Livre, leve e solto, Dirceu é chamado de ladrão na rua

Wilson Lima
iG Brasília 

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu chegou, no início da tarde desta terça-feira (4), no Fórum do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) sob gritos de “ladrão” para a audiência de instrução sobre as regras de cumprimento de prisão em regime aberto.

Após Dirceu cumprir 11 meses e 20 dias dormindo na prisão, na semana passada o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, autorizou-o a cumprir o restante de sua pena de sete anos e 11 meses em casa pelos crimes cometidos no escândalo do mensalão. Nesta terça-feira, Dirceu participou de uma audiência que deu as regras e as limitações desse novo regime de prisão.

Nesta audiência de instrução, Dirceu foi informado que, mesmo dormindo em casa, não poderá receber visitas, nem manter contato com outros condenados no mensalão. Ele também não pode ser flagrado ingerindo bebida alcoólica ou portando armas de fogo, conforme a Lei de Execuções Penais.

Dirceu já tinha condições de fazer sua progressão de pena do regime semiaberto, ao qual ele está atualmente, para o regime aberto. Preso desde o dia 15 de novembro do ano passado, Dirceu somente iria progredir para o regime aberto em março do ano que vem, mas ele conseguiu descontar 142 dias de pena em função de cursos feitos na prisão, leituras e do trabalho que ele vem exercendo em um escritório de advocacia de Brasília.

4 thoughts on “Livre, leve e solto, Dirceu é chamado de ladrão na rua

  1. e com esse impoluto, imaculado, ilibado, decoroso, virgíneo, já estando livre, leve e solto,

    será que o BARBA-DELATOR-DEDODURO e o seu sacrista, o anacronizado, vão processar o Delegado Tuma Júnior? O Brasil inteiro, ansioso, espera ver o Júnior, sem delação premiada, nas barras dos tribunais.

    e a Rosemary dos vôos ardentes, a Rosemary do bebarrão, cadê-la?

  2. Caro Jornalista,

    Via uma entrevista com a ex-ministra Zélia Cardoso de Melo dizendo que o bom de morar em Nova Iorque era que lá ninguém a importunava e ela podia ir a qualquer lugar da cidade como uma pessoa qualquer.
    Afinal, que vive de rendas pode morar em qualquer lugar.

  3. Ministro Joaquim deu-nos este presente: a prisão da cabeça principal do núcleo pensante do PT. Alguma dúvida?

    José Dirceu, “O PREPOTENTE”, sempre representou o que de pior o PT tinha e continua tendo. Esperto, matreiro, debochado: o típico malandro da madrugada.

    Ficou preso um ano e alguns meses. Pouco? Certamente que sim.

    Mas devemos reconhecer e não esquecer: uma prisão com fundo pedagógico.

    Até o último momento temi pela sua absolvição. Afinal, com tantos comprometidos no STF, era grande o risco disto acontecer.

    Mas Joaquim, “O BARBOSÃO”, usou o tacape da justiça e bateu no crânio do “Zé”. Vai para o xilindró, decretou o tribunal!

    Já escrevi em outras oportunidades, mas repito: para José Dirceu, ex-guerrilheiro, ex-preso político, primeiro na sucessão de Lulla, cabeça intelectual do grupo maior, a prisão representou um castigo jamais pensado. Tente imaginar: em que dia, algum petista de carteirinha, fundador, fanático e militante perpétuo, pensou ver o líder Zé Dirceu atrás das grades? Jamais. Nunca!

    E para ele, Zé Dirceu, isto representou um golpe quase mortal. Assim acontecerá com qualquer um que lutou contra a ditadura (do jeito deles) e, em plena democracia, num período de governo que tinha a frente seu companheiro e amigo Lulla, a “eminência parda” é trancafiado.

    Hoje está em regime semi-aberto. Amanhã estará livre, totalmente.
    Mas o carimbo, a marca deixada pela prisão, jamais sairá da memória dele, de seus amigos e da história de nosso país.
    E da nossa também.

    Podem reescrever quando e como quiserem: Zé Dirceu continuará a ser um ex-preso, dos dois regimes: ontem, na ditadura e, hoje, na democracia.

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