Lula não permitiu prévias no PT e Serra banca a Esfinge no PSDB, sem submeter seu nome ao partido.

Carlos Newton

A realização de prévias é um instrumento democrático para escolha de candidatos, não há a menor dúvida. É uma pena que políticos de renome demonstrem tamanho desprezo pelas prévias, como vem ocorrendo em São Paulo, por exemplo.

No PT, que tinha sete pré-candidatos, estava tudo certo para a realização das prévias, até que o ex-presidente Lula baixou um ato institucional, digamos assim, e fez prevalecer sua opinião pessoal, entronizando como candidato único o então ministro da Educação, Fernando Haddad, que jamais disputou uma eleição.

O caso do PSDB paulista é um pouco diferente, mas inclui o mesmo desprezo pelas prévias. O PSDB divulgou quinta-feira a cédula eletrônica que será utilizada na prévia que deve definir o candidato do partido a prefeito de São Paulo, mas dela só constam quatro pré-candidatos: os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli.

E José Serra, como fica? O governador Geraldo Alckmin prometeu que falaria com Serra no feriado de Carnaval para ter uma definição. Mas veio a quarta-feira de cinzas e se soube que não aconteceu definição alguma.

Até quando Serra vai continuar bancando a Esfinge, sem dizer se é candidato ou não? Toda eleição é a mesma coisa. Serra fica esperando ser aclamado… Deve ter algum problema, um complexo qualquer, sei lá. O que fica claro nisso tudo é o desprezo que Serra devota ao partido e aos companheiros.

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