Lupi não aceita Brizola Neto no Ministério e o Planalto recua.

Carlos Newton

A nomeação do deputado Brizola Neto como substituto de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho virou novela de bastidores. Na hora em que a presidente Dilma Rousseff ia usar a caneta, ocorreu a rebelião do PMDB e Lupi conseguiu jogar a negociação com o PDT na estaca zero.

O líder do PDT da Câmara, André Figueiredo (CE), que é do grupo de Lupi, reuniu-se com a ministra de Relações Institucionais Ideli Salvatti e disse que os nomes que têm mais apoio da bancada são os do deputado Vieira da Cunha (RS) e do secretário geral do partido, Manoel Dias, que, por coincidência, é considerado braço direito de Lupi.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o nome de Brizola Neto é o preferido no governo, mas ele só será nomeado se conseguir se viabilizar dentro do PDT. Nos últimos dias ele se articulou em parceria com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e com as centrais, mas houve reação contrária da bancada, controlada por Lupi.

– Se alguém pensa que pode nomear ministro por meio de jornais isso pode ser um tiro no pé – disse Ideli para o lider André Figueiredo, segundo o repórter Gerson Camarotti, de O Globo.

Traduzindo: Lupi saiu do Ministério, mas seu ectoplasma continua lá, dando ordens, nomeando e vetando nomes.

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