Maiores empresários do país pedem a Mourão uma política de proteção à Amazônia

Mourão pode ser o terceiro vice a assumir em caso de impeachment ...

Mourão vai relatar ao empresários a real situação da Amazônia

André Vieira
MSN Notícias

Depois de um grupo de investidores estrangeiros apontar problemas na política do governo em relação à Amazônia, chegou a vez da comunidade empresarial. Um grupo de presidentes de grandes empresas nacionais e estrangeiras e entidades setoriais protocolou na segunda-feira, dia 6, na Vice-Presidência da República e ao Conselho Nacional da Amazônia Legal, presidido por Hamilton Mourão, um comunicado em defesa da agenda do desenvolvimento sustentável e combate ao desmatamento na Amazônia.

Preocupados com a repercussão negativa da imagem do Brasil no exterior, o documento traz a assinaturas de cerca de 40 companhias, grupos empresariais e entidades.

IMPACTO NOS NEGÓCIOS – No comunicado, eles pedem a “atenção e preocupação com o impacto nos negócios da atual percepção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais na Amazônia”.

“Essa percepção negativa tem um enorme potencial de prejuízo para o Brasil, não apenas do ponto de vista reputacional, mas de forma efetiva para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o País”, diz o documento.

O grupo se coloca à disposição do governo para contribuir no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros; na inclusão social e econômica de comunidades locais para garantir a preservação das florestas; a minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais, buscando eficiência e produtividade nas atividades econômicas daí derivadas; e na valorização e preservação da biodiversidade como parte integral das estratégias empresariais.

CRÉDITOS DE CARBONO – Além disso, eles pedem a adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono; no direcionamento de financiamentos e investimentos para uma economia circular e de baixo carbono; e no pacotes de incentivos para a recuperação econômica dos efeitos da pandemia da covid-19 condicionada a uma economia circular e de baixo carbono.

Na mensagem, que também será entregue ao Supremo Tribunal Federal, Senado Federal, Câmara dos Deputados e na Procuradoria Geral da República (PGR), os signatários dizem que é necessário “fazer as escolhas certas agora e começar a redirecionar os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono, e inclusiva, em que não há controvérsias entre produzir e preservar”.

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LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO

Neste momento, em que enfrentamos uma situação extrema, extraordinária e excepcional, é muito importante manter a serenidade e o equilíbrio para que possamos superar e sair fortalecidos dos desafios que se apresentam. Em nenhum momento da história o futuro da humanidade e do planeta dependeu tanto da nossa capacidade de entendimento de que vivemos em um único planeta e de que a nossa sobrevivência está diretamente ligada à preservação e valorização dos seus recursos naturais.

Os impactos sociais e econômicos causados em escala global e de forma inédita pela pandemia da COVID-19 nos advertem que a consumação de riscos associados à quebra do equilíbrio ecossistêmico traz consequências devastadoras quando negligenciados, tal como vem ocorrendo com o risco climático apontado pelo Fórum Econômico Mundial ano após ano, desde 2012.

Cientes disso, o setor empresarial brasileiro, por meio de instituições e empresas dos setores industrial, agrícola e de serviços, vêm hoje reafirmar seu compromisso público com a agenda do desenvolvimento sustentável.

Particularmente, esse grupo acompanha com maior atenção e preocupação o impacto nos negócios da atual percepção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais na Amazônia. Essa percepção negativa tem um enorme potencial de prejuízo para o Brasil, não apenas do ponto de vista reputacional, mas de forma efetiva para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o país.

Nesse contexto, esse grupo coloca-se à disposição do Conselho da Amazônia para contribuir com soluções que tenham foco nos seguintes eixos:

  • Combate inflexível e abrangente ao desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros;
  • Inclusão social e econômica de comunidades locais para garantir a preservação das florestas;
  • Minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais, buscando eficiência e produtividade nas atividades econômicas daí derivadas;
  • Valorização e preservação da biodiversidade como parte integral das estratégias empresariais;
  • Adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono;
  • Direcionamento de financiamentos e investimentos para uma economia circular e de baixo carbono; e
  • Pacotes de incentivos para a recuperação econômica dos efeitos da pandemia da COVID-19 condicionada a uma economia circular e de baixo carbono.

Algumas das empresas signatárias já desenvolvem soluções de negócios que partem da bioeconomia, com valor agregado e rastreabilidade dos produtos, inclusive, na Amazônia. De um lado, entendemos que é possível dar escala às boas práticas a partir de políticas consistentes de fomento à agenda ambiental, social e de governança. De outro, é necessário adotar rigorosa fiscalização de irregularidades e crimes ambientais na Amazônia e demais biomas brasileiros.

Temos a oportunidade única, os recursos e o conhecimento para dar escala às boas práticas e, mais do que isso, planejar estrategicamente o futuro sustentável do Brasil. Precisamos fazer as escolhas certas agora e começar a redirecionar os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono, e inclusiva, em que não há controvérsias entre produzir e preservar. Em nosso entendimento, esse é o melhor caminho para fincarmos os alicerces do país para as próximas gerações. Caso contrário, corremos o risco de ficarmos à margem da nossa própria história.

VEJA AGORA A LISTA DE EMPRESAS E ENTIDADES

EMPRESAS – Agropalma – Alcoa – Amaggi – Ambev – Bayer – Bradesco – BrasilAgro – Cargill – Cosan – DSM – Ecolab – Eletrobras – ERM – Grupo Vamos – Iguá – Itaú – Jacto – JSL – Klabin – LVMH – Marfrig – Mauá Capital – Michelin – Microsoft – Movida – Natura – Rabobank – Santander – Schneider Eletric – Shell – Siemens Energy – Sitawi – Stefanini – Suzano – Ticket Log – TozziniFreire – Vale – Vedacit – WeWork

ENTIDADES – Cebds – Abag – Abiove – Iba

11 thoughts on “Maiores empresários do país pedem a Mourão uma política de proteção à Amazônia

    • Raciocínio bem acurado, Renato!
      Taí um segmento que não quer ver a natureza intocável ou explorada de forma sustentável. Como você bem interpretou, essa patriotada foi impulsionada pelo receio de perder grana com as exportações e de outros investimentos aqui que, de modo direto ou indireto, alavancam os empreendimentos nacionais.

  1. Prezados …amigos comentaristas …atenção muita atenção …não existem amigos neste capitalismo em seu atual estágio..tudo ai resume apenas em interesses…estas “empresas” nada mais são que sanguessugas do inferno …elas só visam o lucro a qq. preço ..ninguém ai é santo …pelo contrário só temos ai o que há de pior no capitalismo mundial …

    Eu sempre fico e sempre ficarei desconfiado de tudo que vem de fora com a intenção de meter o bedelho em nossas ações com relação aquilo que nos pertence (nossas riquezas como um todo).

    Esse papo de “pulmão do mundo” é pura falácia mercadológica interesseira somente..
    para mim ..este interesse é um ardil …devemos ficar de “olhos” bem abertos …

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE ..

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