dispor a ficar em Curitiba , repensando sobre como recatequizar os impios que se atreveram a não votar do “Deus”

  8. E pensar que textos desse idiota do Boff e Beto (de frei não tem nada, pois está excomungado) estão por toda a parte da formação de crianças de 5ª série em diante. Quando haverá um jornalista para investigar e denunciar a participação de Ongs da Fundação Ford, Jorge Soros, Rockfeller em editoras educacionais que vendem seus produtos para todos (escolas particulares e públicas), só alterando a capa e logos?
    Impossível educar filhos no Brasil, quando todos ainda comemoram a vitória de Jair Bolsonaro e esses globalistas doutrinam e vão continuar doutrinando nossos jovens por décadas.

  9. Eles se conhecem muito bem, mas só um não tem papas na língua para dizer o que o outro jamais diria. Ciro bajulou Lula até ver que seria completamente infrutífera sua empreitada rumo ao palácio do planalto. Depois, não poupou mais adjetivos contra ele e quem se colocou a seu lado. Esse é o Ciro que conhecemos, nunca mudou, nem quer. Nunca convencerá o Brasil a elegê-lo presidente.

  10. Antes de ler o texto de Boff, corri a ler os comentários, até o momento, 22. Não há um único favorável nem ao texto nem ao autor.

    Carlos Newton é um homem fiel. Fiel a seus amigos e fiel a aqueles que perseveram. Boff persevera… no erro e na indigência.

  11. Uma coisa incompreensível nesta tal de esquerda. É que vivem alardeando, que a maioria dos apoiantes, são intelectualizados, filósofos, escritores e tantas outras coisas, mas tem que comer nas mãos de um pobre ignorante, agitador de porta de fábrica e gigolô da pobreza.
    Porque Boff, esse tal de Frei Beto e tantos outros, não se lançam, eles mesmos na política, já que se dizem tão preparados, mas não, tem que dar toda a credibilidade a um vigarista demagogo, que quando é descoberto nos seus trambiques, ai vem com a cantilena de ser o tal indivíduo um injustiçado.
    Já não basta a nossa luta para defenestrar a “corriola” esquerdista, ainda temos que aturar a choradeira destes energúmenos inconformados.
    Até quando estes “Catilinas” do petismo, ainda zombarão da nossa paciência.

  12. Não costumo ler as coisas do pedante Leonardo Boff. Mas já que ele diz que condenou o mensalão e o petrolão, porque não pediu votos para o Ciro, ou qualquer outro candidato, durante o primeiro turno, quando haviam outras opções além de Bolsonaro e Haddad, inclusive algumas de esquerda? Alguém sabe dizer se houve alguma manifestação do Boff nesse sentido? Pelo que andei vendo na internet, já em setembro Boff só tinha louvores para Haddad e o PT, mesmo quando haviam outras possibilidades.

  13. Para podermos criticar Leonardo Boff ou apresentar razões pelas quais discordamos de suas ideias, temos de entender o homem, de descobrir os porquês de ser um petista.

    Antes de Lula ascender ao poder, Boff fazia parte da Teologia da Libertação.

    Conforme decisão da Igreja, que deveria escolher o pobre, tal opção complementou a variação do Evangelho que Boff abraçara, e caiu como uma luva.

    Se, anteriormente, Boff pregava que Deus estaria sempre ao lado dos necessitados, incluindo perdoá-los por erros e falhas pelo estado que essas pessoas se encontravam, de miséria, e perdidos em termos de orientação espiritual, a política petista de ser um partido que defenderia e melhoraria a vida do povo carente e a união de Lula com a CNBB, ambos elaboraram uma relação e objetivo que, o pobre, teria não só a palavra consoladora da Igreja, quanto o objetivo do governo em tirar-lhe dessa pobreza!

    Boff teria no PT, o aspecto político que concretizava a sua pregação, que fundamentava a Teologia da Libertação como o Evangelho a ser de fato adotado.
    O aumento de adeptos ou seguidores de suas palavras foi automático, haja vista que Lula aumentou a quantidade de pessoas que receberiam o Bolsa Família, uma espécie de “maná’, que os judeus recebiam, caindo do céu, o alimento enquanto permaneceram por 40 anos no deserto em busca da Terra Prometida!

    O PT seria o meio de se alcançar a promessa feito pelo Cristo, na Teologia da Libertação, pelos pobres que, se permanentemente elegessem o partido e seus membros, resultariam em um povo feliz e abençoado!

    No início, os planos deram certo, pois a taxa de desemprego caiu, o salário mínimo subia mais do que a inflação, a propaganda petista sempre enganadora se jactava de o pobre estar comendo queijo e andando de avião!!!

    No entanto, o pobre acreditou piamente na Teologia de Boff e no PT, porém, os comandantes dessa gente que prometera céus e terras construía para si o BEZERRO DE OURO!

    O PT jamais acreditou em Deus!
    O PT usou Boff para ter esse pobre ao seu lado, na mesma medida que Boff se utilizava do PT para provar que o Cristo que ele pregava havia atendido às súplicas do miserável!

    Se o PT e Lula tivesse se contentado com o primeiro bezerro de ouro, o primeiro deus do partido e de seu líder, o povo não só compreendeu como não deu muita importância ao mensalão!!!

    Mas, desvairado com o poder, com as facilidades que poderia construir outro bezerro de ouro e maior do que o primeiro, surgiu a Petrobrás, o dinheiro desviado da estatal!!!

    Não havia mais como esconder dois bezerros de ouro.
    Duas estátuas em homenagem ao deus dinheiro, à corrupção, à desonestidade.

    O defensor espiritual do PT, Boff, tentava explicar a sucumbência do partido pelo crime, pelo dinheiro, pelo conforto, pelo patrimônio adquirido à base de roubos do … POVO!!!

    Resumindo:
    dissidentes do PT ou dissimulados contrários ao PT, como Ciro Gomes, que lutou como pôde para representar o partido e demais siglas que se identificavam com a esquerda, foi enganado, ludibriado pelo partido QUE SEMPRE SE CARACTERIZOU DESSA FORMA!!!
    Ora, se o PT iludia o povo, mentia, enganava, quem era Ciro para acreditar em Lula??!!

    A revolta de Ciro contra Leonardo Boff, na verdade é contra ele mesmo, que apenas considerou o aspecto político, mas, os seguidores do PT e Lula, e da Teologia da Libertação – daí o apelido de seita que o partido obteve -, Ciro os deixou de lado, pois jamais se encontrou com Boff para lhe pedir apoio!

    Boff doura a pílula, pois teria o seu discurso pronto para seus adeptos, caso Lula/Haddad vencesse as eleições:
    O líder popular, o melhor presidente do Brasil preso injustamente, fora alvo de milagre divino!!!
    A esperança retornava ao pobre, desempregado e inadimplente, vítima da violência e saúde pública depauperada … evidente com Leonardo Boff mais uma vez pregando como pano de fundo da sua crença, a política que lhe beneficiava, a petista!

    Boff perdeu prestígio, claro;
    Perdeu seguidores, óbvio;
    A sua Teologia não foi assim tão libertadora, pois o pobre voltou a ser miserável e até em piores situações!

    O PT era infiel, então o peso de seus dois bezerros de ouro abriu uma cratera e, muitos petistas, inclusive seu amo e senhor, foram sugados às profundezas do INFERNO!

    Agora, rendo-me à inteligência de Boff, à sua manipulação e junção com o PT para cooptar eleitores e seguidores religiosos.
    A lamentar que, a sua vaidade, de se sentir como uma espécie de profeta, tenha sido uma frustração, e a população constatando que até o deus de Boff era de barro!

    • Caro leitor e comentarista Francisco Bendl,
      Primorosa a sua análise sobre a simbiose entre Lula e PT e o ex-Frei Leonardo Boff.
      Ambos se aproveitam da miséria e do sofrimento do povo brasileiro para alcançarem os seus objetivos.

  14. A lamentar, que esta inteligência superior não esteja a serviço da verdade, do país, mas à divulgação da sua teologia e manutenção da política que lhe deu albergue para manipular incultos e incautos.

    Os males cometidos por Boff são mais graves que os de Ciro, pois todos superficiais, ao contrário de Leonardo, que atingiram profundamente a alma, o espírito, de seus seguidores.

    A crença de Boff para seus adeptos, revelou-se falsa, sem base, apenas imaginativa, assim como o PT, que lhe servia de catapulta para ampliar a quantidade de fiéis.

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