Lutar por salário é sagrado, truculência, não.

Welinton Naveira e Silva

Programar paralisação da PM exatamente nas vésperas do carnaval da Bahia, e de acordo com os jornais, visando atos de vandalismos e truculências tentando esparramar insegurança e pânico na população em vésperas do carnaval, inclusive procurando detonar semelhante procedimento para o carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, por certo que não foram atos bem planejados, oportunos e inteligentes, por maior que sejam as injustiças salariais desses profissionais.

Durante muitas décadas, gigantes recursos e esforços públicos e privados foram investidos nas festividades do carnaval visando atrair os turistas, em especial o da Bahia e do Rio de Janeiro, comprovadamente capazes de atraírem multidões de foliões do exterior e também do Brasil, representando fantásticos faturamentos para a economia desses importantes estados.

E essa greve, da maneira como foi conduzida, pode parecer deliberada tentativa de sabotagem econômica do turismo da Bahia e do Rio de Janeiro, dois dos mais importantes eventos turísticos carnavalescos do Brasil, mundialmente conhecidos e famosos. Sabe-se que o turismo sempre foi uma importantíssima fonte de recursos para a economia de qualquer país. Preservá-lo é fundamental.

Como não bastasse a gravidade desses fatos, toda a população conhece muito bem o histórico do triste envolvimento da PM com os mais diversos tipos de crimes e corrupções, salvo os bons e íntegros policiais de sempre.

Por certo que essa greve não contou com a simpatia da população. Os nossos professores, tradicionalmente sempre ganharam muito aquém do que deveria, salvo as exceções, e apesar de representarem uma classe de profissionais de extrema importância para o desenvolvimento econômico, tecnológico, científico e social do Brasil, nunca cogitaram em fazer semelhante tumulto visando salários mais justos.

Num País emergente, onde as concentrações de riquezas ainda continuam sendo as mais altas do mundo, para não falar na crônica corrupção de nossas elites, a existência de miseráveis, favelados e excluídos, é coisa inevitável. Vai daí, a incontida e grande violência de todas as formas e naturezas, requerendo a permanente atenção e ações da polícia, que deve ser devidamente preparada e ter justos salários. Assim deve ser, até que o Brasil atinja o nível econômico de países ricos, como a Suíça, Noruega.  etc. onde o aparato policial necessário é muito mais reduzido e de menor risco para a vida do policial.

 

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