Machistas têm de aceitar que a mulher não é sua propriedade, tampouco um objeto sexual

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Ilustração reproduzida do Humor Político

Pedro do Coutto

Excelente o ensaio de Gabriela de Araújo, Maira Bayod e Priscila Santos, Folha de domingo, no espaço Tendências e Debates, sobre o absurdo machismo que se mantem através do tempo e desafia os avanços sociais. As autoras da matéria condenam a desmoralização a que se expõem os autores do preconceito, ao mesmo tempo em que incentivam às vítimas dos relacionamentos abusivos a romperem o silêncio e denunciar as chantagens, ameaças e os abusos.

Citam a reação de Dani Calabresa, Mari Ferrer e Duda Reis a respeito de procedimentos repugnantes ocorridos, segundo disseram, na TV Globo.

VIOLÊNCIA SEXUAL – A mulher não é propriedade de ninguém nem pode ser tratada como objeto, situação aliás denunciada em 1959 pelo samba de Mansueto, “eu não sou água pra me tratares assim, só na sede é que procuras por mim”.

Isso de um lado, de outro, é preciso levar em conta o próprio relacionamento sexual. Penso em 2/3 dos casos o homem se preocupa somente com seu prazer.

Através do tempo inúmeros são os casos de violência, desrespeito, espancamento. Agora mesmo, há uma semana atrás o caso Aida Curi revivido pela Globo representou um fato terrível acontecido em 1958.

RESPEITO ABSOLUTO – A mulher tem de ser respeitada em sua vontade, em seu direito de escolha, no seu sentimento. Valer-se de prestígio e poder de contratação para um emprego, na realidade é um ato execrável, covarde e totalmente absurdo. Felizmente como assinalam Gabriela, Maira e Priscila, é fundamental que a espécie humana vire a página de um comportamento que deve e tem de ser lançado no esgoto do processo social.

Sempre me refiro a expressão ser humano e seres humanos para evitar que ao me referir a espaços na história singularize a história do homem.

HUCK E O PSB – O Estadão de domingo publica que o prefeito de Recife lançou praticamente a candidatura de Luciano Huck a presidência da República, antecedendo a um artigo de Flávia Lima na Folha chamando atenção (acho que ela tem razão) de jornalistas políticos estarem tratando Huck como alguém que flutua acima das críticas , inclusive focalizando-o como alguém que assume a posição de um herói disponível para enfrentar o grande desafio do desenvolvimento econômico social do país.

Importante é destacar que Fabrício de Castro, também no Estadão, revela, com base em informação do Banco Central, que o PIB apresenta um recuo de 4% em 2020. A esse fato acrescento que no ano passado nasceram 2 milhões de pessoas, resultado do índice demográfico do país, que reduz a renda per capita.

OUTRO VICE – Na Folha, Gustavo Uribe e Daniel Carvalho revelam que Jair Bolsonaro está mesmo buscando um candidato a vice-presidente, uma vez que rejeita continuar com o general Hamilton Mourão.

O nome do engenheiro Tarciso de Freitas, ministro da Infraestrutura e um dos poucos destaques do governo, começa a ganhar força.

Penso ser um erro de Bolsonaro, pois antecipar o rompimento com Mourão acarretará evidentemente uma reação antecipada da corrente militar entrosada com o vice-presidente.

7 thoughts on “Machistas têm de aceitar que a mulher não é sua propriedade, tampouco um objeto sexual

    • A mulherada brasileira, lá fora, é vista de modo coisificada, ou degradada pela forrageira moral do padrão rede Globo!
      Elas, per si, já se produzem como um artigo de prateleira, ou objeto de consumo.
      A lei Maria da Penha foi instaurada para defender aqueles mulheres virtuosas, em extinção, ou as “amélias” da Idade Média. Por se sentirem blindadas por uma legislação destinada a uma conduta anacrônica, as pilantras contemporâneas fazem uso criminoso de um direito.

  1. O Pinóquio acredita que queimando já o Mourão e, elegendo já este ministro de muito sucesso anima o seu gado. Pode até funcionar mas o guru da famiglia está de acordo, já deu o seu sim? E os seus filhos também concordam com a escolha do papai. Neste governo tudo precisa estar de acordo com os interesses da famiglia, do guru da famiglia e depois de alguns fardados, uns velhotes que acreditam que ainda tem algum poder.

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