Mais um atentado próximo a Paris, mas ninguém se feriu

Andrei Netto     
Estadão

Pelo menos um carro-bomba explodiu na noite desta quinta-feira (horário local) na cidade de Villejuif, na periferia de Paris. Veículos de polícia, ambulâncias e veículos do corpo de bombeiros passam pelo 15º distrito da capital. O Ministério do Interior ainda não se manifestou sobre se há vítimas. De acordo com o jornal Le Monde, não há feridos.

Segundo informações da imprensa francesa, dois veículos teriam explodido na Avenida Paul-Vaillant-Couturier e na Rua Jean-Baptiste-Baudin, na cidade de Villejuif, a 10 quilômetros ao sul da capital, por volta de 20h40. Os dois automóveis estariam estacionados em frente a um concessionário de veículos.

2 thoughts on “Mais um atentado próximo a Paris, mas ninguém se feriu

  1. “O MATA-PAU

    José Bento Monteiro Lobato

    Píncaros arriba e perambeiras abaixo, a serra do Palmital escurece de mataria virgem, sombria e úmida, tramada de taquaruçus, afestoada de taquaris, com grandes árvores velhas de cujos galhos pendem cipós e escorrem barbas-de-pau e musgos.
    Quem sobe da várzea, depois de transpostas as capoeiras da raiz, ao emboscar-se de chofre no frio túnel vegetal que é ali a estrada inevitavelmente espirra. E se é homem das cidades, pouco afeito aos aspectos bravios do sertão, depois do espirro
    abre a boca, pasmado da paulama. Extasia-se ante a graciosa copa dos samambaiaçus, ante as borboletas azuis, ante as orquídeas, os liquens, tudo.
    Sofria o animal sem o sentir, mas não para. Vai parar adiante, na Volta Fria, onde um broto d’água gelada, a fluir entremeio às pedras, o tenta a sorver um gole aparado em folha de caeté.
    .
    Bebida a água, e dito que nas cidades não há daquilo, leva-lhe a vista o soberbo mata-pau que domina o grotão.
    – Que raio de árvore é esta? – pergunta ele ao capataz, pasmado mais uma vez. E tem razão de parar, admirar e perguntar, porque é duvidoso existir naquelas sertanias exemplar mais truculento da árvore assassina. Eu, de mim, confesso, fiz as três coisas. O camarada respondeu à terceira:
    – Não vê que é um mata-pau.
    – E que vem a ser o mata-pau?
    – Não vê que é uma árvore que mata outra. Começa, quer ver como…? – disse ele escabichando as frondes com o olhar agudo em procura dum exemplar típico.
    – Está ali um!
    – Onde? – perguntei, tonto.
    – Aquele fiapinho de planta, ali no gancho daquele cedro – continuou o cicerone, apontando com dedo e beiço uma parasita mesquinha, grudada na forquilha de um galho, com dois filamentos escorridos para o solo.
    .
    – Começa assinzinho, meia dúzia de folhas piquiras; bota pra baixo esse fio de barbante na tensão de pegar a terra. E vai indo, sempre naquilo, nem pra mais, nem pra menos, até que o fio alcança o chão! E vai então o fio vira raiz e pega a beber a sustância da terra. A parasita cria fôlego e cresce que nem imbaúba. O barbantinho engrossa todo dia, passa a cordel, de cordel passa a corda, de corda passa a pau de caibro e de pau de caibro acaba virando tronco de árvore e matando a mãe que o acolheu – como este guampudo aqui – concluiu, dando com o cabo do relho no meu mata-pau.
    – Com efeito! – exclamei admirado. – E a árvore deixa?
    – Que é que há de fazer? Não desconfia de nada, a boba. Quando vê no seu galho uma isca de quatro folhinhas, imagina que é parasita e não se precata. O fio, pensa que é cipó. Só quando o malvado ganha alento e garra de engrossar, é que a árvore sente a dor dos apertos na casca. Mas é tarde. O poderoso daí por diante é o mata-pau. A árvore morre estrangulada e deixa dentro dele a lenha podre.
    .
    Era aquilo mesmo! O lenho gordo e viçoso da planta facinorosa envolvia um tronco morto, a desfazer-se em carcoma. Viam-se por ele arriba, intervalados, os terríveis cíngulos estranguladores; inúteis agora, desempenhada já a missão constritora, jaziam frouxos e atrofiados.
    .
    Imaginação envenenada pela literatura, pensei logo NAS SERPENTES DE LAOCOONTE, NA VÍBORA AQUECIDA NO SEIO DO HOMEM DA FÁBULA, NAS FILHAS DO REI LEAR, E EM TODAS AS FIGURAS CLÁSSICAS DA INGRATIDÃO.
    Pensei e calei, tanto o meu companheiro era criatura simples, pura dos vícios mentais que os livros inoculam.
    Encavalgamos de novo e partimos.”
    (continua no livro Urupês…)
    .
    Caro Jornalista,
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    Não devemos alimentar as CASCAVÉIS achando que, por gratidão, elas se comportarão como coelhos. Disse Jesus: “Deixe os mortos enterrarem os seus mortos!”
    O conto acima serve de exemplo tanto para o que acontece na Europa, em relação aos terroristas domésticos, que foram acolhidos por aquelas nações, quanto ao Brasil, no que diz respeito ao tratamento que se dá aos CRIMINOSOS E AO CRIME ORGANIZADO.

    Abraços.

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