Lewandowski, no ato, revela de fato não confiar em Eduardo Cunha

Lewandowski recebe Cunha em público e Renan em sigilo

Pedro do Coutto

O título vem de um livro político importante de Carlos Heitor Cony e o texto baseia-se em três reportagens dos mais importantes jornais do país, nas suas edições de 24. No Estado de São Paulo, a matéria é de Gustavo Aguiar e Daiane Cardoso; na Folha de São Paulo de Márcio Falcão, Ranier Dragon e Gustavo Uribe; no O Globo assinam a reportagem Carolina Brígido e Cristiane Jungblat.  As três convergem para um ponto único: ao receber o deputado Eduardo Cunha e convocar os jornalistas para assistir o encontro, o presidente do Supremo Tribunal Federal acentuou tacitamente sua desconfiança na interpretação que o presidente da Câmara poderia dar aos assuntos tratados e, com isso, estabelecer alguma confusão na opinião pública do país. Lewandowski partiu, a meu ver, do princípio de que não basta observar um fato, mas sim analisar seu conteúdo. A diferença clássica entre um episódio e sua versão.

Assim, para o presidente do Supremo, a imprensa tornou-se testemunha dos diálogos realizados em sua sala na Corte Suprema. Ele pesou bem o panorama. Não poderia deixar de receber eticamente o presidente da Câmara Federal, porém não desejava aceitar seus argumentos a respeito da decisão do STF sobre o rito do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Deixou claro, contudo que a decisão somente poderá ser objeto de embargo declaratório, após a publicação do acórdão que a estabeleceu. Assinalou que existe um prazo para isto: 5 dias após a íntegra do acórdão sair no Diário Oficial da União.

Além disso, o presidente do Supremo fez questão de dizer que considera o resultado do julgamento absolutamente claro, e, portanto, não discutível. Esta versão não pode ser contestada porque teve a opinião pública por testemunha. Isso de um lado. De outro transmitiu a existência de um clima não amistoso entre o presidente do Supremo e o da Câmara dos Deputados.

RECURSOS DA SAÚDE TÊM DURAÇÃO LIMITADA

O governador Luiz Fernando Pezão e muito menos a população carioca e fluminense, no fundo, não têm razões para comemorar a liberação de 155 milhões pelo governo federal e o empréstimo de 100 milhões concedido pelo prefeito Eduardo Paes para aliviar a crise extrema em que se encontra a saúde no estado do Rio de Janeiro. Isso porque tal volume de recursos é emergencial, não duradouro. Vai funcionar para garantir o pagamento dos custos do sistema até quando? Resposta: por poucos meses. Além do mais, no caso do empréstimo, ele terá de ser pago.

A situação catastrófica do programa de saúde pública em nosso estado decorre de vários fatores. Que vão da imprevidência a um erro fundamental de concepção. Pagamentos são feitos a organizações privadas de saúde. Dessa forma incentiva ao lucro em consequência da não prestação de serviço. E sim cobrar pelo que deixam de fazer.

9 thoughts on “Lewandowski, no ato, revela de fato não confiar em Eduardo Cunha

  1. Ai nesse serpentário, o mais “tolo” da nó em pingo dágua. Imagina se tudo isso já não tinha sido combinado com os “russos”, la do planalto.
    O lewando é um baita carregador de piano.

  2. Dilma, Vacari, Lula , Zé Dirceu, Cerveró, Renan, Lewandosvski, Barroso, Delubio, Paulo Roberto, Lobão, Rosemery Inácio, Cunha, Bumlai e todos os que se mantem no poder cobrindo uns aos outros, dando as costas ao país, rasgando da Constituição a todo o Ordenamento Jurídico do país, lutando contra o interesse público, e, apoiando e deixando impune os criminosos de lesa-pátria, SÃO TODOS IGUAIS E NÃO NOS REPRESENTAM, ELES DÃO NOJO E SÃO A VERGONHA DO POVO BRASILEIRO !!!!!!!!!!

  3. Qual a diferença de Lewandovsky Barroso, Cunha Lula, Dilma Vacari e petralhas unidos, bem unidos ??????? Todos são bem iguais, em um país sério já estariam respondendo em conjunto aquilo que acobertam em conjunto. Para tirar Cunha tem que tirar Renan e Dilma, quem é que tá esculhambando o país ?????

  4. Lewandowsky quer parecer honesto, mas não é!

    Por que não é transparente quando se encontra com os membros da ORCRIM? Inclusive naqueles encontros em Portugal???

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