Luiz Antonio Saccino na discussão sobre DE e QUE depois do verbo ter

Comentário de Helio Fernandes
Vou usar para responder, exatamente as palavras que você utilizou para contestar. Causou-me pasmo o que você escreveu sobre o uso do ter DE e do ter QUE. É exatamente o contrário do que está no teu texto. Na gramática a primeira forma “é optativa em certas frases”. A segunda é obrigatória, mesmo contrariando a gramática, que não é a Bíblia, a não ser para o ensino primário. Depois, ela ganha vida livre, pode ser modificada, como colocou muito bem o Carlos Newton.

Quem não fala bem não escreve bem, mas o contrário é encontrado em 99% dos casos. Você, Luiz Antonio, não acertou uma, cá entre nós, foi muito infeliz. Como diz que vai publicar mais um livro, “NÃO ERRE MAIS”, espero que como um boomerang, o título não o atinja, dolosa ou dolorosamente.

Quanto às vírgulas, (e aqui é também para a excelente correspondência do Orlando Torres Filho), de todos os sinais, é o que mais se distancia, (graças a Deus e não aos professores), das gramáticas. A VÍRGULA deve ser usada com critério ético e estético e não puramente gramatical. E o ponto e vírgula, desprezível e desnecessário. O ponto manda PARAR, a vírgula, CONTINUAR. O que fazer? De qualquer maneira ganham todos no debate, e na explicação a respeito do uso pessoal das palavras e dos sinais.

(Sobre a vírgula, não esquecer o que disse, aqui mesmo, o jornalista Carlos Newton: “A vírgula ajuda a respiração”).

Para o bem de todos e felicidade geral da Nação, a língua é dinâmica e não estática. (Exatamente como as posições políticas e ideológicas, que podem ser modificadas pela reflexão e o conhecimento, como aperfeiçoamento e não pela violentação ou “concessão”).

Quanto à gramática, imaginemos cada um de nós falando para alguém, distante: “Você tem DE vir me buscar”. Um horror. Mas se disser, “você tem QUE vir me buscar”, ele, satisfeito, arranjará o veículo mais rápido que encontrar.

Para todos, abraços e saudações gramaticais, com voo próprio e autonomia ditada pela forma mais correta de ler e ouvir. Eu, por exemplo, escrevendo diariamente desde 1957 no Diário de Notícias, (fora o que escrevi antes) jamais me prendi a regras e sinais tolos e até sem sentido. Isso muito antes do “acordo ortográfico”. Este? Burrice, perda de tempo e fato inteiramente desnecessário, aplaudido por meia dúzia de profissionais do salamaleque, que palavra.

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