Lula: sem GENÉTICA, sem TALENTO e com uma INTELIGÊNCIA esperta, o DESTINO fez dele um personagem especialíssimo na História

José Antonio:
“Helio, em que bilhão figura o nosso presidente Lula? Ou é tão especial que talvez pertença ao milhão, nem isso, ao milhar?”

Comentário de Helio Fernandes: Lula permite a mais implícita e explícita análise. A transparência de sua existência, é óbvia. Ele mesmo se farta de negar a GENÉTICA, seria insensato se quisesse exibi-la. O que não é desapreço, como disse, é raríssima, uma espécie de herança não oficializada em cartório.

No terceiro item, TALENTO-INTELIGÊNCIA, o presidente não se enquadra na primeira, pega “carona” numa parte da segunda, uma espécie de INTELIGÊNCIA-ESPERTA, meio sobre o depreciativo.

Lula está inteiro, inviolável, inquestionável, irrevogável, até insuperável, na identificação de beneficiado e favorecido pelo DESTINO. Aí, se fosse possível, mais de 100 por cento. E até mesmo um destino que custou a “esquentá-lo, empurrá-lo, realizá-lo”.

O que levaria Luiz Inácio (ainda nem incorporara o Lula) a disputar a eleição para governador de São Paulo, sem jamais ter disputado eleição, com 37 anos de idade? Ficou bem longe dos três primeiros colocados, com pouco mais de 1 milhão de votos, em São Paulo, quase nada.

Depois foi constituinte “apagadíssimo”, a não ser pelo fato de ter “descoberto” que no Congresso existiam “300 PICARETAS”. Em 1989, candidato pela primeira vez a presidente da República, com 44 inexistentes anos políticos, o que o movimentaria a não ser o DESTINO?

Esse DESTINO não pressentido, (lógico) mas quase fosforescente, levou-o ao segundo turno. (Foi o maior trauma que Brizola sofreu desde que o conheci). Não foi para o segundo turno por causa de meio por cento. Em conversas eu havia dito a ele várias vezes: “Para ganhar a eleição, precisa MORAR em São Paulo”. Não ligava, com a superioridade impressionante no Rio Grande do Sul e no Estado do Rio (antiga Guanabara) achava que iria para esse SEGUNDO TURNO.

Perdeu a calma, se descontrolou, chamou Lula de “sapo barbudo”, viajou para o Uruguai, voltou, sabia que não tinha saída ou opção, apoiou Lula. O “sapo barbudo” não ganhou, mas Brizola ficou absoluto para voltar a ser governador, pensando, como presidente, o que não o abandonava desde 1963.

Impulsionado por esse DESTINO, imprevisível, indecifrável, inalienável, Lula (já oficializado) perdeu mais duas eleições presidenciais. Em 1994, (com o mandato reduzido pelos adversários apavorados) e em 1998, quando nem ele acreditava na vitória, uma parte do PT também não o queria, pedia DECISÃO NA CONVENÇÃO.

Ganhou a convenção, disputou a eleição, não foi derrotado e sim massacrado. Estava com 53 anos, parecia um perdedor nato e realmente dava essa impressão. Sem GENÉTICA, reconhecidamente sem TALENTO e com INTELIGÊNCIA capenga, qualquer um desistiria.

Se transformara no único personagem no mundo ocidental, a PERDER TRÊS VEZES SEGUIDAS PARA PRESIDENTE. Qualquer um desistiria, insistiu. Em 2002, aos 57 anos, finalmente foi presidente, REPETIU em 2006 com 61 anos.

***

PS – Agora, deixa o governo (mas não o Poder) ILUMINADO pelas vitórias. Faz 65 anos em outubro, podem escolher a data das felicitações. A verdadeira e a do registro feito pelo pai, isso era comum na época e onde nasceu.

PS2 – Lula é a GLORIFICAÇÃO do DESTINO, o que pode servir como fator NEGATIVO ou POSITIVO. O primeiro pode estimular o NÃO FAZER, quem sabe o imprevisível me ajuda?

PS3 – O POSITIVO, pode ajudar quem não tem a herança embutida ou escondida no nascimento. Provadamente, não tem TALENTO, nem teve condições ou até mesmo VONTADE de estimular a INTELIGÊNCIA, sonha com um futuro maravilhoso, cheio de vitórias.

PS4 – Sem que isto seja um ELOGIO, a constatação: haja o que houver, Lula é um personagem especialíssimo na História do Brasil. Longe de quem foi financiado pela Fundação Ford e pelos “Encontros de Washington”

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