Lula secretário da ONU, preencheria os 4 anos de ausência

Ontem tratei da formação do primeiro governo Lula, em janeiro de 2003, mas lógico, pensado desde a vitória em outubro de 2002. E mais do que isso, sendo a quarta eleição de Lula, é visível que muita coisa já estava estabelecida, só faltava colocar em ação.

O fato de Luiz Inácio Lula da Silva, ser o único homem no mundo ocidental , que perdeu três eleições presidenciais seguidas e ganhou na quarta, (também seguida) não o prejudicava, pois alguma coisa ficou e se acumulou dessas campanhas.

Ontem na última linha, escrevi: há ainda muito a falar sobre o assunto, formação de governo, e desagregação do governo, com receio da própria equipe forte que iria construindo e que poderia se voltar contra ele.

Afirmei que iria tratando do assunto com o passar do tempo, por causa dos construídos, desconstruídos, demitidos e depois reconstruídos, personagens ainda vivos e visíveis, embora com pouca força, em razão de quem inventara a todos e se afastara de todos. Mas tanta gente se comunicou comigo, concordando, discordando, sugerindo, que retomo o assunto imediatamente.

S. Moraes Rego (não sei se homem ou mulher) diz abertamente que não concorda comigo. Que Dirceu, Palocci, Gushiken, fizeram por merecer a demissão, Lula não tem culpa das irregularidades praticadas por eles.

Chegou a ser hostil, terminou mais cordial, dizendo que “Lula não pode ser tão maquiavélico assim”.

Norberto Guimarães critica minha obsessão em insistir que “Lula deseja e trabalha para o terceiro mandato”, que considera uma forma cansativa de fazer oposição. Termina: “Felizmente o senhor não trata Lula como tratou, merecidamente, o presidente Fernando Henrique Cardoso”. E fulmina: “Se o senhor dissesse de Lula o que disse do outro, eu não lhe escreveria”.

Muita gente, muita gente mesmo, (impossível citar os nomes) insiste na redundância: elogiar o repórter ou criticar o repórter. O problema não é esse, não acrescenta nada à solução do que foi colocado, e está explícito e implícito: por que Lula desfez uma equipe que ele mesmo formou? Não estaria correspondendo, apesar de serem todos companheiros? As acusações que ele aceitou, os temores que acumulou tinham base, sentido e conclusão?

Antonio Santos Aquino que viveu intensamente e participou durante muito tempo, (do lado bom) faz algumas revelações, que precisam ser comentadas. Algumas são assombrosas, concordem ou discordem, a vez é de vocês.

1- Dirceu, Palocci, Mercadante, o casal Suplicy foi preparado para governar o país. O esquema era o mesmo de Golbery-Geisel.

2- Quando assumiu o PTB, Brizola convidou Lula para entrar no partido. Ainda era sindicalista e não fundara o PT. Lula recusou, Aquino não explica o motivo. Mas Lula teria dito: “Jamais serei político, apenas sindicalista”. Viajou para os EUA, na volta fundou o PT.

3- Não sei se como sugestão, intuição ou antevisão, diz: “Helio, não se surpreenda se Lula acabar secretário das Nações Unidas. Não precisa ter curso superior, apenas apoio político, que ele tem que sobra”. (Aí concordo. Quando Tony Blair perdeu o cargo de Primeiro Ministro, quis esse cargo nas Nações Unidas, não teve apoio).

4- Aí uma surpresa total: Aquino conta que sem nenhuma razão lógica, Lula vai ao Oriente Médio, conversa longamente com Kadaffi. Uma semana depois Kadaffi destrói todas as armas mortais, sabidamente nucleares.

5- Logo depois, Lula vai à ONU, Kadaffi fica o tempo todo atrás dele, não larga o presidente do Brasil. Ditador ou não ditador, está há 40 anos no Poder na Líbia, esse é o sonho de Lula. Contando 1989, já se passaram 20 anos, bastariam mais 20. Estaria com 83 anos, mocíssimo.

6- Aquino se despede com mais uma bomba. Lula teria dito a Kadaffi: “Destrói as armas da Líbia, senão você será destruído”. E garante: “Lula, que era um ator de segunda grandeza, agora é estrela com quem todos querem aparecer”.

***

PS- Ontem afirmei que o assunto renderia muito. E renderá. Pelo menos até o fim de março, com a desincompatibilização.

PS2- A ida de Lula para secretário da ONU, levaria FHC ao haraquiri. E preencheria os 4 anos de ausência de Lula, se não conseguisse permanecer no Planalto-Alvorada.

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