Lula usa estratégia equivocada ao fingir que não está preocupado com os militares

Lula nega conversa com militares e diz que desfile foi “patético”

Lula diz que só conversa com os militares após ser eleito

Bruno Boghossian
Folha

O ex-presidente Lula diz que não terá nenhuma “conversa especial com as Forças Armadas” durante a campanha ao Planalto. Em entrevista a uma rádio de Porto Alegre, na semana passada, o petista afirmou que vai tratar os militares com respeito, mas rejeitou um aceno ao grupo.

Ele repetiu a ideia na segunda-feira (16), durante viagem ao Nordeste. “Eu não tenho conversa com os militares”, declarou. “Quando eu ganhar, eu vou conversar, porque aí eu vou ser chefe deles e vou dizer o que eu penso e qual é o papel deles.”

AO CONTRÁRIO – Nos bastidores, a história é diferente. Lula destacou ex-ministros da Defesa da era petista para conversas com militares, incluindo integrantes do Alto Comando do Exército. O objetivo é traçar um diagnóstico das inclinações políticas nas Forças Armadas, tentar refazer pontes e reduzir a oposição a seu nome no topo das cadeias de comando.

Na cúpula petista, há o entendimento de que o cenário nos quartéis é conturbado: parte dos altos oficiais aderiu ao projeto de Jair Bolsonaro e, portanto, gestos de aproximação seriam bem-vindos.

O ex-presidente admite isso reservadamente, tanto que já cogitou publicar um artigo para lembrar ações de seu governo na área de defesa (mas desistiu).

ESTRATÉGIA ERRADA – Lula joga na direção contrária ao vender, em público, uma despreocupação com a farda. A leitura do petista e de seus aliados é que uma conversa com militares soaria como um pedido de permissão para disputar a Presidência —ideia que ele rejeita. Além disso, o ex-presidente entende que um contato direto poderia acirrar os ânimos políticos nas Forças.

O xadrez errático alimenta a tentativa bolsonarista de estabelecer um monopólio entre os militares. Depois das entrevistas de Lula, aliados do presidente passaram a explorar uma declaração em que o petista tratou com ironia a passagem de integrantes das Forças pelo Ministério da Saúde.

 “Eles botaram na cabeça que são superiores, eles botaram na cabeça que são mais honestos, e a CPI está mostrando o que aconteceu”, afirmou o ex-presidente.

9 thoughts on “Lula usa estratégia equivocada ao fingir que não está preocupado com os militares

    • Os Dinos eram legais,
      não roubavam ninguém é não formavam milícias… rsrs

      Só matavam pra comer. Estes dois ESCROTOS nos matam pra poder viver na Dolce Vita que a interminável cornucópia do estado jorra sem parar nos bolsos deles, dos parentes e amigos.

      E a gente sempre tomando na tarraqueta!

      Um abraço.
      JL

    • Mais honestos do que os petistas até Bolsonaro é, é disso até Luiz Inácio não tem dúvidas.

      Os cretinos vermelhos apostam no desastre do governo atual que não tem mais nenhuma condição de levar o país a bom termo.

      Claro que o povo quer uma candidatura alternativa aos dois incompetentes, é o que não falta é gente inteligente e capaz de governar com seriedade e tirar o Brasil do atraso que desde FHC até Bolsonaro se viu impedido de avançar por falta de políticas coerentes com os interesses do país.

      Temos Simone Tebet, Ana Amélia, Álvaro Dias e muitos outros diferentes dos abutres qu se lançaram sobre o povo brasileiro devorando sua dignidade e até mesmo o prazer de viver.

  1. Concreto e abstrato.
    O fundamentalista cleptomaníaco ébrio deixou de ser um sujeito sem predicado, passou a ser uma quimera abstrata. É uma ideia.
    Em tempos de guerra arvora-se em chefe dos generais, almeja ser um Marechal de Canavial.
    Mas faz parte da verve vermelha dar uma sutil pincelada de milicofobia seletiva, milico bom só os do exército chinês e os mascarados do talibã.
    O Desencarcerado de Garanhuns ungido pelos Faraós do supremo de frango não raro se inspira no Robespierre de Passa Quatro, o Zé Caroço, o peremptório Zé Dirceu que alinhavava a pérola jurídica na qual estava cada vez mais convencido de sua inocência, hehehe.
    Mas, quá, vão se os dedos e ficam os anéis.

  2. Concreto e abstrato.
    O fundamentalista cleptomaníaco ébrio deixou de ser um sujeito sem predicado, passou a ser uma quimera abstrata. É uma ideia.
    Em tempos de guerra arvora-se em chefe dos generais, almeja ser um Marechal de Canavial.
    Mas faz parte da verve vermelha dar uma sutil pincelada de milicofobia seletiva, milico bom só os do exército chinês e os mascarados do talibã.
    O Desencarcerado de Garanhuns ungido pelos Faraós do supremo de frango não raro se inspira no Robespierre de Passa Quatro, o Zé Caroço, o peremptório Zé Dirceu que alinhavava a pérola jurídica na qual estava cada vez mais convencido de sua inocência, hehehe.
    Mas, quá, vão se os dedos e ficam os anéis.

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