Lula vai embora feliz

Vicente Limongi Netto: “Lula aproveita bem o final de mandato. Tira sarro dos desafetos, recorda feitos em benefício da população nos seus 8 anos como presidente. Alguns colocam a carapuça, divertindo Lula ainda mais. Lula fala com o coração. Diz verdades que incomodam fariseus que nunca fizeram nada pelo Brasil. Que jamais ergueram um tijolo em favor da coletividade.

Deixem o ex-operário falar. Fala muito porque tem o que dizer. O povão gosta das tiradas e das eventuais mancadas dele. Lula está feliz e aliviado. Com a consciência do dever cumprido. Tão cedo Lula não se verá livre dos fotógrafos e dos repórteres. Continuará líder, mesmo depois de passar o bastão presidencial para a amiga e discípula Dilma.”

Comentário de Helio Fernandes:
O importante é a convicção, nem ofensiva nem defensiva, nem negativa nem positiva, nem elogiosa ou caluniosa. Como conheço teu comportamento, respeito o direito de dizer. Em relação à invasão do Alemão, dei todo o crédito ao presidente Lula, nem pensava se ele ia ficar satisfeito ou não. Não ODEIO meus personagens, também não me interesso em saber se GOSTARÃO ou não.

Quando critico, seja quem for, no Poder ou fora do Poder, vivo ou morto, não quero saber como irão me julgar. (Joaquim Nabuco, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, escreveu duramente CONTRA o maior presidente do Chile, Balmaceda, que se suicidou. O grande estadista não perdoou aquele que se matou, mesmo que reconhecesse que seu gesto era em defesa de convicção. Nabuco foi duro, sabendo de tudo, achava que não podia silenciar. Ele mesmo afirmou, escreveu com a razão e sem emoção).

Em outro sentido, mas também repetindo a palavra CONVICÇÃO, respeito Paulo Sólon e Carlo Germani, que debatem com veemência mas sem hostilidade, o conteúdo da palavra. Divergindo mais em relação ao CONTEÚDO do que ao CONTINENTE, como gosta de dizer Helio Jaguaribe.

Paulo Sólon CONFESSA que não tem nenhuma convicção, não peçam explicações sobre o que escreveu um dia antes, no dia seguinte já pensa diferente. Carlos Germani discorda, expõe o que sente, o que sabe e o que conhece, discorda sem pedir desculpas, mas também sem usar de violência.

Por que eu iria ou teria que interferir?

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