Lula busca apoio e diz que ‘jamais’ tratará o PDT e Ciro Gomes como inimigos

Ex-presidente Lula se reúne com políticos e lideranças comunitárias no Rio Foto: Ricardo Stuckert/ divulgação

No Rio, Lula se reuniu com seus adoradores de sempre

 

Camila Zarur
O Globo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que seu partido “jamais vai tratar como inimigo” o PDT, legenda de Ciro Gomes, que pretende concorrer à eleição presidencial de 2022. A declaração do petista foi dada neste sábado durante sua passagem pelo Rio de Janeiro.

Questionado se há a possibilidade de se aproximar do ex-ministro para a articulação de uma possível aliança ampla contra o presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), Lula respondeu que na política “nada é impossível”, porém disse que não há tentativas de conversa com o pedetista no momento.

RESPEITO E ADMIRAÇÃO — “Em política você sempre trabalha com a tese de que nada é impossível. Se o PDT decide que o Ciro é candidato, é um direito do PDT” — afirmou Lula, que completou: “Da nossa parte, nós jamais trataremos o PDT como inimigo. O PDT é um adversário eleitoral, e a gente vai disputar da forma mais civilizada possível. Não vamos aceitar nenhuma provocação. Não vamos ter nenhuma agressão. E eu continuo dizendo que apesar das críticas, eu tenho respeito e admiração pelo Ciro Gomes”.

Perguntado sobre se há alguma tentativa de aproximação com Ciro, Lula respondeu: “Não sei se é possível. Só o tempo é que vai se encarregar e ver o que vai acontecer. Da nossa parte é isso que nós queremos”.

O ex-presidente, que chegou à capital fluminense na quinta-feira, se encontrou com lideranças da esquerda e do centro para articular um palanque no Rio.

COM FREIXO – Na reunião que teve com o deputado federal Marcelo Freixo (Sem partido-RJ), apontado como um dos candidatos ao governo do estado pelo PSB, Lula disse que é hora de ser “generoso” com as alianças para a eleição do ano. Na ocasião, evitou críticas ao PDT e a Ciro Gomes e lamentou que a legenda de seu ex-ministro esteja afastada das conversas para a formação de uma frente ampla.

A mudança de tom do Lula contrasta com as brigas recentes que o petista teve com Ciro. Em meados de maio, os dois trocaram atritos pelas redes sociais. O pedetista rebateu uma publicação em que Lula havia escrito que adoraria dizer que seu ex-ministro “é um amigo”, mas “infelizmente ele não quer”.

“Todo mundo sabe que você só considera amigo uma única pessoa no mundo: você próprio”, escreveu Ciro no Twitter.

PALANQUES ESTADUAIS – Ainda que não confirme que concorrerá à Presidência em 2022, Lula tem se dedicado à construção dos palanques estaduais. A líderes comunitários, disse que pretende ouvir mais as críticas e sugestões da população quando for o candidato “no tempo certo”, frisou.

Para a disputa do Rio, o ex-presidente tenta articular a candidatura de Freixo, que se desfiliou recentemente do PSOL e vai migrar para o PSB. No entanto, não descarta a possibilidade de uma aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD), que já indicou como seu candidato o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Lula, Paes e Santa Cruz almoçaram juntos na sexta-feira; o encontro também teve a presença do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

ATAQUES A BOLSONARO – Neste sábado, Lula se esquivou de definir em qual palanque estará caso não haja uma aliança ampla no Rio. A jornalistas, o petista apenas elogiou Freixo e Santa Cruz e disse que o Rio ter esses dois nomes como candidatos marca uma diferença das últimas eleições.

O ex-presidente não poupou críticas a Bolsonaro e à forma com que ele conduziu a pandemia. Lula chamou o presidente de “genocida” e afirmou que ele nunca esteve preparado para assumir a Presidência do país.

Também comentou sobre a defesa de Bolsonaro em relação ao voto impresso. Sobre isso, declarou: “Bolsonaro não é burro. Ele é inteligente. Ele quer criar a tese que de que, lá depois, foi roubado. Bolsonaro é o rei da bobagem, e ele fala de propósito e ele pensa isso. E ele acha bonito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Lula e Bolsonaro são parecidos. Ambos usam a política com objetivos pessoais e familiares. E são exclusivistas, não deixam que apareçam lideranças alternativas em seus grupos políticos. Bolsonaro nem tem partido, mas quer se apossar de alguma legenda já constituída. Lula é dono do PT, mas o partido não existe mais. Quando Lula morrer, o PT vai ser sepultado no mesmo caixão, junto com ele.
(C.N.)

14 thoughts on “Lula busca apoio e diz que ‘jamais’ tratará o PDT e Ciro Gomes como inimigos

  1. Quantas vezes CN escreveu aqui nesta TI que Lula faria aprovar uma Emenda Constitucional para um terceiro mandato? Lembram? Nunca se desculpou.
    Agora não percebe que o PT é um partido nacional tendo políticos de renome de norte a sul?

  2. Tentativa patética de comparar o Lula com o Bozo.
    Não a tôa, utilizou o espaço como campanha para o palhaço corrupto e genocida.
    E foi mais um que votou no mesmo em dois turnos.
    Não precisa ser muito inteligente para perceber que o governo atual é o pior que já se viu nesse país……incomparável.
    O ressentimento e ódio dessas pessoas, são os responsáveis para o país estar nessa situação.
    Conta também um pouco de falta de caráter.

    • Jaco, te aquieta, te restringes à tua insignificância política!

      Quem és tu, rapaz, quem és tu, para falar em caráter sendo admirador, seguidor, apoiador, sectário petista a adorador de Lula, quem és tu, para falar em caráter?!

      Volto a frisar:
      petistas têm sérios problemas mentais ou lá pelas tantas porque são mesmo corruptos e desonestos, então não aceitam que o amo e senhor seja um ladrão e tão genocida quanto Bolsonaro!!

      Ressentimento e ódio …. lendo a postagem de um petista acusando os outros desses sentimentos, constato o quanto são cínicos e hipócritas, também!

      Além de lhes faltar discernimento sobre o quão ridículos se apresentam quando tentam enaltecer qualidades que Lula não as tem!

      Muita idiotice e imbecilidade juntas.

  3. Não se preocupem, têm mais de um ano pra escolherem qual o melhor condutopata para melhor arruinar o país, se um gângster ou um genocida.

    Esperar o quê num Estado Clepto-patrimonialista constitucionalizado pelo STF, onde cabe qualquer idiota escolhido pelo idiota-mor?

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