Levy terá cacife para enxugar a máquina administrativa federal?

Wagner Pires

O desarranjo que esta mulher junto com o seu ministro fizeram nas contas públicas e na economia é imensurável! Realinhar tudo isso debaixo das rédeas da melhor governança dará muito trabalho e demandará muitos esforços.

Corte na despesa do Tesouro com a sustentação de preços represados à população no setor energético via conta CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), eliminação das desonerações tributárias a setores privilegiados, elevação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 5% para 5,5% nos empréstimos do BNDES, elevação da alíquota da Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), imposto que recai sobre a parcela de combustíveis importados – todas estas ações são um bom começo de rearrumação da casa.

Por enquanto estamos falando em medidas que não passam pelo enxugamento da máquina pública federal, mas, em algum momento isso terá de ser feito, doa a quem doer. O peso da recuperação das contas do governo não pode ser simplesmente despejado em cima do cidadão-contribuinte, mas, deverá haver compromisso do próprio governo na eliminação de ministérios dispensáveis e na diminuição dos gastos correntes com a manutenção da máquina pública.

Não é possível aceitar que somente nós – o povão – sejamos obrigados a suportar os ajustes econômicos necessários ao saneamento das contas públicas. Dilma terá de desagradar a sua base aliada sim, eliminando ministérios desprezíveis sob o ponto de vista estratégico, mas muito custosos operacionalmente.

Que fiquem atentos os brasileiros para tal questão.

CARGA TRIBUTÁRIA

Sobre um possível aumento de impostos, não há espaço para aumentar a carga tributária, que está em 36,42% do PIB e sufoca uma população que já está com seu 86% do seu orçamento familiar comprometido.

A redução do consumo das famílias em menos 0,3%, revelada pela divulgação das Contas Nacionais Trimestrais pelo IBGE, demonstra e confirma o fenômeno do esgotamento de poder de consumo das famílias.

A situação econômica do país é, de fato, terrível. Mas, a presidente Dilma Rousseff não está preocupada, não. Tudo é apenas um pano de fundo para a execução dos planos do Foro de São Paulo em relação ao Brasil.

6 thoughts on “Levy terá cacife para enxugar a máquina administrativa federal?

  1. Bom texto, Moderador.

    Entretanto, na minha opinião, tudo o que estamos sabendo (ainda não vimos nada) sobre as tesouras do senhor Joaquim Levy, está parecendo mais um teatrinho para o distinto público.

    Pela pouca informação e a desvairada fofoca que campeia como “torpedos”, esperamos que não seja o caso de trocar 6 por meia-dúzia.

  2. O ilustre Autor, Sr. WAGNER PIRES nos mostra que a Presidenta DILMA, conhecendo a teoria Econômica mas não tendo a PRÁTICA, cometeu os erros apontados. Agora no Governo DILMA II, já tendo ganho a Eleição, deixará o Czar da Economia, (Min. Fazenda Sr. JOAQUIM LEVY) restabelecer o tripé macro-econômico estabilizador, e ato contínuo preparar a aceleração do crescimento. O motivo principal, é que agora ela não tem mais Eleição com que se preocupar.

    • Haverá algum ajuste, Sr. Bortolotto. Mas, só o suficiente para evitar a falência da economia Brasileira, não torná-la pujante.

      O PT precisa do país para consolidar a hegemonia socialista no Brasil e em outros países sul americanos.

      Grande abraço!

  3. “… Dilma terá de desagradar a sua base aliada sim, eliminando ministérios desprezíveis sob o ponto de vista estratégico, mas muito custosos operacionalmente.”

    No Brasil, quando eles fecham um departamento, um banco estatal ou um ministério, o pessoal não é demitido. É transferido. Continuam na folha de pagamento.

    • Perfeito, o PT levou o aparelhamento público a níveis inimagináveis.

      O fisiologismo político e o aparelhamento estatal não deixarão de ser ferramentas de dominação da máquina pública e mecanismo de fortalecimento de seu partido.

      Nesse sentido o Brasil é apenas um mecanismo a ser utilizado pelo partido que segue as deliberações do Foro de São Paulo para a instauração do socialismo na região latino americana.

      Grande abraço!

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