Lugar comum no futebol: “Vitória, até por 1 a 0, é vitória. E por 3 a 0, contra o Japão? Sem vibração, emoção, satisfação. Foi a “dinâmica do grupo”, disse Felipão.

Helio Fernandes

O jogo Brasil-Japão começou exatamente às 4 horas em ponto, nisso a Fifa é invencível e inimitável. Um “caubói” da maior empresa de futebol do mundo, fica na beira do gramado. Faltando 10 segundos para o horário do início, faz um sinal, o árbitro apita e começa,

O estádio de 71 mil lugares e 1 bilhão e 500 milhões, praticamente lotado, provavelmente a última vez que isso acontecerá, vibrando, não por causa do arcaico Felipão, mas pela própria paixão pelo futebol e pela seleção.

20 ou 30 minutos antes, exausto de ansiedade e de incapacidade, repetiu o que já dissera duas vezes: “É horrível perder na estréia e em casa”. Mas com 3 minutos de jogo, Neymar, na primeira bola que pegou, de longe e certeiramente, abriu o placar. O Mané Garrincha foi ao auge. Felipão quase pulou do banco, como se dissesse para ele mesmo: “Será que não será tão horrível?”.

O BRASIL FAZ AOS 3 MINUTOS, NOS
OUTROS 43, NEM GOL NEM PERTO DO GOL

Nesse primeiro tempo, só eventualidade e circunstâncias. Registremos, para não dar a impressão de jogo que não houve, quase isso. Aos 15, Neymar trocou as meias e a chuteira, estava fazendo bolha. Aos 21, Fred perdeu a primeira chance, não era matemático, mas era boa. Aos 33 e 42 melhores, mas Fred não aproveitou. Ele não se incomoda, garantiu na véspera: “Se fizer meio gol por jogo, estou satisfeito”. Em média, queria dizer.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, o Brasil registrava posse de bola em 68% e o Japão, 32%. Mas o placar continuou o mesmo. Julio Cesar fez UMA defesa (em dois tempos), o goleiro do Japão, duas, sem maior perigo. Que jogo é esse?

Os narradores e comentarista repetem: “Brasil e Japão jogaram 9 vezes, 7 vitórias para o Brasil, 2 empates”. Felipão, com os mesmos sinais cabalísticos de sempre, se isso adiantasse. No último minuto, falta violenta em Neymar, cartão merecidíssimo. Mas os japoneses bateram.

O SEGUNDO TEMPO COMEÇA BEM

Novamente aos 3 minutos, dentro da grande área, Paulinho aproveita a boa oportunidade, fuzila, não desperdiçou. O goleiro ainda tocou na bola, mas foi muito bom o chute, fortíssimo. Aos 25 minutos, confusão na área do Brasil, o Japão de aproveita, chute fortíssimo, Julio Cesar, quase sem visibilidade, excelente defesa.

Aos 30 minutos, sai Hulk entra Hernandes, é o tempo da substituição. Faltando 10 minutos, começou a chover, não modificou nada. O gramado, excelente. E a cobertura para todo o público, funcionou, a que preço.

Quem mais recebeu bolas, Fred, desperdiçou todas. Como disse que vai fazer “meio gol por jogo”, já terminou no prejuízo.

Quem terminou no lucro foi Jô, que entrou quase no fim, no último lance fez o seu gol. Não alterou nada, mereceu. Por causa disso, Felipão, o rei da tolice: “Quem ganhou o jogo foi a dinâmica do grupo”. Há!Ha!Ha!

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PS – Perguntinhas ingênuas, inúteis e insatisfatórias. Por que, num jogo do Brasil, transmitido e legendado no Brasil, o nome do país é escrito com Z. BraZil? Fui saber, ordem da Fifa.

PS2 – Por que, depois de mais de 200 jogos, Neymar passa a Neymar Filho? Medo de confundi-lo com o pai? E os patrocinadores, aceitarão a mudança?

 

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8 thoughts on “Lugar comum no futebol: “Vitória, até por 1 a 0, é vitória. E por 3 a 0, contra o Japão? Sem vibração, emoção, satisfação. Foi a “dinâmica do grupo”, disse Felipão.

  1. O único problema que vejo, é que apesar do Brasil estar acordando, de novo, o que teremos para oferecer a nós, povo brasileiro, em 2014, senão mais do mesmo?
    Poderemos repudiar mais esse engodo que estamos sendo vítimas, mas o quadro nacional não é animador, pois não temos ninguém, em tempo, que tenha a mínima condição de verdadeiramente virar o jogo para o país.
    O pior é que perdemos ótimas fases, com uma conjuntura favorável ao país, que está se esvaindo.
    Temos ótimas áreas com reais demandas internas, que não precisariam de muito para seu desenvolvimento, como por exemplo esforço na área de deficit habitacional, que poderia resolver problemas sérios de moradia, com criação de riquezas.
    Outra área que poderia ser vislumbrada, é a área de construção naval, com atendimento das demandas de nossa Marinha de Guerra, além de construção de navios para fretes, principalmente na área de fretes internacionais, hoje completamente na mão de armadores estrangeiros, o que nos causa grandes prejuízos no nosso balanço de pagamentos.
    Mas a curto prazo duvido que possamos almejar tais objetivos!

  2. Você não precisa torcer pela Seleção, assistindo o chato Galvão e por isto ter sentimento de culpa. A lógica é o seguinte se temos os melhores jogadores do mundo o sr. Felipão, que como tarefa levar pelos menos a Seleção as quartas-de-finais. Então não se deixe levar por ufanismo besta da Globo que quer fazer você de bobo.

  3. Por falar em GALVÃO, até quando vamos suportar ver esse amor-paixão dele pelo Ronaldo?! O cara, que nem falar sabe, foi convidado para ser comentarista de futebol da Globo durante as copas das Confederações e Copa do Mundo, em 2014, apadrinhado pelo seu dileto amigo Galvão Bueno. O Casagrande, comentarista abalizado, racional, inteligente e que sabe se expressar, foi jogado pra escanteio. Só é ouvido em segundo lugar, depois das abobrinhas lançadas ao vento pelo Ronaldo.Até quando, continuaremos sendo visto como o país dos apadrinhados, dos privilégios e da impunidade!?

    • João, de bobo o Ronaldo tem nada! A sua agência é uma das mais concorridas do mundo para agenciar atletas, e não só de futebol; Anderson Silva, por exemplo! Contrato vitalício com a Nike, organizador da Copa 2014. Garoto propaganda da Nike, Benegrip, Ambev, Fiat e da Claro. Olha o poder do Ronaldo sobre a GloboTV. A Vivo é a patrocinadora da seleção brasileira, e ele, comentarista da GloboTV, é garoto propaganda da Claro! A Globo não permite esse tipo de contratação, mas “engoliu” a do Ronaldo. Só eles sabem o por quê! Não é pra poucos. Com seu jeitinho de quem “nem sabe falar” está perto dos amigos do poder!

  4. Durante o jogo, coloquei um CD com o maravilhoso filme “O auto da compadecida”. Posso garantir que não perdi nada do meu tempo. Fiquei sabendo da vitória, no dia seguinte, pelo rádio.

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