Maia e Alcolumbre recusam tentativa de articulação do Planalto e apoiam ações de Mandetta

Mesmo esgotado física e mentalmente, Mandetta segue focado

Daniel Carvalho
Folha

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recusaram um convite para encontrar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite desta quinta-feira, dia 2. Em vez disso, jantaram com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O convite foi feito pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), pouco antes de Bolsonaro, em entrevista à Jovem Pan, afirmar que está “faltando humildade” a Mandetta. Sem combinar, Maia e Alcolumbre rejeitaram o convite para encontrar com o chefe do Executivo.

RECUSA – Segundo relatos de pessoas próximas aos dois congressistas, o presidente do Senado se recusou porque não havia uma pauta clara para o encontro, e Alcolumbre acabou de se recuperar da Covid-19. Além disso, como o convite foi feito por Ramos, e não pelo próprio presidente, o senador entendeu o gesto muito mais como uma tentativa de articulação por parte do ministro do que uma vontade de Bolsonaro.

Já o presidente da Câmara, de acordo com relatos de aliados, entendeu que seria uma reunião ruim pois Bolsonaro insiste na tese de flexibilizar o isolamento social. Para evitar constrangimentos, Maia também disse não. Logo depois, os chefes do Legislativo receberam Mandetta em um longo jantar na residência oficial da presidência do Senado.

CONFLITO – O ministro da Saúde e o presidente da República vivem momento conflituoso por divergirem em assuntos como o isolamento social e o uso da hidroxicloroquina, medicamento que ainda está sendo testado e vem sendo usado no tratamento de casos graves de infectados por coronavírus.

Pesquisa Datafolha feita de quarta-feira, dia 1º a esta sexta-feira, dia 3, mostra que a aprovação da condução da crise do novo coronavírus pelo Ministério da Saúde disparou, e já é mais do que o dobro da registrada por Bolsonaro. Na rodada anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Mandetta tinha uma aprovação de 55%.

SALTO – Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde. Já o presidente viu sua reprovação na emergência sanitária subir de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos.No jantar, Maia e Alcolumbre disseram a Mandetta que ele tem total apoio do Congresso Nacional.

DEMISSÃO – Nesta sexta, o presidente da Câmara chegou a dizer em uma videoconferência promovida pelo jornal Valor Econômico que, apesar dos ataques, Bolsonaro não tem coragem de demitir Mandetta e mudar a política de enfrentamento ao coronavírus.

“É fundamental que, no meio do processo [de enfrentamento à doença], a gente não tenha uma perda de um nome como o do Mandetta”, disse Maia. Segundo ele, uma eventual substituição mudaria a política do Ministério da Saúde e significaria que Bolsonaro não acredita no que o ministro está fazendo.

DEFESA – “Ao mesmo tempo, ele não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política. Ele fica numa posição dúbia.” Mais tarde, antes do início da votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que segrega o Orçamento, voltou a defender Mandetta.

Ao comentar o resultado do Datafolha, que apontou crescimento na aprovação do Ministério da Saúde ante o presidente Bolsonaro, Maia afirmou que a pesquisa mostra que a sociedade brasileira está compreendendo o que representa a pandemia e o trabalho comandado por Mandetta.

COMPETÊNCIA – “[É uma demonstração da] condução firme, transparente e muito objetiva e corajosa do ministro Mandetta, que vem tocando com muita competência o ministério, da mesma forma que fez na secretaria municipal em Campo Grande, como fez quando deputado”, defendeu.

Maia também sinalizou que o Congresso está atento às movimentações de Bolsonaro no sentido de flexibilizar o isolamento social. “Todos os decretos do governo são muito bem analisados pelos partidos, lideranças, mesa da Câmara, mesa do Senado. E algum que tenha divergência em relação ao papel que tem um decreto do presidente sempre pode ser avaliado e discutido e rejeitado pelo Parlamento”, afirmou.

ESGOTADO – A impressão que ficou para Maia e Alcolumbre após cerca de cinco horas de jantar é que Mandetta está cansado, claramente esgotado física e mentalmente, mas não pretende deixar o posto.

Assim como o próprio ministro tem dito publicamente, ele só sairá do cargo por vontade do presidente. Bolsonaro teria assim de arcar com o ônus de sacar alguém mais popular do que ele e que tem aprovação inclusive em sua bolha de apoiadores.

ISOLAMENTO – A disputa que o presidente tem travado com Mandetta isola Bolsonaro dentro do próprio governo. Nos últimos dias, ministros como Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) deram declarações reforçando a importância do isolamento contra o coronavírus. Entre os governadores, Bolsonaro também perdeu apoio como os de Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Comandante Moisés (PSL-SC).

Na pesquisa divulgada nesta sexta, o Datafolha voltou a aferir a aprovação de governadores e incluiu a de prefeitos nesta pesquisa. O presidente está em pé de guerra com os chefes estaduais desde que a crise eclodiu. Ele já ameaçou baixar um decreto para romper o fechamento do comércio em locais como São Paulo.

Aprovam a gestão de seus governadores 58% dos brasileiros, ante 54% da rodada anterior. Reprovam os mesmos 16%, e a avaliação regular caiu de 28% para 23%. Já os prefeitos recebem 50% de ótimo e bom, 25% de regular e 22% de ruim e péssimo.

DISSIDÊNCIA – A rejeição ao trabalho de Bolsonaro subiu mais entre moradores do Sudeste (de 34% para 41%) e no Norte/Centro-Oeste (24% para 34%) —neste caso, é notável a dissidência de Caiado. Ainda assim, essa região é a que melhor avalia (41% de ótimo/bom) o presidente, juntamente com o Sul (39%), onde Comandante Moisés também se desentende com bolsonaristas.

O Nordeste se cristaliza como um centro de rejeição ao presidente nesta crise, com a maior taxa de ruim e péssimo, 42%. Também por lá acham que Bolsonaro mais atrapalha a gestão 57%.

27 thoughts on “Maia e Alcolumbre recusam tentativa de articulação do Planalto e apoiam ações de Mandetta

  1. Quem é esse Daniel da folha?
    Quantos anos esse Senhor tem?
    Sem combinar eles não aceitaram o convite.
    Vocês acreditam nisso?
    A pesquisa feita por telefone, 1511 pessoas.
    São telefones fixos ou móveis?
    Como conseguem esses números?
    Quantos estados estão representados?
    Aí fala do nordeste, sempre o nordeste. O nordeste não é muito diferente de São Paulo não, nem do Rio de Janeiro. O Brasil todo é um só. Dominado por essa praga chamada imprensa corrupta.
    Botafogo e Batoré grande intelectualidade. A minha indignação não é com Daniel da folha não. É com esse país vagabundo. Daqui a pouco vou ler que o Luladrão está dando lições para todos nós. E sabe quem vai dar palco para isso? a imprensa corrupta, os Danieis da folha.

  2. Se Hitler fosse vivo e aderisse a alguma pauta da esquerda como essa de querer derrubar o presidente
    se aproveitando da catástrofe que abate sobre o povo, ela, esquerda, não pensaria duas vezes para torná-lo seu aliado.

    Na esquerda o HEDIONDO encontra justificativa para sua prática.
    “Os fins justificam os meios”

    Essa gente é filhote do socialismo e muitos até não sabem. Essa ideologia pega-a facilmente pelas sua frágil condição emocional e cultural.

  3. Mandetta tem a certeza da demissão e já articula políticamente com os inimigos do governo. No ministério, fará o impossível para atrasar ao máximo a liberação do uso da cloroquina nos estágios iniciais da peste. Nesta altura, a vida das pessoas e a saúde econômica do país é o que menos importa.

  4. Policarpo,

    O uso desse medicamento ainda está em estudos pelos laboratórios e cientistas em todo o mundo.

    Sabe-se que trouxe esperanças para pacientes em estado grave, que não possuíam problemas cardíacos, diabetes e pulmonares.

    Caso o remédio fosse indicado, Mandetta não o indicaria?
    Ora, quem determina a medicação do paciente é o médico que o acompanha, pois o Estado não tem a menor autoridade sobre protocolos de saúde.

    Pode dar as prioridades, fazer campanhas, mas não tem a menor jurisdição de como tratar um paciente.

    Te cuida!

    • Caro FBendl, no século passado, durante a gripe espanhola, o Serviço Sanitário de SP recomendava à população “tomar, como preventivo, sal de quinino, na dosagem de 25 a 50 centigramas, de preferência durante as refeições”.

      O uso da cloroquina está em estudos … deve ser por falta de cobaias.

      • Policarpo,

        O vírus da Gripe Espanhola não é o mesmo coronavírus.

        A aplicação de quinino nos pacientes daquela época foi um ato de desespero, na tentativa de se fazer frente a uma doença devastadora!

        Justamente por isso, que a cloroquina foi usada em pacientes que se encontravam em estado grave, e deu certo, conforme as condições que mencionei acima.

        Quanto às cobaias, os utilíssimos roedores fazem este trabalho, que tem alcançado bons resultados.

        Mas, rato é rato.

        Te cuida.

      • Complementando … para a mídia e a maioria dos políticos estamos em guerra contra a peste chinesa que, na melhor das hipóteses, vai exterminar trocentas mil vidas, a menos que fiquemos todos em casa.

        Foi patético o ministro Mandetta explicando, na sua última entrevista, a questão do porquê não fabricarmos nós mesmos os respiradores.

        Os bobinhos aplicam medidas de guerra somente na economia (dindim à vontade, para comprar bens que não vamos receber e, pasme, até para contratar com inidôneos) … mas tcham tcham tcham, esse estado de guerra não pode ser estendido para a área médica (o verdadeiro front), onde, a depender dos burocratas, os médicos tem de aguardar trocentas pesquisas concordantes para se autorizar o uso de um remédio. Meu caro, na guerra, amputações são feitas com serrote e sem anestesia.

        O ministro Mandetta já mudou de lado, quanto mais rápida a sua demissão melhor para a nação.

  5. “..apesar dos ataques, Bolsonaro não tem coragem de demitir Mandetta…”

    -Munto infantil. Tipo, “cospe aqui, se você tiver coragem” ou “duvido você puxar o rabo do doberman”…

  6. Maia e Alcolumbre estão lá para zelar pelos interesses do povo. Não pelos interesses eleitoreiros de Bolsonaro. Aliás, reitero, cada vez mais longe-fora de 2022.

  7. Vcs lembram das pragas no Egito ?
    Foi Deus que enviou ; essas pragas homem algum pode controlar ..
    Mas Deus ouviu a voz de um homem e parou o sol e a lua para os Isralitas vencerem seus inimigos …
    Bolsonaro atendeu os profetas de hoje e conclamou quem tem fé para jejuarem a Deus e pedir pelo fim dessa praga …

  8. “Uma exceção alemã? Por que a taxa de mortalidade por coronavírus no país é baixa.

    A pandemia atingiu duramente a Alemanha, com mais de 92.000 pessoas infectadas. Mas a porcentagem de casos fatais tem sido notavelmente baixa em comparação com os de muitos países vizinhos.

    Por Katrin Bennhold
    • 4 de abril de 2020Atualizado 11:33 am ET

    Eles os chamam de táxis corona: médicos equipados com equipamentos de proteção, dirigindo pelas ruas vazias de Heidelberg para verificar pacientes que estão em casa, cinco ou seis dias depois de ficarem doentes com o coronavírus.
    Eles fazem um exame de sangue, procurando sinais de que um paciente está prestes a entrar em um declínio acentuado. Eles podem sugerir hospitalização, mesmo para um paciente que apresenta apenas sintomas leves; as chances de sobreviver a esse declínio aumentam bastante estando em um hospital quando ele começa.
    “Existe esse ponto de inflexão no final da primeira semana”, disse o professor Hans-Georg Kräusslich, chefe de virologia do Hospital Universitário de Heidelberg, um dos principais hospitais de pesquisa da Alemanha. “Se você é uma pessoa cujos pulmões podem falhar, é aí que você começa a se deteriorar.”
    O vírus e a doença resultante, Covid-19, atingiram a Alemanha com força: de acordo com a Universidade Johns Hopkins , o país teve mais de 92.000 infecções confirmadas em laboratório a partir do meio-dia de sábado, mais do que qualquer outro país, exceto Estados Unidos, Itália e Espanha.
    Mas com 1.295 mortes, a taxa de mortalidade da Alemanha ficou em 1,4%, em comparação com 12% na Itália, cerca de 10% na Espanha, França e Grã-Bretanha, 4% na China e 2,5% nos Estados Unidos. Até a Coréia do Sul, um modelo de achatamento da curva, tem uma taxa de mortalidade mais alta, 1,7%.

    “Fala-se de uma anomalia alemã”, disse Hendrik Streeck, diretor do Instituto de Virologia do Hospital Universitário de Bonn. O professor Streeck tem recebido ligações de colegas nos Estados Unidos e em outros lugares.
    ‘O que você está fazendo de diferente?’ eles me perguntam ”, ele disse. “‘Por que sua taxa de mortalidade é tão baixa?'”
    Existem várias respostas que os especialistas dizem, uma mistura de distorções estatísticas e diferenças muito reais de como o país assumiu a epidemia. A idade média dos infectados é menor na Alemanha do que em muitos outros países. Muitos dos primeiros pacientes pegaram o vírus nas estâncias de esqui austríacas e italianas e eram relativamente jovens e saudáveis, disse o professor Kräusslich.
    “Começou como uma epidemia de esquiadores”, disse ele.
    À medida que as infecções se espalham, mais pessoas idosas foram atingidas e a taxa de mortalidade, apenas 0,2% há duas semanas, também aumentou. Mas a idade média para contrair a doença permanece relativamente baixa, aos 49 anos. Na França, é 62,5 e na Itália 62 , segundo seus últimos relatórios nacionais.
    Outra explicação para a baixa taxa de fatalidade é que a Alemanha está testando muito mais pessoas do que a maioria das nações. Isso significa que captura mais pessoas com poucos ou nenhum sintoma, aumentando o número de casos conhecidos, mas não o número de mortes.
    “Isso reduz automaticamente a taxa de mortalidade no papel”, disse o professor Kräusslich.
    Mas também existem fatores médicos significativos que mantiveram o número de mortes na Alemanha relativamente baixo, dizem epidemiologistas e virologistas, entre os quais se destacam testes e tratamentos precoces e generalizados, muitos leitos de terapia intensiva e um governo confiável, cujas diretrizes sociais de distanciamento são amplamente observadas .
    Teste
    Em meados de janeiro, muito antes de a maioria dos alemães ter pensado muito no vírus, o hospital de Charité, em Berlim, já havia desenvolvido um teste e publicado a fórmula online.
    Quando a Alemanha registrou seu primeiro caso de Covid-19 em fevereiro, laboratórios em todo o país haviam construído um estoque de kits de teste.
    “A razão pela qual nós, na Alemanha, temos tão poucas mortes no momento em comparação com o número de infectados pode ser explicada em grande parte pelo fato de estarmos fazendo um número extremamente grande de diagnósticos de laboratório”, disse o Dr. Christian Drosten, virologista chefe da Charité. , cuja equipe desenvolveu o primeiro teste.
    Até agora, a Alemanha está realizando cerca de 350.000 testes de coronavírus por semana, muito mais do que qualquer outro país europeu. Testes iniciais e generalizados permitiram às autoridades retardar a propagação da pandemia, isolando casos conhecidos enquanto eles são infecciosos. Ele também permitiu que o tratamento para salvar vidas fosse administrado em tempo hábil.
    “Quando eu tenho um diagnóstico precoce e posso tratar pacientes precocemente – por exemplo, colocá-los em um ventilador antes que se deteriorem – a chance de sobrevivência é muito maior”, disse o professor Kräusslich.
    A equipe médica, sob risco particular de contrair e espalhar o vírus, é regularmente testada. Para agilizar o procedimento, alguns hospitais começaram a realizar testes de bloco, usando as zaragatoas de 10 funcionários e acompanhar os testes individuais apenas se houver um resultado positivo.
    No final de abril, as autoridades de saúde também planejam lançar um estudo de anticorpos em larga escala, testando amostras aleatórias de 100.000 pessoas em toda a Alemanha todas as semanas para avaliar onde a imunidade está aumentando.
    Uma chave para garantir testes de base ampla é que os pacientes não pagam nada por isso, disse o professor Streeck. Essa, disse ele, foi uma diferença notável com os Estados Unidos nas primeiras semanas do surto. A lei de alívio de coronavírus aprovada pelo Congresso no mês passado prevê testes gratuitos.

    Rastreamento
    Em uma sexta-feira no final de fevereiro, o professor Streeck recebeu notícias de que, pela primeira vez, um paciente em seu hospital em Bonn havia testado positivo para o coronavírus: um homem de 22 anos que não apresentava sintomas, mas cujo empregador – uma escola – tinha Pediu que ele fizesse um teste depois de saber que havia participado de um evento de carnaval em que outra pessoa havia testado positivo.
    Na maioria dos países, incluindo os Estados Unidos, o teste é amplamente limitado aos pacientes mais doentes, portanto o homem provavelmente teria sido recusado.
    Não na Alemanha. Assim que os resultados dos testes chegaram, a escola foi fechada e todas as crianças e funcionários receberam ordens de ficar em casa com suas famílias por duas semanas. Cerca de 235 pessoas foram testadas.
    “Testar e rastrear é a estratégia que obteve sucesso na Coréia do Sul e tentamos aprender com isso”, disse o professor Streeck.
    A Alemanha também aprendeu a errar desde o início: a estratégia de rastreamento de contatos deveria ter sido usada ainda mais agressivamente, disse ele.
    Todos aqueles que voltaram para a Alemanha de Ischgl, uma estação de esqui austríaca que teve um surto, por exemplo, deveriam ter sido rastreados e testados, disse o professor Streeck.

    Um sistema de saúde pública robusto
    Antes da pandemia de coronavírus varrer a Alemanha, o Hospital Universitário de Giessen tinha 173 camas de terapia intensiva equipadas com ventiladores. Nas últimas semanas, o hospital se esforçou para criar mais 40 leitos e aumentou a equipe que estava em modo de espera para trabalhar em terapia intensiva em até 50%.
    “Temos tanta capacidade agora que estamos aceitando pacientes da Itália, Espanha e França”, disse Susanne Herold, especialista em infecções pulmonares no hospital que supervisionou a reestruturação. “Somos muito fortes na área de terapia intensiva”.
    Em toda a Alemanha, os hospitais expandiram suas capacidades de terapia intensiva. E eles começaram de alto nível. Em janeiro, a Alemanha tinha cerca de 28.000 camas de terapia intensiva equipadas com ventiladores, ou 34 por 100.000 pessoas. Em comparação, essa taxa é de 12 na Itália e de 7 na Holanda.
    Até agora, existem 40.000 camas de terapia intensiva disponíveis na Alemanha.
    Alguns especialistas estão cautelosamente otimistas de que as medidas de distanciamento social podem estar nivelando a curva o suficiente para o sistema de saúde da Alemanha enfrentar a pandemia sem produzir uma escassez de equipamentos que salvam vidas, como ventiladores.
    “É importante que tenhamos orientações para os médicos sobre como praticar a triagem entre os pacientes, se necessário”, disse o professor Streeck. “Mas espero que nunca precisemos usá-los.”
    O tempo que leva para o número de infecções dobrar diminuiu para cerca de oito dias. Se diminuir um pouco mais, para 12 a 14 dias, disse o professor Herold, os modelos sugerem que a triagem pode ser evitada.
    Confiança no Governo
    Além dos testes em massa e da preparação do sistema de saúde, muitos também vêem a liderança da chanceler Angela Merkel como uma das razões pelas quais a taxa de mortalidade foi mantida baixa.
    Merkel se comunicou de forma clara, calma e regular durante a crise, ao impor medidas de distanciamento social cada vez mais rigorosas ao país. As restrições, que foram cruciais para retardar a propagação da pandemia, encontraram pouca oposição política e são amplamente seguidas.
    Os índices de aprovação do chanceler dispararam.
    “Talvez nossa maior força na Alemanha”, disse o professor Kräusslich, “seja a tomada racional de decisões no mais alto nível do governo, combinada com a confiança que o governo desfruta na população”.
    Christopher F. Schuetze contribuiu com reportagem.”

    https://www.nytimes.com/2020/04/04/world/europe/germany-coronavirus-death-rate.html?action=click&module=Top%20Stories&pgtype=Homepage

  9. Aviso aos hospitais e clinicas, se eu estiver nas vascas da agonias para morrer, apliquem-me o remédio que Mandetta não quer por não ser cientificamente comprovado.
    Mas se o ministro estiver na mesma situação, não apliquem o nosso, apliquem o cubano.
    Hehehehehe

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