Maia rechaça também a CPMF de Guedes e diz que a Câmara não aprova

A negativa vale, inclusive, para a tributação de transações digitais

Alessandra Azevedo
Bernardo Bittar
Correio Braziliense

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi enfático ao dizer que “a resposta da Câmara vai ser não” caso o governo tente recriar um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A negativa vale, inclusive, para a tributação de transações digitais, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na última quarta-feira. Maia disse que “não é verdadeira” a justificativa do chefe da equipe econômica para propor a criação do imposto.

ARGUMENTO – Guedes argumenta que a medida combateria a sonegação, por se tratar de uma alíquota baixa incidente sobre uma base de arrecadação grande, que incluiria transferências bancárias e pagamentos feitos por aplicativos. Com entendimento bem diferente, Maia lembrou que “as transações serão cada vez mais digitais e cada vez mais se dificulta a sonegação, independente de uma nova tributação”.

A proposta, na visão do deputado, não traz nenhum ganho: é regressiva, prejudica os mais pobres e exporta imposto, “quer dizer, ainda gera menos competitividade para o setor produtivo brasileiro”, comentou. “Estamos convencidos de que não (avança). Eu disse para ele (Guedes), na reunião, que não tem espaço para isso”, afirmou.

DESONERAÇÃO – Maia também discorda do ministro quanto à necessidade de criação de tributo para cobrir a desoneração da folha de pagamento. “Sempre vai ter (alternativa)”, disse. Maia ressaltou que a carga da mão de obra no resto do mundo é mais baixa do que no Brasil e, mesmo assim, os outros países não têm impostos sobre movimentações financeiras.

“Por que a gente tem que criar um instrumento? Qual país razoavelmente organizado estrutura seu sistema tributário com CPMF?”, questionou. Ele considera que seria “uma incoerência” ter ficado contra a criação do imposto no governo do PT e, agora, defendê-la, só porque o governo tem uma agenda econômica mais convergente com a dele.

9 thoughts on “Maia rechaça também a CPMF de Guedes e diz que a Câmara não aprova

  1. Porquê esse CHILENO não vai ” MAIÁ” na sua terra ?
    Aqui no Brasil, ele merece é um surra de CHINELO, com pregos no solado.

  2. Bolsonaro e os deputados do PSL apoioaram sua reeleição a presidência da Câmara. Ninguém vai fechar o congresso. Se quer fazê-lo, pegue em armas. Tem coragem pra isso, babaca?

  3. Votei em Bolsonaro. Nunca vi ou ouvi Guedes falar em aumentar tributação dos bancos e empresas de crédito. No Brasil o sistema financeiro navega em mar de almirante e voa em céu de brigadeiro… é o absurdo dos absurdos querer aumentar a carga tributária brasileira. Quanto a desoneração da folha de pagamentos é um alívio para os patrões e sem nenhuma contrapartida ao empregado. Mas tenho minhas dúvidas se de fato aumentará o nível de empregos, pois a jaboticaba e excrecência chamada Justiça do Trabalho é o outro ponto que dificulta a geração de empregos.

  4. Delação premiada ou delação comprada? Tudo isso sob as bençãos do MPF. O grande negócio das delações premiadas no Brasil.

    Marcelo Odebrecht cobrou “bônus” de R$ 310 milhões para delatar http://bit.ly/2Zcskn5

    justiça ou uma nova forma de corrupção?

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