Luiz Gonzaga Belluzzo: “Não vou dividir Scolari como técnico da CBF”

O presidente do Palmeiras, que se julga (e até se diz) conselheiro do presidente da República, afirmou para jornalistas: “Nem sei como se faz essa divisão de um técnico entre um clube e uma seleção”.

Belluzzo devia ter mais cuidado e mais conhecimento. Isso já foi feito, e de forma muito mais elevada, entre um presidente da França e um primeiro-ministro.

Em 1988, Mitterrand foi reeleito presidente da França. (Perdeu em 1974, ganhou em 1981 do mesmo Giscard d’Estaing, venceu em 1988 a Jacques Chirac).

Em 1990, eleições gerais (parlamentares) e o partido de Chirac fez maioria na Assembleia Nacional (Congresso). Como na França os ministros são de “livre nomeação” do presidente, mas têm que ser referendados pela Assembleia Nacional, houve o impasse, resolvido com criatividade.

Fizeram o que se chamou de COABITAÇÃO. Que foi o acordo entre Mitterrand-Chirac. Na próxima eleição geral, Mitterrand recuperou a maioria, não precisava mais de Chirac. (Que se elegeu prefeito de Paris). E quando Mitterrand foi derrotado pelo câncer, foi eleito para o seu lugar. Contra a vontade do partido, que pelo menos reduziu seu mandato de 7 para  5 anos.

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PS – Belluzzo não sabe nada disso? Não é possível.

PS2 – Como desde Muricy, o salário (?) de treinador no Palmeiras é de 700 mil (mês, mês), Belluzzo acredita nisso.

PS3 – Ora, Belluzzo, o salário na seleção não é nem contabilizado em números, e sim em corporativismo.

PS4 – O problema é confiar em Ricardo Teixeira com 4 anos de antecedência. (Teixeira tem direito a progressão de pena)

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