Mais censura! Secretário de Cabral entra na Justiça para tentar esconder as denúncias de Garotinho

Carlos Newton

Em seu blog, o deputado Anthony Garotinho ridiculariza o desespero do governador Sérgio Cabral e de seus auxiliares diante da comprovação pública de farras no exterior, enriquecimento, recebimento de propinas, tráfico de influência no governo, favorecimento de secretários e parentes, além de outras irregularidades os tem levado a optar pela censura ao invés da negação dos fatos.

“Nenhum dos fatos que revelei foi contestado ou desmentido, apenas eles não querem que mais pessoas tomem conhecimento dos seus atos injustificáveis”, diz Garotinho, que está sendo processado pelo chefe da Casa Civil, Regis Fichtner.

“Depois da arbitrariedade de ontem, onde oficiais de Justiça, agindo de forma ilegal, apreenderam os jornais do PR mostrando as farras de Cabral e da Gangue dos Guardanapos na Europa, avizinha-se outra. Vários repórteres estão ligando para perguntar qual é a minha posição a respeito da decisão da Justiça mandando retirar do nosso blog as imagens e notícias que envolvam o secretário da Casa Civil do governo Cabral, Régis Fichtner e sua esposa Inês Helena Fernandes”, diz Garotinho, acrescentando:

“Não conheço a decisão porque ainda não fui citado, inclusive acho curioso que toda a imprensa já tenha sido informada, mas os fatos divulgados no blog são todos públicos e verdadeiros, porque como vocês poderão rever na matéria que está reproduzida logo abaixo, os documentos foram extraídos de órgão oficiais”.

Segundo o deputado, o mais impressionante é que, na decisão, a juíza dá apenas duas horas, a partir da citação, para que sejam retiradas as fotos, reportagens, opiniões, documentos oficiais que se refiram ao casal Fichtner.

“Com todo o respeito à magistrada que ainda nem sei qual é, alguém precisa alertá-la que sou deputado federal e o que diz o artigo 53 da Constituição do Brasil: ”Os deputados federais e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. Não entendo que a ilustre magistrada queira com a sua decisão mudar a Constituição do Brasil. Acho que ela pode estar equivocada. A matéria é baseada em fatos públicos, verdadeiros, comprovados por documentos oficiais e expressa a minha opinião; e a Constituição, ao que eu sei, deve ser respeitada por todos, inclusive pelos magistrados”, assinala Garotinho.

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