Maia rompe com o governo e afirma que no permitir que os tetos de gastos sejam descumpridos

Rodrigo Maia est mais forte do que imaginvamos", dizem assessores de Bolsonaro

Rodrigo Maia tenta evitar que haja nova crise econmica

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

O presidente da Cmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mandou um recado para o governo. Disse que no pautar prorrogao do decreto de calamidade pblica ou da Emenda Constitucional do Oramento de Guerra, que deu poderes ao Executivo para burlar a regra de outro e o teto de gastos. Para o parlamentar, a base do governo obstrui a votao na Cmara para tentar esvaziar a pauta e sua presidncia, mesmo que isso prejudique matrias de interesse do prprio Executivo. Quem precisa da pauta da Cmara o governo e a sociedade”, disparou o deputado.

Se querem esvaziar a pauta que eu fao, est resolvido. Nenhum dos dois assuntos (decreto de calamidade ou Emenda Constitucional do Oramento de Guerra) ser pautado na Cmara at 1 de fevereiro. O governo esquea isso, descartou o presidente da Cmara.

SEM JEITINHO – Aqueles que sonham com o jeitinho na soluo do teto, aproveitem a partir do dia 2 ou 3 de fevereiro com o novo presidente da Cmara, que tenha coragem de ser responsvel por uma profunda crise econmica e social no pas, acrescentou Rodrigo Maia, sobre a importncia do cumprimento da Lei do Teto de Gastos e da Regra de Ouro, que limita gastos governamentais .

No haver prorrogao da emenda constitucional do Oramento da Guerra, que sou primeiro signatrio, e no haver hiptese nenhuma de votao de mensagem prorrogando o estado de calamidade, disse.

Entre os projetos de interesse do governo que travaram com a obstruo na pauta da Cmara, esto medidas provisrias e o Projeto de Lei Complementar 159/2020, que transfere lucros cambiais semestrais do Banco Central (BC) para o Tesouro Nacional durante a pandemia de coronavrus.

ESVAZIAMENTO DA GESTO Rodrigo Maia disse ter lido notcias de que a estratgia do governo era no deixar a pauta da Cmara andar, para esvaziar sua gesto, E acrescentou: Quem est se esvaziando o governo. Quem vai explodir se a pauta no andar, no meu mandato, que acaba dia 1 de fevereiro. Quem explode o governo, disparou.

Tem muitas questes importantes que precisam vir pauta que precisam ser votados. MPs vo perder a validade, e no vai ter tempo de votar, por falta de prioridade do governo. Acho que a contaminao de uma matria no Congresso na pauta da Cmara ruim, completou

Maia alertou que a inflao est saindo de controle e que a taxa de juros subiu no longo prazo. O governo teve que encurtar 65% do que renovou de dvida para abril do prximo ano. Tem uma presso enorme para o 1 quadrimestre com renovao de dvida. Ento, quem est desorganizando com essas obstrues na Cmara e lentido na PEC Emergencial o governo. E quem vai pagar a conta o Brasil. O pas paga a conta. Recorde no desemprego. A pauta da Cmara est disposio para resolver problemas polmicos, difceis, garantiu.

DEIXAR O DESGASTE – Talvez, eu, que no sou da base do governo, fosse mais fcil no tratar de PEC Emergencial. Deixar o desgaste com o governo. Mas tenho responsabilidade com a Cmara e com o pas. Jurei respeitar a Constituio quando assumi mais um mandato como presidente da Casa, e tenho a responsabilidade de alertar e ajudar, como ajudei e comandei em um primeiro momento com o Paulo Guedes, a aprovao da reforma da Previdncia. A pauta da Cmara no funcionar prejudica o Brasil e o governo, que tem cada vez menos espao para resolver os problemas, avisou.

Tentar resolver os problemas econmicos do pas furando o teto de gastos, segundo Maia, significar a exploso da taxa de juros e o encurtamento da dvida pblica, o que provocaria uma recesso ainda maior.

A conta chega. Chegou para a Dilma. A Dilma aprovou projetos muito populares. O Fies saiu de R$ 1 bilho para R$ 13 bi. A conta veio em 2015 com uma recesso de dois anos, profunda. A conta chega para quem sinaliza que no vai respeitar o equilbrio fiscal, a trajetria da dvida pblica, insistiu.

EST DISPOSIO – Maia falou sobre a pauta da Cmara e as dificuldades com o governo durante uma live do Valor. Disse que tem alertado e se colocado disposio, inclusive, do senador Mrcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC emergencial, para participar do anncio do texto.

No haver prorrogao de estado de calamidade e nem da emenda constitucional. O governo precisa organizar as contas. Ns fizemos uma emenda e demos um prazo final para a execuo dessas polticas com recurso extraordinrio. O erro que no cometemos hoje, cometemos em 2008 e 2009. Fizemos bons projetos, boas polticas para enfrentar aquela crise, mas no colocamos prazo de vencimento. Foram aumentando as despesas pblicas ao longo dos anos. O grande mrito do parlamento, a emenda tem prazo e deu segurana para o investidor, afirmou.

Como a pauta minha, esvaziada ou no, estou colocando mais dois temas que no sero votados. Precisamos ter responsabilidade, que significa cortar gastos mal alocados. A sociedade j paga 35% do PIB das riquezas em carga tributria. Ningum aguenta mais pagar tantos impostos. Ento, a soluo cortar no msculo. Vai doer. Mas vai doer menos que o gasto fora do teto, que j vimos para onde foi a taxa de juros, desemprego e recesso no governo Dilma, comparou.

###
NOTA DA REDAO DO BLOG
Em traduo simultnea, Maia rompeu com o governo para evitar a irresponsabilidade de permitir que o governo descumpra as regras constitucionais, como o sonho de consumo da gesto Bolsonaro. (C.N.)

15 thoughts on “Maia rompe com o governo e afirma que no permitir que os tetos de gastos sejam descumpridos

  1. O outro lado da moeda:

    Lder da Fora Sindical e deputado federal, O vice-lder do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP) – o Paulinho da Fora – disse que os partidos do centro querem reduzir a economia com a reforma daPrevidncia metade, para R$ 600 bilhes. O argumento, disse o sindicalista, que se o Congresso aprovar o texto integral, o presidente Jair Bolsonaro ser reeleito antes da hora. Se a economia ficar em R$ 800 bilhes, por exemplo, conforme o piso previsto pelo prprio presidente, o ganho de R$ 240 bilhes em trs anos, observou.

    – Qualquer idiota se reelege com esse dinheiro (a ser poupado com Previdncia ) – afirmou Paulinho.

    Ele disse que a sua bancada j se articulou e obteve 250 assinaturas para apresentao de uma emenda aglutinativa que prev a retirada de vrios pontos da reforma, como Benefcio de Prestao Continuada-BPC (pago a idosos e deficientes da baixa renda), trabalhadores rurais e a restrio no acesso ao abono salarial (PIS) de dois salrios mnimos para um mnimo. A emenda tambm faz modificaes na regra de transio e reduz a idade mnima para 59 anos (mulher) e 62 anos (homem). O governo definiu 65 anos (homem) e 62 anos (mulher).

    Fonte: Economia – iG @ https://economia.ig.com.br/2019-05-01/qualquer-idiota-se-reelege-com-esse-dinheiro-a-ser-poupado-com-previdencia-paulinho-da-forca.html

  2. Maia quer que acreditamos que ele seja um parlamentar responsvel, e no .
    Est engavetando uma srie de projetos que beneficiaram a sociedade, e juntamente com Alcolumbre, formam o par perfeito para que nada de bom acontea na cmara e no senado.
    No nasceu com espirito pblico, w entrou nessa vida parlamentar pela mo do pai que outro espertalho, tanto que hoje apenas vereador porque sabe se tentar cargo majoritrio no passa no voto do povo que conhece suas marotices.
    Ambos, logo desaparecero da vida pblica porque com os bolsos cheios de dinheiro.

  3. |Este deputadinho muito pretensioso! Como ele diz que vai decidir, pergunto: para que pagar os outros 512 deputadinhos?
    Se tivssemos um presidente altura, sem compromissos familiares e fazendo acordo com a banda mais podre do congresso, teria enquadrado sujeitos como Maia quando tomou posse.
    Presidente um presidente com carter e disposio para colocar este entulho da democracia fajuta no lugar dele!
    Fallavena

  4. Que o esprito de Bacurau se instale no Brasil para livrar-nos de toda essa cambada de ignorantes, vigaristas e criminosos que se instalou no poder central. E que de l no sairo em simples obedincia vontade popular expressa nas urnas. A eleio ser, na melhor das hipteses, como na Bolvia e no Chile, o desfecho ou a coroao de uma sucesso de conflitos e embates.

    https://bit.ly/3kXZX6k

    • A|lex
      “…essa cambada de ignorantes, vigaristas e criminosos que se instalou no poder central.!”
      Amigo, aquela gentalha est l pelas mos do povo. No invadiram, no sairo se os eleitores continuarem votando neles.
      Acho muito pouco inteligente reclamar-se dos prprios erros. Graas a minha percepo e conhecimento da poltica e dos candidatos que, nas ltimas eleies, no elegi vereador, deputado estadual e federal. E no fico triste. Eu sei que o lixo est sai das urnas.
      Aqui, tem um jornalista que pede para o eleitor no colocar lixo na urna!
      No culpo quem tem mandato. Culpo sim aqueles eleitores que do o mandato a vigaristas!
      Abrao
      Fallavena

  5. Considero-me amigo de Fallavena.
    E dos bons, dos leais, pois tambm quando discordo de seus comentrios, na condio de haver entre mim e ele uma amizade forte, sinto-me no dever de ser sincero comigo mesmo, em princpio, haja vista que estarei sendo o mesmo para com o meu amigo, em consequncia.

    Dito isso, Fallavena se caracteriza por culpar o povo pela poltica que o Brasil pratica.
    Se o parlamentar ladro, desonesto, incompetente, corrupto, vagabundo, o meu amigo resume a histria declarando que o eleitor quem deveria ser responsabilizado.

    Ento, respeitosamente, discordo.

    No h como especificar de quem a culpa a respeito da situao nacional catica, que ora estamos vivendo.
    E, se existe um setor que menos deveria ser acusado, digo que o popular, pois a maneira como o sistema eleitoral est estipulado que nos conduz aos erros constantes nas eleies.

    Mais:
    No podemos – ns, o povo – ser taxados de culpados se, uma vez eleito, o escolhido mostra o seu mau carter, a sua m ndole, e se deixa sucumbir pelas tentaes do poder.
    Nessa sintonia, o pai deveria ser preso junto com o filho, caso cometesse algum crime!
    Afinal das contas, cabe famlia, aos genitores do mancebo, a sua educao e comportamento.

    A questo no o povo ser culpado por aqueles que elege, no.
    O problema crucial, e que nos leva ao erro contumaz nas eleies, devemos ao sistema que foi organizado contra o cidado, contra o brasileiro que no est inserido nos poderes constitudos, e que elaboraram as regras para, na razo direta que se beneficiam, na mesma razo porm, contrria, nos prejudicam!

    E, nesse fundamental detalhe, que no temos como mudar o Legislativo, que o rgo que faz as leis e que sero essas normas que nos obrigaro a seguir com o foi planejado para o povo!

    Agora, se elegemos mal, e no discordo que somos pssimos eleitores, o povo deveria se negar a comparecer s urnas, exigindo mudanas no processo eleitoral.
    No entanto, como somos uma populao de incultos e incautos, analfabetos absolutos e funcionais, desconhecemos o poder que temos at mesmo constitucional.

    De que maneira iremos reivindicar direitos ou exigir do governo outro tipo de comportamento com relao aos cidados, se a maioria no saberia responder, de supeto, a capital de Roraima ou de Rondnia??!!
    Ou quando foi a inaugurao de Braslia?

    O que nos leva ao erro, Fallavena, a estrutura que nos apoiamos, que no permite o povo sair da sua condio de dependncia permanente das ditas “autoridades” ou se movimentar querendo mudanas.

    Fomos alijados do poder; obedecemos e outorgamos poder apenas e to somente; no temos como dizer aos nossos “representantes” como queremos que eles ajam!!!
    Qual a resposta do congresso?
    – O parlamentar no pode ser pressionado pelo … POVO!!!!
    E nos expulsa da galeria da cmara ou do senado, se contestamos medidas que sero aprovadas, porm altamente prejudiciais cidadania brasileira.

    Abrao.
    Sade e paz, parceiro.

    • Mas o povo tem a maior culpa. Deixa se enganar com falsos discursos. No raciocina. facilmente convencido tanto para fabricar heris quanto para destruir reputaes.

      • Ronaldo,

        Que exemplos positivos nossas autoridades constitudas nos do diariamente?
        Corrupo, desonestidade, explorao, manipulao, segregacionismo, desprezo pelo povo …

        Diante de nossas graves situaes sociais, polticas, econmicas e, principalmente, em nvel educacional, querias o qu??!!

        Que fssemos sbios?
        Tivssemos discernimento?
        Senso crtico?
        Capacidade de analisar o momento nacional?

        Ou nos concedemos atenuantes ou cada vez mais nos desvalorizamos, exatamente a inteno dos poderes constitudos, se no percebeste.

        Sade e paz.

  6. Daqui a pouco eles desatam novamente o n das anguas…
    Questo de tempo e interesses escusos mtuos.
    Que cambada de caras de pau…
    O “Coiso” e o Botafogo ainda formaro um casal !
    Quem viver ver…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.