Maioria do eleitorado desaprova a atuação dos candidatos ao Planalto, diz o Ibope

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Pedro do Coutto

Uma pesquisa interessante foi feita pelo instituto IPSOS para o jornal O Estado de São Paulo, objeto de reportagem de Daniel Bramatti, edição de ontem, indagando se os eleitores e eleitoras aprovam ou desaprovam a atuação dos candidatos na fase atual que antecede a abertura da campanha nas emissoras de rádio e televisão. Prevaleceu a desaprovação o que possivelmente, de acordo com o Ibope, fez a aprovação a Lula subir para a escala de 37%. Esse levantamento numa segunda etapa aponta o quadro sem o ex-presidente.

Aí Bolsonaro lidera com 20, seguido de Marina com 12, Ciro 9, Alckmin 7. Na perspectiva de Haddad substituir Lula, o ex-prefeito da cidade de São Paulo registra 4%. Logo em seguida aparece Alvaro Dias com 3 pontos. Os demais dividiram-se entre os que registram 1 ponto e outros ficam com 0%.

APROVAÇÃO – Mas vamos aos números do cotejo entre aprovação e desaprovação. A atuação de Alvaro Dias é aprovada por 8% contra uma desaprovação de 46. A parcela que eleva o resultado a 100 refere-se aos que não opinaram. Ciro Gomes é aprovado por 19% e desaprovado por 65. Alckmin tem 17 de aprovação e 70 de desaprovação. Guilherme Boulos tem aprovação de 3% e desaprovação de 47. Henrique Meirelles é aprovado por 5 pontos e desaprovado por 80. Bolsonaro é aprovado por 25 e desaprovado por 73. Marina é desaprovada por 61 e aprovada por 30%.

O quadro parece colidir com a pesquisa do Ibope, mas não é bem assim. Os que lideram o levantamento, no fundo, são os que ocupam os lugares de mais destaque, partindo-se do princípio de que a intenção de voto pode divergir da aprovação ou não das ações dos candidatos.  Vamos esperar que o Ibope finalmente tenha focalizado a colocação dos candidatos com base dos segmentos sociais.

Os índices de aprovação e desaprovação podem balizar, daqui para frente o desempenho dos candidatos, em vários casos corrigindo como pode se supor os enfoques menos populares das mensagens.

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ALGUNS EQUÍVOCOS SOBRE BOLSONARO

Em uma entrevista a Naief Haddad, edição de ontem, a historiadora  Heloísa Starling sustenta que Jair Bolsonaro está defendendo um autoritarismo político e não os valores militares que destacou como incluídos em seu programa de governo. A historiadora tem várias obras publicadas, mas no decorrer da entrevista comete alguns equívocos.

O primeiro é comparar a posição atual de Lula com a de Getúlio Vargas em 1945. Não é só a diferença entre o fato de Vargas se encontrar na sua fazenda e Luizs Inácio na prisão. Vale apenas acrescentar que Vargas ditador deposto em 29 de outubro, elegeu-se senador por dois estados e deputado federal por cinco. Seu apoio foi decisivo na vitória do General Eurico Dutra sobre o Brigadeiro Eduardo Gomes.

Um outro equívoco foi o de dizer que Vargas pertencia ao PSD. Na realidade,Vargas foi o criador do PTB.

Mas esses enganos não são importantes para reduzir a importância das palavras de Heloisa Starling. Os enganos se vão com o vento.

7 thoughts on “Maioria do eleitorado desaprova a atuação dos candidatos ao Planalto, diz o Ibope

  1. Com a mídia, que sabemos agora que tem lado e ideologia, como acreditar também em qualquer pesquisa? Não há qualquer tipo de segurança nessa republiqueta de terceiro mundo. Nem nos altos tribunais, nem em políticos, nem na imprensa. Está tudo dominado, sem isenção. Temos que, hoje, votar em quem é ficha limpa, em quem não tem qualquer suspeita ou processo de corrupção em andamento, em quem combate o socialismo, a corrupção, o aborto, as drogas, as ideologias nas escolas, e vai fazer uma boa reforma politica.
    São três os mais coerentes com essas idéias, e pessoas conscientes do que isso significa, vão votar em Bolsonaro, Amoedo e Álvaro Dias. Vou de Bolsonaro!!!

  2. Pedro do Couto, não é crítica é apenas uma observação: Getúlio Vargas fundou primeiro o PSD ele e um de seus irmãos foram filiados ao PSD e João Goulart também. Getúlio ao ver que o Partido Comunista se projetava absorvendo parte dos trabalhadores, fundou o PTB e aconselhou os trabalhadores a nele se filiarem. A historiadora Heloisa Starling, como a maioria dos historiadores pouco sabem dos acontecimentos de 1930 até hoje. Dou um exemplo: Você como jornalista e eu como militar vimos e vivemos os trágicos acontecimentos que abalaram o Brasil em 1954 com o suicídio de Getúlio. Até hoje nenhum historiador que eu tenha lido chegou perto da realidade dos fatos. Falham na interpretação. “Quanto a Héloisa comparar Lula com Getúlio e um disparate; um erro crasso”. Lula se viver 1.000 anos não chegará aos pés de Getúlio.Você está certissímo no que escreve.

  3. Pedro do Couto, a deposição de Vargas em 1945 foi uma “pantomima”, Vargas conservou seus direitos políticos, não foi preso e nem asilado. Nos útimos dias da eleição,disse que apoiaria o general Dutra. A frase correu solta em todo o Brasil: Ele disse! Foi o bastante para que Dutra disparasse ganhando a eleição contra o Brigadeiro franco favorito. A beleza da história são os detalhes. Getúlio como já disseste elegeu-se senador por dois estados e deputado federal por cinco.

  4. O final do título do Artigo registra : “… diz o Ibope “.
    Aqui fica a pergunta : Alguém ainda acredita neste Ibope , o Instituto das Pesquisas Encomendadas ?

  5. Agora quem se equivocou foi o Pedro do Coutto, pois a comparação entre Lula e GV seria, de acordo com Starling, apenas quanto à capacidade de transferência de votos em um curto espaço de tempo. Se isto ocorrer – a transferência de votos para Haddad fazendo-o se eleger presidente – aí Lula poderia ser comparado a GV quanto a ser líder político de massa.

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